O Abdulzinho*


José Meireles Graça,

 

Sou ainda sócio-gerente de duas fabriquetas, ambas com mais de 40 anos, ambas financeiramente sólidas, ambas com uma razoável quantidade de máquinas automáticas e ambas tendo como clientes, exclusivamente, outras indústrias.

Infelizmente há tarefas (de movimentação de matérias-primas para alimentação de máquinas e transporte para outras máquinas ou retirada do produto final, por exemplo) que requerem operários. Poderiam ser robotizadas mas o investimento seria considerável, de modo nenhum compatível com a dimensão das empresas, seu volume de negócios e carteira de clientes, para não falar dos problemas levantados por séries muito pequenas, às vezes diminutas, requeridas frequentemente para tapar buracos ou em urgências.

Não faltam por aí teóricos que opinam que empresas assim devem desaparecer e ser substituídas por gigantones com moços sentados diante de computadores, as quais podem pagar muito melhores salários, têm produtividade muito superior e – maravilha das maravilhas – até empregam economistas e doutorados, duas variedades de cidadãos que dizem estas e outras profundidades.

Isto entendem eles, o mercado acha outra coisa, e continua a achar. Porque, se assim não fosse, estariam em risco de fechar. Não estão, mesmo que geridas preguiçosa e pouco empenhadamente porque a idade de quem as fundou (não estou sozinho) recomenda há anos a venda, se aparecer gente nova, ambiciosa e com crédito (não, não temos a intenção de oferecer) para as comprar.

Pois bem: Há que tempos que lá trabalham imigrantes – têm passado ucranianos, moçambicanos, argelinos e outros. Portugueses ainda são a maioria, mas já não são novos – os novos procuram outra coisa e se não encontrarem dão à sola para pastagens mais verdes no estrangeiro.

Estes imigrantes aguentam-se geralmente pouco tempo porque são jovens, procuram melhores empregos e às vezes encontram, o trabalho é relativamente pesado e acontece terem solicitações familiares noutras terras, ou regressam à sua – motivos há muitos.

A qualidade varia, desde o medíocre até ao muito bom. Actualmente há um Nigeriano, de dois, que se distingue pela disponibilidade, empenho e rapidez de aprendizagem – veremos quanto tempo o poderemos conservar.

Não me vou dar ao trabalho de rebater o mais que previsível conselho de pagar, por exemplo, o dobro, porque teria de explicar por que razão isso não é possível; e não se pode explicar coisa alguma a quem tem um catálogo de soluções simples e inviáveis para problemas que não entende.

Este longo introito para dizer que sim, os imigrantes são necessários, a menos que se invente a maneira de convencer as mulheres a voltarem a ter filhos em grande quantidade, caso em que daqui a 20 anos o problema da imigração se resolveria facilmente fechando-lhe as portas. E se os 1,8 milhões de emigrantes portugueses regressassem, ui, que outro galo cantaria. Mas esses teimosamente deixam-se estar lá onde estão e quando vêm é de férias.

Há quem negue estas evidências, requerendo subsídios de desemprego menos generosos, regime de ausências por doença menos permissivo, despedimento massivo de funcionários públicos inúteis, e todo um catálogo de outras soluções para aumentar a disponibilidade de trabalhadores portugueses. Não chegaria, mesmo que fosse viável e desejável.

E há quem antecipe o futuro promissor de com a inteligência artificial, e os prodígios tecnológicos do embaratecimento da automatização, os operários, os empregados de mesa, os trabalhadores rurais, os entregadores de comida de restaurante, os condutores de Uber e muitas outras profissões mal pagas serão uma memória do passado. Não sei, não estou no ramo da adivinhação.

Temos portanto que a imigração é necessária, mas deveríamos ter presente também que a sua medida é a necessidade e a sua prudência o cuidado com as consequências.

Se a medida é a necessidade então seria de requerer uma rigorosa fiscalização para apurar quem está realmente empregado e quais são os meios de subsistência. Isto teria também como consequência a legalização imperativa de quem está no mercado negro do trabalho. Esta legalização podemos vê-la de dois modos: ou porque a sua inexistência facilita a concorrência desleal; ou porque com ela se evitariam casos de exploração desumana (para os nossos padrões: o nosso muito mau é com frequência o bem-bom de outros países). O primeiro argumento é para a direita, o segundo para a esquerda. Para mim, titular de uma equanimidade que me honra, ambos servem. O que não serve é a bandalheira.

E os que não tiverem ocupação e já cá estejam? Deveriam obrigatoriamente ser inscritos nos centros de emprego, com limitação severa aos motivos aceitáveis de recusa de trabalho e fiscalização da prática de injustificado auto-despedimento sucessivo..

E os que sobram? Ahem, a porta da rua é a serventia da casa. E, se isso não for possível, então a limitação a novas entradas TEM DE ser severíssima, desde logo pela exigência de um contrato de trabalho.

Da atribuição de nacionalidade nem falo, quer porque a relação com este problema não é automática, quer porque o regime respectivo está em revisão no sentido (e bem) de maior exigência.

Mas o que espoletou a conveniência de escrever este artigo foram as famosas, e desastradas, declarações da esfuziante deputada Rita Matias e a cobertura que lhes deu o combativo Ventura. Ambos cometeram o erro de utilizar nomes de crianças, talvez um exemplo real, para agitar o aviso (a esquerda toda chama-lhe fantasma) de uma completa descaracterização da cultura nacional (a Pátria, se hoje não fosse mal visto utilizar a palavra) pela enxurrada de culturas alienígenas, insusceptíveis algumas de integração e outras criando provavelmente mais problemas do que os que vêm resolver. Que no caso concreto se tratasse de insinuar que crianças portuguesas são preteridas na admissão em creches por estrangeiras em razão da condição de imigrantes dos pais destas quando na realidade o que está em causa são as diferenças de recursos (as mais pobres têm prioridade) fica para a guerrilha partidária porque o assunto é mais grave do que isso.

Dois pontos prévios: O país deve ao Chega o trazer para o proscénio o assunto da imigração, que se entregue unicamente à esquerda e à parte boazinha e acobardada da direita passaria do desastre, que é um influxo de imigrantes, em 7 anos, de 421 mil para quase 1,6 milhões, ou seja, mais de 15% dos habitantes, à hecatombe; e a infelicidade do exemplo escolhido não nos deve fazer esquecer que se se tivessem sido utilizados nomes de adultos noutra circunstância qualquer o problema seria da mesma natureza sem que se tivesse facilitado a vida às demências opinativas que consistem em achar que não há qualquer risco de substituição, a prazo, da população. Daí que o deslize tenha sido cavalgado pelos defensores da generosa loucura suicidária do “venham todos, e quanto mais melhor” para se enfeitarem com a virtude de defenderem crianças enquanto o Chega evidencia o seu desprezo até mesmo pelos pobres querubins de nomes arrevesados.

Mas há problemas, dois (isto tem tendência para andar aos pares): Um é que a herança que recebemos enquanto Portugueses (não somos mais do que elos de uma antiga cadeia) não sobrevive se os recém-chegados trouxerem não apenas a memória dos países de onde são naturais mas também uma carga cultural e religiosa que não case nem com o fundo cristão da nossa identidade (mesmo para os que, como eu, não são católicos ou protestantes – o cristianismo é muito mais do que um catecismo) nem com a evolução das instituições e das leis que fizeram com que o modelo civilizacional do Ocidente tenha resultado, e há muito, culturalmente superior aos outros. Sim, há culturas superiores e inferiores porque, se não houvesse, não poderia haver progresso desta natureza porque o agora não seria melhor que o antes, nem as outras culturas, nomeadamente as prosélitas como a muçulmana, poderiam evoluir porque dessa evolução não haveria qualquer necessidade. O relativismo cultural diz que todas as culturas devem ser julgadas nos seus próprios termos. Atiram gays do alto de prédios, cortam as mãos aos ladrões, tratam as mulheres como apêndices amorfos do pai, dos irmãos e dos maridos? Que aborrecido, mas é lá coisa deles – temos de respeitar, não apenas nos países que têm em partes da lei civil e da penal a sombra da Alta Idade Média, mas, em parte, nos nossos.

Claro que não temos. E quando as taxas de fertilidade são muito diferentes convém levar em conta o que pode acontecer se admitirmos culturas que não se diluem na nossa, e pelo contrário preservam em bairros e cidades a sua identidade, mesmo na segunda geração e seguintes. Pode acontecer que os naturais deixam de gozar dos mesmos direitos que antes tinham, logo que se encontrem em minoria. E que não se venha dizer que constitucionalmente o Estado é neutro e a liberdade religiosa absoluta. Porque a Constituição Portuguesa aplica-se a Portugueses e não, pelo menos nesta matéria, a quem lhes bate à porta e lhes ofende as leis.

E o segundo problema? Ainda mais bicudo. Nas sociedades que atingem um certo nível de desenvolvimento e em que as mulheres competem no mercado de trabalho e querem construir carreiras, aquele sal da terra não quer ter filhos. Não quer porque os anos fundacionais daquelas carreiras são precisamente aqueles em que se dá à luz e se acompanham os primeiros passos das novas vidas. E portanto as que sentem o apelo da maternidade, e que são presumivelmente a maioria, não veem com bons olhos que se condenem à falta de sucesso profissional e às múltiplas dependências e sacrifícios que a sua inferioridade económica acarretaria.

Donde, é preciso compensá-las, não porque a sociedade deva comprar incubadoras humanas mas porque a ajuda é essencial para que a “carreira” de mãe não seja tão rebarbativa como é e possa competir com o potencialmente falhado sucesso profissional. E não se me venha com complicações de pais que se ocupam dos filhos, partilha de tarefas, abundância de creches, jardins de infância e retenção de jovens e adolescentes em estabelecimentos de ensino, e outras frescuras. Mãe é mãe, tudo o mais pode ser útil, necessário e indispensável – mas é uma ajuda e um sucedâneo.

As experiências feitas neste sentido em alguns países não têm dado resultados animadores porque partem do pressuposto que logo que a criança fale e possa frequentar um estabelecimento a mãe pode regressar ao trabalho. Excepto pelo facto de que nem isso é verdade nem um filho por mulher chega para repor uma pirâmide etária sã, nem um filho, e por maioria de razão mais do que um, deixa de representar um fardo que desavantaja os pais, e destes sobretudo a mãe, no mundo do trabalho e na fruição do lazer.

Há muitas mulheres que conjugam tudo, e sem serem más mães nem por isso deixam de brilhar fora de casa? Há – mas não chegam.

E tendo em esquisso levantado alguma poeira em assuntos que não são pacíficos, despeço-me com amizade até uma próxima oportunidade.

* Publicado no Observador

36 comentários em “O Abdulzinho*”

  1. a imigração é necessária, mas deveríamos ter presente também que a sua medida é a necessidade

    Isto pressupõe aquilo que Friedrich von Hayek demonstrou abundantemente ser impossível – um Estado que tudo sabe, que tudo controla, que tem informação completa sobre todos os trabalhadores que são necessários, onde e a que momento.

    Como Hayek bem mostrou, é impossível haver um Estado assim, enquanto que o mercado, através do mecanismo dos preços, consegue reunir toda a informação.

  2. com limitação severa aos motivos aceitáveis de recusa de trabalho e fiscalização da prática de injustificado auto-despedimento sucessivo

    E quem assim escreve considera-se um liberal…

  3. o desastre, que é um influxo de imigrantes, em 7 anos, de 421 mil para quase 1,6 milhões, ou seja, mais de 15% dos habitantes

    Porque é que isto é um desastre???

    Esses imigrantes estão todos, ou quase todos, a trabalhar. (Porque não têm dinheiro para vir para cá não fazer nada.) Se estão – e estão mesmo – a trabahar, por que rais havemos de nos preocupar em que eles cá estejam?

    Quando deixar de haver trabalho, ir-se-ão embora automaticamente – foi o que aconteceu a montes de ucranianos (e outros imigrantes de leste) por volta de 2010. Os imigrantes são muito flexíveis, e mal deixa de haver trabalho, eles começam a debandar. Se não debandam de Portugal, é porque – felizmente – contiua a haver trabalho para fazerem.

    1. Porque é que isto é um desastre???

      Porque, como está à vista de quem quer ver, os nossos sistemas e infraestruturas não aguentam esse aumento. O sistema de saude, que já estava sobrecarregado, com mais 10% de pessoas ficou em fanicos. O sistema de ensino basico e secundário não está preparado para dar aulas em 2 ou 3 línguas diferentes. Casas também parecem não abundar.
      Claro que para um funcionário publico não ha desastre nenhum, afinal pinga sempre ao fim do mes mesmo que não faça bolha. E se tiver umas casas para alugar, não é um desastre, é a lotaria. Até a mulher a dias fica mais barata.

      1. Mas mais trabalhadores pagam mais impostos, com os quais é possível construir sistemas de saúde e educação que tratem dessas pessoas a mais. É essa a lógica de quaisquer sistemas de saúde e educação.
        É claro que, quando a população aumenta bruscamente, dão-se disrupções, mas essas disrupções são temporárias, durando somente enquanto os sistemas de educação e saúde, que agora recebem mais fundos, não se adaptam a uma população maior.

        1. Se for o seu pai a morrer por falta de tratamento ou o seu filho ficar com a formação irremediavelmente comprometida por causa da disrupcao o caos mudará de figura.

  4. as taxas de fertilidade são muito diferentes

    Não são.

    Está mais que demonstrado que os imigrantes se adaptam com enorme rapidez, e na própria geração da imigração, aos hábitos de fertilidade do país para onde vão.

    E a razão disso é simples: as pessoas em Portugal têm poucos filhos, não devido à sua cultura, mas devido a constrangimentos económicos – os quais tanto operam sobre os portugueses como sobre os imigrantes.

      1. Tal como escrevi, o facto de que a natalidade dos imigrantes é muito similar, logo na primeira geração, à natalidade do país de acolhimento é um facto experimental. Não necessita de explicação – é um facto.
        Na terra deles os imigrantes viviam num sistema onde as crianças têm custos de escolaridade reduzidos (porque não há educação), começam a contribuir para o orçamento familiar muito cedo (há trabalho infantil), morrem na infância em grande número (e portanto é preciso fazer mais umas tantas), etc. Na nossa terra os imigrantes apercebem-se imediatamente de que as contas a fazer são outras, e portanto têm menos filhos do que teriam na terra deles.

  5. SUPREMACISTAS DEMOGRÁFICOS QUE QUEREM O MUNDO SÓ PARA ELES (e pretendem ‘comer’ o planeta por parvos)…
    … USAM OS BANDALHOS-500 COMO IDIOTAS ÚTEIS (/BODES EXPIATÓRIOS)!…
    .
    Os bandalhos-500 possuem a Liberdade que roubaram a outros (nas Américas, na Austrália, etc)
    …no entanto…
    a sua ‘way of life’ é a bandalheira ética: há 500 anos que:
    -> não gostam de trabalhar para a sustentabilidade: projectam a existência de outros como fornecedores de abundância de mão-de-obra servil, etc;
    -> não abdicam de estar atrelados aos negócios dos ‘construtores de caravelas’: negócios de roubo&pilhagem, negócios de extermínio, negócios na implementação de um caos…
    -> são idiotas úteis (/bodes expiatórios) dos supremacistas demográficos…
    -> já desapareceram em vários territórios… e vão desaparecer em outros territórios mais..
    .
    .
    .
    [a História não começou há 500 anos]
    SEPARATISMO 50-50:
    – os globalization-lovers, UE-lovers, tiques-dos-impérios lovers, etc, que fiquem na sua… respeitem os Direitos dos outros… e vice-versa.
    -»»» blog http://separatismo–50–50.blogspot.com
    .
    .
    Nota:
    Em oposição aos boys&girls da civilização 500 anos de roubo&pilhagem…TODOS os povos autóctones que reivindicam a Liberdade de ter o seu espaço, explorar as suas riquezas naturais… estão a ajudar no regresso da liberdade ao planeta!…
    .
    .
    P.S.
    É ACTO DE LIBERDADE NO PLANETA:
    1—»»» Discutir a sustentabilidade demográfica {isto é: discutir a valorização social de quem possui disponibilidade emocional para criar/educar crianças}
    2—»»» Discutir a sustentabilidade económica {isto é: discutir a valorização social (sim sim: mas sem igualitarismos!…) de todos os trabalhos necessários à sociedade (incluindo a mão-de-obra servil)}
    .
    Sim:
    – NÃO É uma discussão de assuntos chatos/incómodos… mas sim… UM ACTO DE LIBERDADE!…
    (boicotado pelos bandalhos-500 já há muito tempo)

  6. Resumindo: quer mão de obra barata e disponível e, já agora, uns apoios do Estado seja pela via legislativa seja de natureza financeira.

    Há outra forma de ver as coisas, por acaso bem liberal e de mercado: PMEs muito pequenas, que não inovam, que não são competitivas, que não pagam impostos e pagam mal, devem ser deixadas afundar para dar lugar a empresas de maior dimensão, mais competitivas, que paguem impostos e melhores salários. Não foi por acaso que as PME gemeram tanto com o pagamento especial por conta. Só que estamos em Portugal e isto não é terra de indústria. Quem sabe, uma PPP com o estado era capaz de ser coisa boa: a fabriqueta fazia os bonecos, o estado pagava os bonecos, e depois fora com eles para a reciclagem. Quem sabe, até se podia arranjar outra PPP, desta vez para a reciclagem. Tudo win-win.

    1. isto não é terra de indústria

      Não sei em que terra o albino manuel vive. Não é em Águeda nem em Felgueiras certamente.
      Portugal tem muita indústria, muita mesmo. E, nalguns setores, indústria muito competitiva e com um alto nível tecnológico.

      1. Basta olhar para o PSI20, é só indústria, ou melhor, bancos, supermercados e para dar um toque de sector secundário, a querida celulose. Claro, há que contar com o vale do Ave e vizinhos, o nosso Silicon Valley. Publicidade institucional não lhes falta.

  7. E a cretinagem ‘com visão de futuro’ acha que é com leis, tribunais e MP incapazes de entender o que deva ser a gestão de empresas (outra que não seja via de pagarem os impostos que os sustentam), que algum dia será possível mobilizar os capitais que viabilizarão esse futuro.

  8. “Mas há problemas, dois (isto tem tendência para andar aos pares): Um é que a herança que recebemos enquanto Portugueses (não somos mais do que elos de uma antiga cadeia) não sobrevive se os recém-chegados trouxerem não apenas a memória dos países de onde são naturais mas também uma carga cultural e religiosa que não case nem com o fundo cristão da nossa identidade (mesmo para os que, como eu, não são católicos ou protestantes – o cristianismo é muito mais do que um catecismo) “

    Professa portanto uma religião que vem do Mádio Oriente, terra dos genocídios bondosos, fala uma língua que vem do Lácio, e usa tecnologia que foi desenvlolvida noutros países.
    O que o leva a julgar que é original e melhor que os outros?
    Diz que já tem alguma idade, se não tem má memória deve lembrar-se do que as mentalidades em Portugal mudaram nos últimos anos, e continuam a mudar. Não sabemos qual é o modo de vida certo, se o da sua infância se o atual se o futuro.
    Fazer um post em que se clama contra a existência de outros modos de vida em nome da tolerância é uma manobra de cinismo engraçada.
    Se os bons cristãos são como os nossos prezados deputados, que vão atrás de crianças da pré-primária, mais vale ser pagão.
    Nem todos os muçulmanos cortam as mãos aos ladrões, mas há muito devoto cristão sentado na UE a achar que bombardear crianças e matá-las à fome não faz mal, desde que sejam mulçulmanas, logo terrristas.

    1. E temos aqui um excelente exemplo da aliança Islamo-Marxista… Genocídio só o vosso de 7 de Outubro, ai foram todos mortos excepto os que conseguiriam resistir e os que foram capturados para serem transacionados.

      Como és também um produto da pior profissão que existe deixo aqui um vídeo do então stand de carros de luxo em Gaza aberto em 2023…agora lembra-te do que os jornalistas diziam na altura…
      https://www.tiktok.com/@yousefalhelou/video/7273589830578195745?lang=en

      1. Aliança Islamo-Marxista? Não é que me reveja nas ideias de Jo, longe disso, mas fico com dúvidas sobre a fundação epistemológica ou ontológica da capacidade de exercício de direitos dos nativos das terras transtaganas. Talvez fosse melhor limitá-los à capacidade de gozo de direitos; alguns…

  9. Esclarecer alguns equívocos. Importar gente sem qualidades nenhumas da Ásia e de África para resolver problemas de natalidade naturais (nossos) é um acto inqualificável, puramente ideológico, que não só destrói a genealogia portuguesa como afecta toda a estrutura social — e toda a organização do Estado. E os partidos de esquerda, que impuseram isso à força (mais o Acordo, que já apontava para aqui) vão pagar isto caro, espero que com a sua própria existência. Nem um referendo tiveram a hombridade de fazer.

    Em primeiro lugar, importar mão-de-obra barata, sem qualificações, não resolve problema nenhum. Só cria mais problemas. Toda a gente com dois dedos de testa entende isto e, aliás, os problemas já estão à vista — o afavelamento da periferia das cidades e o abandono do centro das cidades para os turistas, os muito ricos e as máfias. E vão agravar-se à medida que o abrasileiramento da sociedade portuguesa se acelerar. Como é sabido o Brasil está praticamente inabitável por causa da miscigenação, de uma cultura superficial e supersticiosa e do seu estilo de vida indolente, já para não falar de uma divisão entre classes extremamente violenta. E o que eles fizeram lá vão fazer aqui também à medida que forem ocupando lugares de decisão.

    O problema fundamental que liga dois fenómenos distintos (trabalho e taxa natalidade) não está a ser corrigido. Está a ser falsificado pela substituição racial e pela ideologia canalha que as televisões vendem a toda a hora.

    Em que é que o trabalho afecta a nossa taxa de natalidade natural? Afecta só na medida em que as pessoas não podem ter filhos porque não ganham o suficiente. Por esse motivo a natalidade decresce. O reflexo mais directo da redução da população é que não há gente suficiente para trabalhar. E esse é o ponto ideal para se operar a viragem necessária — e que a esquerda, de forma canalha, impediu que acontecesse.

    O sr. que escreveu o post tem 4 ou 5 fábricas. Parabéns. Provavelmente paga mal a todos os seus funcionários, porque com o Ordenado Mínimo Nacional não é preciso pagar mais e —aqui é que bate o ponto— nem sofrer as consequências da baixa de natalidade que o obrigaria finalmente a pagar melhor aos seus empregados para os segurar lá. Ensinar uma pessoa a trabalhar custa tempo e dinheiro e tem um valor intrínseco — se eu pagar mal, a pessoa vai para a fábrica do lado porque paga melhor. Não é bom. Para segurar essa pessoa eu tenho de lhe dar melhores condições salariais e algumas regalias. É este movimento que cria sustentabilidade e, mais tarde, desenvolvimento.

    Ou seja, e vejam lá se metem esta merda na cabeça de uma vez por todas: um país ter baixa baixa natalidade não faz mal, haver pouca população não faz mal: obriga os empresários a pagar mais e consequentemente as pessoas passam a ter uma vida melhor e podem ter filhos (ou mais filhos). Agora, se importam marroquinos e industaneses e africanos para vir trabalhar como escravos ou abrir lojas de comércio barato que não interessam a ninguém (a não ser a eles, para povoar e um dia mais tarde, conquistar o poder), só aumenta a confusão e a perda de qualidade de vida através de fenómenos óbvios como os problemas com a habitação, SNS, segurança. TUDO PIORA.

  10. Eu prefiro brasileiros, angolanos, caboverdianos, saotomenses do que seja o que for islâmico ou hindu, nem árabes, nem persas nem hindus, nada disso.
    Quer queiramos quer não esses do alá nunca se adaptam, nem português falam, nem sei como conseguem carata de condução.

    Temos que acabar com a bandalheira.

  11. O ainda PM magiar, apesar de não me parecer ser grande companhia para passeios, decretou algo que por cá veria com bons olhos. Mulheres nacionais com quatro filhos ou mais (até rima) ficam isentas de IRS para o resto da sua vida. Pode não estimular as carreiras mas a prazo traria grandes beneficios para o rectângulo pátrio.

    1. As mulheres nacionais com quatro filhos ou pertencem à etnia campista ou são queques do Restelo ou de Cascais, portanto, já não pagam IRS, as primeiras porque não tem rendimentos provenientes de trabalho legal, as segundas porque têm esquemas para fugir, nomeadamente, as “empresas” que criam para esse efeito, diluir os rendimentos do trabalho.

  12. “Infelizmente (…) há tarefas que requerem operários” (José Meireles Graça)

    “Queríamos trabalhadores e, em vez disso, recebemos pessoas” (Max Frisch)

  13. A minha proposta:

    1. Sair da União Europeia.

    2. Retirar a nacionalidade portuguesa aos imigrantes que a adquiriram.

    3. Sair da C. P. L. P..

    4. Expulsar todos os imigrantes.

    5. Apoiar só as empresas portuguesas.

    6. Voltar a usar a moeda nacional, o Escudo.

    7. Salário mínimo nacional de 300.000 Escudos. (Nota – 1 Euro = 200,482 Escudos.)

    8. Empresas que não possam pagar o s. m. n. passam para a posse do Estado.

    9. Aumento significativo do abono de família. Creches gratuitas. Ensino gratuito.

    10. Diminuição das rendas da habitação e contratos vitalícios com transmissão.

    Cumprimentos.

    João Barros da Costa

    JOAO.BARROS.DA.COSTA@SAPO.PT

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