Mário Lino, sempre em cima do acontecimento, acusa o tio e os filhos do tio de José Sócrates de envolverem o primeiro-ministro numa "matéria com fins políticos".
Notícias do caso Freeport
Patrícia Reis,
Mário Lino, sempre em cima do acontecimento, acusa o tio e os filhos do tio de José Sócrates de envolverem o primeiro-ministro numa "matéria com fins políticos".
Eu vi logo que eram problemas de família, andam todos zangados.
Bom, se Mário Lino diz.. o caso assume grandes proporções… Pedro, sabes se foi utilizada a palavra “jámé”?
Olá, Cristina. O ministro Lino está proibido pelo ‘spin doctor’ de pronunciar a palavra ‘jamé’. Jamais em tempo algum.
Será o mesmo spin doctor que decidiu que a palavra “primo” está abolida?
É. A seguir a «primo» vai desaparecer o «tio»…
Importante para a total compreensão da coisa : o “jamé falou antes, ou depois, do almoço?…
Nuno Monteiro: “O meu pai facilitou, de facto, o encontro entre o sr. Charles Smith e o nosso primo que era Ministro do Ambiente” […] “O meu irmão (Hugo Monteiro) tinha uma agência de publicidade e escreveu (a Charles Smith) a pedir para o considerarem para a campanha publicitária”
Mas afinal quem quer tramar Sócrates? Quem quer, nas suas palavras, atingir a sua honra e dignidade? É a sua própria família, pelo que parece. Nuno e Hugo Monteiro têm muitas explicações a dar.
A agência britânica Serious Fraud Office disse que existiram transferências de milhões de euros, da sede do grupo Freeport com destino a Portugal. E detectou que parte desse dinheiro foi passado por off-shores controlados pela ISA, empresa de Júlio Monteiro (tio de sócrates)
Há, neste caso, alguém que recebeu luvas. E para isso, é porque houve favores em troca. Quem recebeu? quem fez favores? Júlio Monteiro, o tio de Sócrates, tem muitas explicações a dar.
Uma ex-secretária da Smith & Pedro declarou em 2005 á polícia, ter ouvido Manuel Pedro dizer “O Sócrates já tem os 400 Mil e os outros 100 Mil sabe-se lá quem os recebeu”. Em 2007 alterou o depoimento dizendo que não ouviu o nome de Sócrates.
Coincidência a senhora ter falado num nome, e passado dois anos, ter retirado esse nome, que por acaso, nessa altura, era Primeiro-Ministro. Esta senhora tem muitas explicações a dar.
Smith aparece numa gravação vídeo descrita pelo jornal Sol, a garantir que subornou um ministro português.
Charles Smith anda desaparecido, mas há-de aparecer. E quando o fizer, terá muitas explicações a dar.
Um decreto-lei decisivo para a construção do Freeport foi aprovado pelo governo de gestão a 3 dias de saír de cena. O estudo de impacte ambiental do outlet foi chumbado duas vezes para depois ter luz verde em tempo recorde.
Só por si, esta aprovação-relâmpago do projecto, deixa algumas dúvidas e levanta algumas suspeitas. José Sócrates tem assim muitas explicações para dar.
Pedro, o final da entrevista do «Sol» é de antologia:
Jornalista – Voltando à CGD. Nega ter lá qualquer conta?
Tio – Ah, espere lá… Sim senhor. Mas isso não tem nada a ver com o assunto. Vou dizer-lhe uma coisa confidencial, posso ou não?
Jornalista – Claro!
Realmente, António, parece mais de um guião do António Silva…
Também achei um final supreendente, isto nem em Hollywood!
Tugal no seu melhor. Este tio Júlio é um cruzamento de Pátio das Cantigas com O Alfaiate do Panamá.