
Ao longo dos tempos vários amigos e conhecidos meus, para além de ligações digitais, me afirmaram ser o “Público” um jornal de “direita” – principalmente quando eu resmungo com as africanices e afrodescendices que vão surgindo naquele jornal. É certo que não se lhe referem com o acinte que usam quando falam de outros jornais – como o “Observador” ou o “Nascer do Sol” -, os quais costumam resumir a “lixo informático” ou coisas similares. Mas, ainda assim, quando procuro contestar tal viés reaccionário no jornal da SONAE ripostam, com violentas invectivas aos múltiplos e arreigados direitistas que ali escrevem – e em particular com imprecações a António Barreto e, acima de tudo, João Miguel Tavares. Em suma, para os eleitores do centro-esquerda e da esquerda activista o “Público” segue enfeudado ao PSD e circundantes, nisso um órgão da perniciosa direita.
E, decerto que para comprovar isso, hoje o jornal dá a primeira página à entrevista a Duran Clemente, cujas longas declarações obedecem ao mote “O 25 de Novembro nunca existiu!”.
Apenas me ocorre uma expressão, da qual nunca percebi a origem: “Esta não lembra ao careca”.

No contexto do 25 de Novembro, numa altura em que muitos falam de cravos vermelhos, o careca só pode ser um, o almirante vermelho, Rosa Coutinho.
“O 25 de Novembro não existiu? Essa não lembraria ao Rosa Coutinho”.
não está mal sacada
> nunca percebi a origem: “Esta não lembra ao careca”.
É porque os guedelhudos, como o da foto, só usam o cérebro para segurar as raízes dos cabelos.
isso é uma boca para mim?
Nah, saiu mal escrito – as virgulas estão a mais.
Não se diz mal do gentil anfitrião que tão generosamente nos acolhe
Esse pró soviético era um dos nazis do Vasco Gonçalves

Hoje qualquer careca pode fazer um implante capilar por isso não percebo esta piada.
o SMS não paga
Ninguém usa isso, agora é IM
os M-L do Público vivem da esmola da Família do Belmiro.
só conhece os afro-disíacos da indústria, mas não utilizo.
Manuel Duran Clemente:« No ocaso do Processo Revolucionário Em Curso, estaria envolvido no 25 de Novembro de 1975 do lado dos “gonçalvistas” e “otelistas”. Posteriormente seria deputado à Assembleia da República eleito pelo PCP na XVI legislatura e autarca em Lisboa…. Esteve na vigília da Capela do Rato e no congresso da Oposição de 1973 em Aveiro. Mobilizado para a Guiné …. No seguimento do Golpe de 25 de Novembro de 1975, exila-se para Cuba juntamente Varela Gomes e Costa Martins, onde são acolhidos por Fidel Castro. Pouco tempo depois vão para Angola. Duran Clemente regressa a Portugal em Setembro de 1976, e nunca esteve comprometido com a insurreição na tentativa de golpe de Estado em Angola de 27 de Maio 1977.»
fugiu da Rtp e foi substituído por película cómica.
Eu julgava que a farsa tivesse estado na emissão da RTP que ele conduziu nesse dia, com um sucesso nunca visto de audiências, especialmente quando lia os comunicados dos pára-quedistas e apelava à população para defender a revolução. Infelizmente, como disse Augusto Cid, substituíram-no pelo Danny Kaye, precisamente na altura em que ele começava a ter alguma graça.
era miúdo, lembro-me vagamente. Mas o homem resiste, impante, a ter substituído pelo Danny Kaye, agora até diz que gostava do actor
Eu cá espanto-me mais com os que “festejam” o 25 de Novembro como se as eleições livres de 1975 não tivessem existido.
Livres? Essa é para rir!
Países que só tiveram o 25 de Abril: + de 1 milhão de mortos
País que teve o 25 de Abril+ 25 de Novembro: umas 2 dezenas de mortos.
Por isso o Publico de esquerda está a censurar/elogiar o que^?
Curiosamente, Fernando Rosas já publicara há meses, no mesmo jornal, um texto onde usava léxico semelhante: “o 25 de Novembro enquanto farsa”.
Para quem olha para Rosas com bonomia, e ainda há muitos na não-esquerda que o fazem, é ler o texto (que também está disponível no portal do Bloco): o seu argumentário está ao nível do que se lê no Luta Popular.
O Público é o que é, mas nao o pago. Não dou um euro à Sonae. Mas esse palhaço foi destacado no noticiário da RTP1. E essa pago eu. E agora na RTP3 está a falar a Rita Rato, a que não sabe o que é o gulag.
saudações, caro maiúsculo
Redes sociais, AI, ciberguerra, robots humanóides, e o país continua a gastar horas a discutir qual dos 25 é melhor. Só falta mesmo um concurso para votar de entre o Salazar e o Cunhal qual o melhor português (sim, sim).
O sobre-investimento na politica pelas sociedades ocidentais provavelmente sera a razaõ do seu fim. Como as coisas estõ é invitavel o caminho até entropia de tipo soviética com a mais falsa profissaõ-o jornalismo- e academia nas maõs de uma esquerda e extrema esquerda.