O 25 de Abril é de todos!


André Couto,

Chegado a casa vindo da Avenida da Liberdade e do Rossio em Lisboa, trazia comigo a curiosidade de ver qual a transmissão que os media fariam do que por ali se passou. Deparei-me então com a hipocrisia e com a postura do costume por parte do Público. Descreve este que "Em Lisboa, desde a Avenida da Liberdade em direcção no Rossio, o tradicional desfile comemorativo do 25 de Abril também foi marcado pelo descontentamento face à crise económica, associado a um sentimento de descrença política", dando depois dois testemunhos para fundamentar o que afirma. É pena este "desjornalismo".

O 25 de Abril é uma data onde um pouco por todo o lado as pessoas saem à rua para celebrar o fim de algo aberrante com que não concordavam, o terminar de uma época onde foram oprimidas perante a quase inexistência de direitos.

O 25 de Abril não é aquilo que meia dúzia de Sindicatos e um Partido escondido sob o seu rosto querem que seja. O 25 de Abril não é um ataque ao Governo, "ao Sócrates" ou ao Partido Socialista é a celebração de algo muito superior, do tal "Orgasmo" que José Cutileiro tão bem retratou na obra que hoje pontifica no topo do Parque Eduardo VII.

Nesta mesma celebração eram igualmente aos milhares os socialistas e cidadãos politicamente independentes que marcaram presença, celebrando a data pela data, e não extrapolando nada em relação ao presente.

Tudo o resto é puro aproveitamento político e daquele especialmente triste de se ler, onde os bons sentimentos e intenções das pessoas são aproveitados para lhes colar uma mensagem que não pretendem transmitir.

7 comentários em “O 25 de Abril é de todos!”

  1. Acontece muito. Aconteceu nas manifestações de professores, por exemplo, foram todos instrumentalizados pelos sindicatos e um número tão grande devia-se também aos familiares e outros que não eram professores. Dessas vezes não tinha sido a comunicação social a distorcer os factos. Há sempre gente que se aproveita, André 🙂

    1. Pois há. Quando as causas são pobres e vãs, quando a adesão fica claramente aquém daquilo que pretendem os manipuladores da frente de batalha, recorrem a estes subterfúgios.
      É pena. Melhor seria que percebessem a mensagem.

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