11 comentários em “Notícias do caso Freeport”

  1. Nuno Monteiro: “O meu pai facilitou, de facto, o encontro entre o sr. Charles Smith e o nosso primo que era Ministro do Ambiente” […] “O meu irmão (Hugo Monteiro) tinha uma agência de publicidade e escreveu (a Charles Smith) a pedir para o considerarem para a campanha publicitária”

    Mas afinal quem quer tramar Sócrates? Quem quer, nas suas palavras, atingir a sua honra e dignidade? É a sua própria família, pelo que parece. Nuno e Hugo Monteiro têm muitas explicações a dar.

    A agência britânica Serious Fraud Office disse que existiram transferências de milhões de euros, da sede do grupo Freeport com destino a Portugal. E detectou que parte desse dinheiro foi passado por off-shores controlados pela ISA, empresa de Júlio Monteiro (tio de sócrates)

    Há, neste caso, alguém que recebeu luvas. E para isso, é porque houve favores em troca. Quem recebeu? quem fez favores? Júlio Monteiro, o tio de Sócrates, tem muitas explicações a dar.

    Uma ex-secretária da Smith & Pedro declarou em 2005 á polícia, ter ouvido Manuel Pedro dizer “O Sócrates já tem os 400 Mil e os outros 100 Mil sabe-se lá quem os recebeu”. Em 2007 alterou o depoimento dizendo que não ouviu o nome de Sócrates.

    Coincidência a senhora ter falado num nome, e passado dois anos, ter retirado esse nome, que por acaso, nessa altura, era Primeiro-Ministro. Esta senhora tem muitas explicações a dar.

    Smith aparece numa gravação vídeo descrita pelo jornal Sol, a garantir que subornou um ministro português.

    Charles Smith anda desaparecido, mas há-de aparecer. E quando o fizer, terá muitas explicações a dar.

    Um decreto-lei decisivo para a construção do Freeport foi aprovado pelo governo de gestão a 3 dias de saír de cena. O estudo de impacte ambiental do outlet foi chumbado duas vezes para depois ter luz verde em tempo recorde.

    Só por si, esta aprovação-relâmpago do projecto, deixa algumas dúvidas e levanta algumas suspeitas. José Sócrates tem assim muitas explicações para dar.

  2. Pedro, o final da entrevista do «Sol» é de antologia:

    Jornalista – Voltando à CGD. Nega ter lá qualquer conta?
    Tio – Ah, espere lá… Sim senhor. Mas isso não tem nada a ver com o assunto. Vou dizer-lhe uma coisa confidencial, posso ou não?
    Jornalista – Claro!

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