“Está tudo acabado. Não quero andar mais contigo. Ciao.”
Não foi preciso mais nada: três frases disparadas desta forma bem audível numa carruagem de metro. Dito isto, o indivíduo desligou o telemóvel e meteu-o na algibeira.
Os namoros nunca foram tão descartáveis como hoje. Incómodo? Nenhum. É fácil, é barato, dá milhões às operadoras de telefones móveis. E evita aquela coisa sempre chata que é falar de olhos nos olhos. É tão bom, não foi? Ciao.


Não posso comentar.
Ciao? Não terá sido Xau?
:))))
Eu ia escrever exactamente o mesmo, MdSol! “Ciao”, assim escrito à italiana, até soa bem. Mas o que eles dizem é “xau”, ou, pior ainda, “xauzinho”.
Xauzão.
techau!
:))
Cada vez pior…
xau aí!
Inté!
Pois Ana. Ciao é demasiado doce para se aplicar. Só o rigor de escrita do Pedro Correia é que não lhe permite escrever de outro modo.
:))
e da vez anterior a essa fatídica chamada, devia ter sido xau môre. 🙂
Exacto ehehe
:))
«Xau môre», Ana Margarida? Pois no caso vertente parece que foi mais “xau nomore”…
E terminou tudo ao telemóvel? Mas que antiquado esse rapaz!
Hoje só valem os sms, mails e as mensagens deixadas no hi5. Não existe o som de qualquer voz.
E sofrem a triplicar por causa disso. Há sempre uma maneira de encontrar o outro, já não basta mudar de rua 😉
Estamos numa época da comida rápida…
Vá lá… antigamente também se acabavam namoros por carta… Só que a carta tem aquele encanto que o telemóvel não tem (embora não deixe de ser reprovável tanto um como outro método para se dar com os pés em alguém)
eheeh “Dar com os pés” Ao tempo que eu não lia esta expressão!
:)))
Acho que a Patti tem razão, Pedro. Isso ou pura e simplesmente não atender o telemóvel várias vezes seguidas. E quando à 28ª vez se atende a Maria, diz-se “olá Joana”… vá, não digam que vão daqui. 😉
Mike, sou alérgico a relações descartáveis. Nem sei o que isso é.
São aquelas que se colocam no vidrão e que servem para outros tantos usufruírem.
Essas são recicláveis.
🙂
Concordo, esse “ciao” soa demasiado sofisticado. Seria mais um “tchau”.
E os namoros não são mais descartáveis hoje que há 15 ou 20 anos (não posso falar de casos mais antigos), altura em que adolescentes que estivessem juntos mais que um mês começavam a ouvir as piadinhas sobre casamento…
Ah Pedro os olhos nos olhos 🙂 coisa dificil para os naturalmente cobardes .. que idade tinha a criatura? é que os conheço perto dos 50 a fazerem o mesmo. Ou pior.
Relações descartáveis dizes e bem. Também detesto.