O 25 de Novembro nunca existiu!


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Ao longo dos tempos vários amigos e conhecidos meus, para além de ligações digitais, me afirmaram ser o “Público” um jornal de “direita” – principalmente quando eu resmungo com as africanices e afrodescendices que vão surgindo naquele jornal. É certo que não se lhe referem com o acinte que usam quando falam de outros jornais – como o “Observador” ou o “Nascer do Sol” -, os quais costumam resumir a “lixo informático” ou coisas similares. Mas, ainda assim, quando procuro contestar tal viés reaccionário no jornal da SONAE ripostam, com violentas invectivas aos múltiplos e arreigados direitistas que ali escrevem – e em particular com imprecações a António Barreto e, acima de tudo, João Miguel Tavares. Em suma, para os eleitores do centro-esquerda e da esquerda activista o “Público” segue enfeudado ao PSD e circundantes, nisso um órgão da perniciosa direita.

E, decerto que para comprovar isso, hoje o jornal dá a primeira página à entrevista a Duran Clemente, cujas longas declarações obedecem ao mote “O 25 de Novembro nunca existiu!”.

Apenas me ocorre uma expressão, da qual nunca percebi a origem: “Esta não lembra ao careca”.

20 comentários em “O 25 de Novembro nunca existiu!”

  1. No contexto do 25 de Novembro, numa altura em que muitos falam de cravos vermelhos, o careca só pode ser um, o almirante vermelho, Rosa Coutinho.
    “O 25 de Novembro não existiu? Essa não lembraria ao Rosa Coutinho”.

  2. > nunca percebi a origem: “Esta não lembra ao careca”.

    É porque os guedelhudos, como o da foto, só usam o cérebro para segurar as raízes dos cabelos.

      1. Nah, saiu mal escrito – as virgulas estão a mais.
        Não se diz mal do gentil anfitrião que tão generosamente nos acolhe

  3. os M-L do Público vivem da esmola da Família do Belmiro.
    só conhece os afro-disíacos da indústria, mas não utilizo.
    Manuel Duran Clemente:« No ocaso do Processo Revolucionário Em Curso, estaria envolvido no 25 de Novembro de 1975 do lado dos “gonçalvistas” e “otelistas”. Posteriormente seria deputado à Assembleia da República eleito pelo PCP na XVI legislatura e autarca em Lisboa…. Esteve na vigília da Capela do Rato e no congresso da Oposição de 1973 em Aveiro. Mobilizado para a Guiné …. No seguimento do Golpe de 25 de Novembro de 1975, exila-se para Cuba juntamente Varela Gomes e Costa Martins, onde são acolhidos por Fidel Castro. Pouco tempo depois vão para Angola. Duran Clemente regressa a Portugal em Setembro de 1976, e nunca esteve comprometido com a insurreição na tentativa de golpe de Estado em Angola de 27 de Maio 1977.»
    fugiu da Rtp e foi substituído por película cómica.

  4. Eu julgava que a farsa tivesse estado na emissão da RTP que ele conduziu nesse dia, com um sucesso nunca visto de audiências, especialmente quando lia os comunicados dos pára-quedistas e apelava à população para defender a revolução. Infelizmente, como disse Augusto Cid, substituíram-no pelo Danny Kaye, precisamente na altura em que ele começava a ter alguma graça.

    1. era miúdo, lembro-me vagamente. Mas o homem resiste, impante, a ter substituído pelo Danny Kaye, agora até diz que gostava do actor

  5. Eu cá espanto-me mais com os que “festejam” o 25 de Novembro como se as eleições livres de 1975 não tivessem existido.

  6. Países que só tiveram o 25 de Abril: + de 1 milhão de mortos
    País que teve o 25 de Abril+ 25 de Novembro: umas 2 dezenas de mortos.

    Por isso o Publico de esquerda está a censurar/elogiar o que^?

  7. Curiosamente, Fernando Rosas já publicara há meses, no mesmo jornal, um texto onde usava léxico semelhante: “o 25 de Novembro enquanto farsa”.

    Para quem olha para Rosas com bonomia, e ainda há muitos na não-esquerda que o fazem, é ler o texto (que também está disponível no portal do Bloco): o seu argumentário está ao nível do que se lê no Luta Popular.

  8. O Público é o que é, mas nao o pago. Não dou um euro à Sonae. Mas esse palhaço foi destacado no noticiário da RTP1. E essa pago eu. E agora na RTP3 está a falar a Rita Rato, a que não sabe o que é o gulag.

  9. Redes sociais, AI, ciberguerra, robots humanóides, e o país continua a gastar horas a discutir qual dos 25 é melhor. Só falta mesmo um concurso para votar de entre o Salazar e o Cunhal qual o melhor português (sim, sim).

    1. O sobre-investimento na politica pelas sociedades ocidentais provavelmente sera a razaõ do seu fim. Como as coisas estõ é invitavel o caminho até entropia de tipo soviética com a mais falsa profissaõ-o jornalismo- e academia nas maõs de uma esquerda e extrema esquerda.

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