O mais curioso é ver a forma como tanta gente em países da Europa de Leste adora Trump. Gostam mesmo dele, mesmo quando reconhecem que é um bronco e péssimo como governante, gostam dele. E tanto mais gostarão dele quanto terão detestado o comunismo e têm ao mesmo tempo nostalgia por esse tempo. É uma curiosidade da região, mas que terá alguma lógica. Primeiro é necessário pensar naquilo de que gostariam no comunismo: o sentimento de pertença, de comunhão, de comunidade. Também a educação livre, os trabalhos garantidos, os serviços grátis. Claro que tudo isto tinha custos que não estavam a ser pagos (antes a acumular dívidas a alguém) mas isso eles não sentiam. Só os efeitos. Detestavam a polícia, o tecto às suas progressões profissionais, salariais, sociais, a defesa da medíocridade, os compadrios. A forma como a sociedade estava fechada. Só que hoje lembram o bom (que é humano). E lembram que nesse período pelo qual têm nostalgia, os líderes eram fortes (mesmo quando não carismáticos) e exerciam o poder de forma (aparentemente) livre. E penso que seja isso que Trump lhes causa: a nostalgia pelo período do qual têm hoje memórias agradáveis. É um bruto, um parvo, sem educação, etc., mas também se mostra forte e autoritário, e isso desperta os tais sentimentos. Como um cheiro me pode fazer lembrar um momento agradável (mesmo quando o cheiro não é em si mesmo agradável), Trump desperta a nostalgia.
tudo isto tinha custos que não estavam a ser pagos (antes a acumular dívidas a alguém)
Quem está a acumular dívidas, que eu saiba, são países como a França, o Reino Unido e a Alemanha. Os países da Europa de Leste, pelo contrário, nunca acumularam dívudas particularmente elevadas.
Pode ter um entendimento dos interesses dos EUA diferente do de outras pessoas, mas tem tal entendimento, o qual faz bastante sentido.
Parvos parecem-me ser a maioria dos atuais dirigentes da União Europeia (tipo Starmer, Macron, Merz, Kallas, que nem sequer parecem entender quais sejam os interesses dos seus países, nem da União.
Ao menos que seja por isso, por parvoíce, e não por serem uns colaboracionistas corruptos ou uns “democratas iliberais” ou “refundadores de impérios” que se estão nas tintas para o que o povoléu queira ou deixe de querer. O povoléu quer é votar no único candidato, o pai severo mas justo que deixaram lá atrás, na fase do bacio.
O que vale é que ao balio parece-lhe sempre a mesma coisa sobre o que os outros parecem entender. É um homem de pareceres imutáveis, mas muito determinado, há que reconhecê-lo.
Palavras para quê, isto é gente que chama ditador de “estadista” e palhaço de “líder visionário”, e ainda bate palmas como se tivesse descoberto a vacina contra a inteligência.
“trumputinismo” é coisa que não existe. Trump tem o seu entendimento dos interesses dos EUA, interesses esses que em certos pontos coincidem com os da Rússia, tal como os interesses desta são entendidos por Putin. É tudo. Os idiotas que governam a União Europeia, esses, nem sequer têm um entendimento mínimo de quais possam ser os interesses desta. São tão idiotas que nem sequer conseguem fazer uma ideia de quais possam ser os interesses dela.
Ó balio desta vez o texto está com pose de esperto mas parece mais uma crónica do Facebook às três da manhã: muito peito, pouca cabeça e nenhum travão no “achómetro”.
Quem está já a perseguir opositores políticos por delito de opinião, mandando para o lixo a Primeira Emenda, é a senhora Bondi, que Trump escolheu para procuradora-geral. Outra linha de fronteira acaba de ser cruzada nos EUA. Oito meses depois, é um país menos livre do que era a 20 de Janeiro.
Ainda vão reduzir a Constituição à Segunda Emenda, vai-se ver e a ideia é mesmo essa: defender e preservar a suprema liberdade de se matarem uns aos outros.
Então lá na Trumpolândia, onde não só se matam uns aos outros por não coincidirem nos “ideais”, e onde até se tornou causa para justo despedimento o não gostar, ou criticar, ou até citar! ditos “menos felizes” do Mártir Kirk, por exemplo, e o lucklucky acha que o DO teria sequer méritos para semelhante investigação por “ódio à americana”?!
Nem em biquinhos de pés, o Delito não tem capacidade de ódio suficiente para merecer tanta atenção, é como comparar, sei lá, um bitoque com um Super-Hiper-Large BigMac!
E então sobre quem o não usa, upa, upa… Botou luto, já vi. Os meus pêsames.
Mas sabe que verdadeiramente desprezível é transformar uma pessoa morta em alguém que não foi enquanto estava viva – e o Kirk, entre as suas muitas qualidades menores, não contava a da hipocrisia ou dos rodriguinhos, era um tipo absolutamente frontal. Por isso mesmo, por essa frontalidade sem concessões, objectivamente é de um abuso ignóbil estarem a transformá-lo numa espécie de santinho de relicário que ele nunca quis ser, muito antes pelo contrário, era nítido que apreciava uma argumentação ácida. Olhe que muito sinceramente não o vejo a concordar que se despedisse ou perseguisse gente por crime de Lesa-Kirk…
Mas estarei equivocada, talvez. Reconheço a superioridade da Susaninha em matéria de coisas e pessoas desprezíveis, devia trabalhar numa fábrica de rótulos.
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Todos eles apreciadores do Schönberg.
O mais curioso é ver a forma como tanta gente em países da Europa de Leste adora Trump. Gostam mesmo dele, mesmo quando reconhecem que é um bronco e péssimo como governante, gostam dele. E tanto mais gostarão dele quanto terão detestado o comunismo e têm ao mesmo tempo nostalgia por esse tempo.
É uma curiosidade da região, mas que terá alguma lógica. Primeiro é necessário pensar naquilo de que gostariam no comunismo: o sentimento de pertença, de comunhão, de comunidade. Também a educação livre, os trabalhos garantidos, os serviços grátis. Claro que tudo isto tinha custos que não estavam a ser pagos (antes a acumular dívidas a alguém) mas isso eles não sentiam. Só os efeitos. Detestavam a polícia, o tecto às suas progressões profissionais, salariais, sociais, a defesa da medíocridade, os compadrios. A forma como a sociedade estava fechada. Só que hoje lembram o bom (que é humano). E lembram que nesse período pelo qual têm nostalgia, os líderes eram fortes (mesmo quando não carismáticos) e exerciam o poder de forma (aparentemente) livre. E penso que seja isso que Trump lhes causa: a nostalgia pelo período do qual têm hoje memórias agradáveis. É um bruto, um parvo, sem educação, etc., mas também se mostra forte e autoritário, e isso desperta os tais sentimentos. Como um cheiro me pode fazer lembrar um momento agradável (mesmo quando o cheiro não é em si mesmo agradável), Trump desperta a nostalgia.
tudo isto tinha custos que não estavam a ser pagos (antes a acumular dívidas a alguém)
Quem está a acumular dívidas, que eu saiba, são países como a França, o Reino Unido e a Alemanha.
Os países da Europa de Leste, pelo contrário, nunca acumularam dívudas particularmente elevadas.
É um bruto, um parvo
Trump de parvo não tem nada.
Pode ter um entendimento dos interesses dos EUA diferente do de outras pessoas, mas tem tal entendimento, o qual faz bastante sentido.
Parvos parecem-me ser a maioria dos atuais dirigentes da União Europeia (tipo Starmer, Macron, Merz, Kallas, que nem sequer parecem entender quais sejam os interesses dos seus países, nem da União.
Ao menos que seja por isso, por parvoíce, e não por serem uns colaboracionistas corruptos ou uns “democratas iliberais” ou “refundadores de impérios” que se estão nas tintas para o que o povoléu queira ou deixe de querer. O povoléu quer é votar no único candidato, o pai severo mas justo que deixaram lá atrás, na fase do bacio.
O que vale é que ao balio parece-lhe sempre a mesma coisa sobre o que os outros parecem entender. É um homem de pareceres imutáveis, mas muito determinado, há que reconhecê-lo.
Palavras para quê, isto é gente que chama ditador de “estadista” e palhaço de “líder visionário”, e ainda bate palmas como se tivesse descoberto a vacina contra a inteligência.
“trumputinismo” é coisa que não existe.
Trump tem o seu entendimento dos interesses dos EUA, interesses esses que em certos pontos coincidem com os da Rússia, tal como os interesses desta são entendidos por Putin. É tudo.
Os idiotas que governam a União Europeia, esses, nem sequer têm um entendimento mínimo de quais possam ser os interesses desta. São tão idiotas que nem sequer conseguem fazer uma ideia de quais possam ser os interesses dela.
Comentário típico de trumputinista.
Ó balio desta vez o texto está com pose de esperto mas parece mais uma crónica do Facebook às três da manhã: muito peito, pouca cabeça e nenhum travão no “achómetro”.
É a Internacional dos Cleptocratas Cabotinos, incensada pelo coro da União dos Órfãos de Pai Tirano.
Se o Trumpismo não tivesse ganho o Delito já estaria na calha para ser investigado por um “ódio” qualquer, mas nem isso você entende.
https://www.politico.com/news/2025/09/1 6/pam-bondi-first-amendment-hate-speech-p rosecution-00566424
Quem está já a perseguir opositores políticos por delito de opinião, mandando para o lixo a Primeira Emenda, é a senhora Bondi, que Trump escolheu para procuradora-geral.
Outra linha de fronteira acaba de ser cruzada nos EUA. Oito meses depois, é um país menos livre do que era a 20 de Janeiro.
Ainda vão reduzir a Constituição à Segunda Emenda, vai-se ver e a ideia é mesmo essa: defender e preservar a suprema liberdade de se matarem uns aos outros.
Ó lucklucky, nem parecem coisas suas!
Então lá na Trumpolândia, onde não só se matam uns aos outros por não coincidirem nos “ideais”, e onde até se tornou causa para justo despedimento o não gostar, ou criticar, ou até citar! ditos “menos felizes” do Mártir Kirk, por exemplo, e o lucklucky acha que o DO teria sequer méritos para semelhante investigação por “ódio à americana”?!
Nem em biquinhos de pés, o Delito não tem capacidade de ódio suficiente para merecer tanta atenção, é como comparar, sei lá, um bitoque com um Super-Hiper-Large BigMac!
“Mártir Kirk”
Epíteto desprezível que diz muito sobre quem o usa.
E então sobre quem o não usa, upa, upa… Botou luto, já vi. Os meus pêsames.
Mas sabe que verdadeiramente desprezível é transformar uma pessoa morta em alguém que não foi enquanto estava viva – e o Kirk, entre as suas muitas qualidades menores, não contava a da hipocrisia ou dos rodriguinhos, era um tipo absolutamente frontal. Por isso mesmo, por essa frontalidade sem concessões, objectivamente é de um abuso ignóbil estarem a transformá-lo numa espécie de santinho de relicário que ele nunca quis ser, muito antes pelo contrário, era nítido que apreciava uma argumentação ácida.
Olhe que muito sinceramente não o vejo a concordar que se despedisse ou perseguisse gente por crime de Lesa-Kirk…
Mas estarei equivocada, talvez. Reconheço a superioridade da Susaninha em matéria de coisas e pessoas desprezíveis, devia trabalhar numa fábrica de rótulos.
No fundo todos os países aspiram por um homem forte. Mesmo sendo em tons laranja e com um cabelo duvidoso. Os States já têm o seu, e muito o estimam.
Falta clarificar qual o sentido de homem forte. No sentido de gordo?