O candidato ideal


Sérgio de Almeida Correia,

A Lusa divulgou esta tarde uma notícia segundo a qual a líder do PSD andou em campanha pelo cidade e distrito de Santarém, acompanhada pelo cabeça-de-lista às legislativas, Pacheco Pereira. Enquanto isso, referiu a Lusa, o candidato do PSD à Câmara Municipal, Moita Flores, anda pela Suíça a visitar "fornos crematórios". Para lá do mau gosto desta visita, Moita Flores, que já disse em Agosto admitir votar PS nas legislativas, com a sua atitude volta a mostrar que prefere ir respirar outros ares, no caso alpinos, à companhia da dr.ª Manuela Ferreira Leite e de Pacheco Pereira.

Não sei se a deslocação foi propositadamente agendada para coincidir com a visita de Ferreira Leite a Santarém. Tão-pouco sei se Moita Flores foi contactado para acompanhar  a campanha local do PSD. Mas não deixa de ser estranho que perante tanta desfeita, a mais pequena das quais até terá sido a atribuição de uma condecoração ao principal opositor político, a líder nacional do PSD mantenha Moita Flores como candidato à Câmara com o apoio do PSD. Espero que logo à noite os rapazes do Gato Fedorento não se esqueçam de lhe falar no "candidato natural" à Câmara de Santarém, esmiuçando devidamente as razões da manutenção do seu apoio.       

12 comentários em “O candidato ideal”

  1. Ajudaste-me a tirar conclusões, Sérgio. Fazia-me espécie a inclinação de Moita Flores pelo PS e querer o PSD para o manter como autarca.

    Vejo agora tudo melhor. A líder do PSD é depositária das histórias mórbidas dos que mataram o pai e a mãe só para dizer que são órfãos, dos que querem os vivos no outro mundo daqui a dez anos e dos que ficam a avaliar a profundidade aconselhável para uma morte por afogamento como deve ser.

    Por seu turno, Moita Flores vai à estranja visitar fornos crematórios, certo? Pois é: há um cordão umbilical que o une fielmente à lider. É natural que não partilhem uma verdadeira tendência laranja, mas parece-me evidente que comungam o lado mais negro da vida.

  2. Acho muito bem que o PS se louve na “verticalidade” de um Moita Flores, de quem andaria agora a dizer cobras e lagartos no caso de ele não ter feito a “inflexão” socretina que se sabe. A troco de quê, veremos em breve.

  3. Foi irónica a maneira como Moita Flores se referiu à sua ausência na campanha de Manuela na reunião de câmara e ao motivo, sugerindo que os locais visitados não eram alheios a Manuela e à sua visita..

  4. Se o homem fosse afastado, ai jesus, que há pensamento único no partido; como não foi, ai jesus, que o PSD candidata um traidor a uma câmara.

    Tão novos e já tão velhos na pequena política…

      1. Não voto em Santarém, voto no Porto. Como deve compreender, não faço a mínima ideia do que vale Moita Flores como autarca, nem o que se passa naquela cidade, pelo que não me pronuncio.

        Na minha cidade, não voto no Rui Rio, abstendo-me nas autárquicas. Nas legislativas, voto PSD, embora preferisse Rangel, por exemplo, a MFL como futuro primeiro-ministro.

        Em todo o caso, não sendo um entusiasta de Ferreira leite, acho-a mil vezes preferível a Passos Coelho ou a Santana, que comparo a Sócrates. Aliás, não votei em Santana em 2005, por isso mesmo. A amoralidade e a ambição num país como Portugal são perigosos. Demasiadas tentações para quem tem o poder do Estado, que é gigantesco, como se sabe, face à dimensão do país.

        1. Cem por cento de acordo com o que escreve: “A amoralidade e a ambição num país como Portugal são perigosos. Demasiadas tentações para quem tem o poder do Estado, que é gigantesco, como se sabe, face à dimensão do país.”

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *