Os cookies necessários ativam funcionalidades essenciais do site como logins seguros e ajustes de preferências de consentimento. Não armazenam dados pessoais.
Nenhum
Os cookies funcionais suportam funcionalidades como partilha de conteúdo em redes sociais, recolha de feedback e ativação de ferramentas de terceiros.
Nenhum
Os cookies analíticos monitorizam interações dos visitantes, fornecendo insights sobre métricas como número de visitantes, taxa de rejeição e fontes de tráfego.
Nenhum
Os cookies de publicidade entregam anúncios personalizados com base nas suas visitas anteriores e analisam a eficácia das campanhas publicitárias.
Nenhum
Os cookies não classificados são cookies que estamos em processo de classificar, juntamente com os fornecedores de cookies individuais.
Nenhum
Por mais que tentem mascarar a realidade, infelizmente, neste caso, a dureza dos números não engana. E sei, por experiência própria, uma vez que trabalho em projectos de formação sobretudo na região do Algarve, onde o desemprego está a aumentar e muito. Aliás, esta região meridional regista a maior taxa de desemprego, a nível nacional.
Mudando um pouco de assunto… Com o anterior (des)governador do Banco de Portugal (recuso-me a escrever o nome dele), muitas verdades eram escondidas em toneladas de horas de sonolência, além de falhar claramente na supervisão do sistema, como, por exemplo: cumprimento de regras no crédito à habitação. Sei do que escrevo pois participei em vários estudos da DECO, de âmbito nacional e internacional, sobre esta matéria. Hoje, o actual governador, Carlos Costa, foi lapidar: “Pode dizer-se que estamos em recessão económica.” Por isso, tiro-lhe o chapéu.
Gonçalo: faço minhas as suas palavras de apreço pelas palavras francas e directas do governador do Banco de Portugal. As coisas são o que são e devem ser designadas pelo nome, sem camuflagens de qualquer espécie. Só receio que esta conduta de Carlos Costa não o torne digno de ascender a um cargo de topo no Banco Central Europeu.
Há talvez 2 meses, recebi um pedido de estágio para 4 alunos adultos de uma escola profissional. Sem esse estágio, no “terreno”, não concluiriam o curso e teriam de procurar outra empresa que os integrasse por um período breve.
Aceites que foram, desenvolveram e estão prestes a concluir o dito curso profissional, sob a mão do IEFP.
Quando tive de os entrevistar, juntamente com a sua orientadora pedagógica (do IEFP), além da equivalência do curso e das áreas escolhidas, questionei a motivação e quis ouvir da boca de cada elemento as expectativas. Um deles, que tinha na época um part-time num café, teve de se desempregar, já que seria impossível frequentar o curso, concluir o 9º ano e entrar no mercado de trabalho com novas perspectivas e novas “bases”.
Depois de ouvir atentamente as respostas às minhas questões, perguntei simplesmente se continuavam inscritos no Centro de Emprego, condição sine qua non para fazerem um novo contrato de trabalho “a prazo”, seja onde for, segundo a lei geral da contratação.
Aí, foi a orientadora pedagógica que me informou com um peremptório “nem pensar!”.
Quando a questionei, fui então esclarecida: se estivessem inscritos no CE não poderiam frequentar o curso. Para o Estado, eles não são desempregados, são população activa.
Não sendo população activa, aí os nºs disparavam, certo?
Pois, concluí aterrada. Nem sequer o meu semblante mostrou o que me ia na alma. Sem o saberem, aquela população activa voltaria a ser desempregada e sem se socorrer novamente do CE, de onde saíram já os seu dados. Graças às esperanças novas!
Logo, mesmo que desenvolvessem um fantástico trabalho (o que até foi o caso de alguns), não podem fazer parte de nenhuma empresa que não os empregue senão com contratos efectivos, ou segundo a moderna designação, sem termo.
11%? Andamos é todos enganados!
Nada a que não estejamos já habituados ….
Muito triste, no entanto.