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E então? Acaba-se com o SNS? Ou acaba-se com a gestão ruinosa do SNS? São duas coisas bem diferentes, sendo que a segunda solução nem sequer foi tentada e é socialmente mais justa.
Para já, limito-me a sugerir a demissão de Sua Excelência a ministra da Saúde Falida.
Entristece-me ler o título do post. Como se de repente a culpa do Estado a que chegamos fosse do Estado Social, sem o qual a sociedade seria, sem duvida alguma, tremendamente mais injusta e desigual.
Sara, o estado social gerido de forma incompetente é um estado social condenado à falência a curto prazo. Temos de exigir contas a estes governantes que estão a conduzi-lo à falência. Sob pena de “estado social” se tornar apenas uma flor de retórica, uma expressão vazia sem realidade efectiva. A verdade é que não há políticas sociais sem suporte financeiro.
De acordo, claro não pode continuar a ser mal gerido, mas o que está mal é a gestão (estas parcerias então são um roubo descomunal), não é o facto de existir um welfare state. Discordo do título atribuído a esta rubrica porque passa a ideia que referi no meu comentário anterior.
Sara, de modo nenhum ponho em causa um ‘welfare state’. Pelo contrário: como já escrevi várias vezes, esta foi uma conquista civilizacional insubstituível – que garantiu meio século de paz e prosperidade ao continente europeu. Considero, isso sim, que alguns dos maiores coveiros do estado social têm a expressão ‘estado social’ sempre nos lábios.
É com esses que mais nos devemos precaver. Porque dizem uma coisa e fazem outra.