O comentário da semana


Pedro Correia,

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«Enquanto as condições de força da Ucrânia não pioram, têm vindo sempre a melhorar – e as da Europa também, que acordou tarde mas ainda muito a tempo, sobretudo devido à extraordinária resistência ucraniana.

A Ucrânia é a linha da frente europeia, a que tem aguentado heroicamente (durante muito tempo praticamente sozinha!) os grandes embates, enquanto a Europa recupera em ritmo acelerado a capacidade defensiva que descurou – por ter conseguido construir uma situação estável de paz e progresso comum numa geografia que parecia historicamente fadada à guerra.

Provou que, tanto os homens de boa-vontade o queiram, não existem fatalismos, mesmo históricos que sejam. Mas há sempre bárbaros à espreita para a invasão…

(…)

Já se contam em anos os actos falhados da “operação especial passeio de três dias”; e bem assim a sua propaganda putinista falida, tornada repetitiva por falta de mais o que dizer, condenada a abanar sempre os mesmo espantalhos – por mais evidente que seja que não resulta, que os povos europeus não vão na conversa do papão, que não se deixam manipular, é isso ou ficarem calados.

Que para dizer coisas como “Estupidamente, a Ucrânia e a Europa continuam a preferir a guerra” o melhor seria realmente ficar calado, de tal maneira torna evidente a “preferência inteligente” do Czar Careca pela paz… dos cemitérios.

Também ele devia ter ficado calado em vez de cantar vitória antes de tempo e desatar a ameaçar-nos. Até parece que a Rússia nunca perdeu guerras, e até bem ingloriamente. Podem preferir não ter memória, mas a Europa tem.»

 

Da nossa leitora Zebra. A propósito deste meu texto.

16 comentários em “O comentário da semana”

  1. Este texto e esta opinião são pura propaganda da Nato, e mostra um facciosismo por uma das partes no conflito. É uma opinião sem sentido crítico, que descura o contexto histórico e os factos.

    1. Se não lhe agrada a “propaganda da NATO”, pode sempre optar pela do Pacto de Varsóvia… Ou então não… Parece que há quem diga que foi dissolvido em 1991… Se calhar, assim, é melhor inventar outro Pacto qualquer… Boa sorte nisso.

      1. Não me agrada nenhuma Propaganda.
        Porque foi a Propaganda que conduziu à alienação do Ser-humano, ao ódio, e às guerras.
        Foi a Propaganda que provocou os crimes contra a Humanidade, como o esclavagismo, colonialismo, fascismo e os genocídios.
        Desde Gaza às reservas de Índios na América do Norte para criarem os EUA em 1776, à Coreia e Vietnam. Desde a expansão da Nato desde 1991, para ver se conquista o mundo. Desde aqueles fascistas e colonialistas que chegavam às terras dos outros Povos do mundo, que lá viviam há milhares de anos, e lhes impingiam à força a sua religião, o seu regime, as suas ideologias. E que até punham as cabeças cortadas aos líderes desses Povos nos seus museus aqui na Europa.
        Não me agrada que um Regime (como o actual na Ucrânia, posto pelos EUA e Nato lá através de um golpe anti-democrático) tenha bombardeado e torturado o seu próprio Povo indefeso durante 8 anos por falar russo. E até tenha feito uma Lei a criminalizá-los. A isso eu chamo um Regime fascista e xenófobo.
        Não me agrada isto, seja de que facção for, seja de que ideologia ou religião for, seja do Oriente ou do Ocidente, do Norte ou do Sul.
        Eu, sou pelo ser-humano na sua Diversidade e Singularidade, sem imposição de ‘unionismos’, ‘internacionalismos’, ‘globalismos’, e outras subjugações deste tipo fascista e xenófobo.
        O “Impronuncialismo” propõe um outro caminho para o futuro da Humanidade.

          1. 1. Zelensky foi posto no poder por um golpe de rua, patrocinado pelos EUA e UE (até senadores dos EUA vimos nas TV’s com bandeirinhas na rua nesse golpe). De seguida expulsou e proibiu por decreto os opositores.
            2. Foi a Ucrânia que invadiu, bombardeou, perseguiu e torturou a sua própria população que falava a língua ‘russa’, durante 8 anos, sob a cumplicidade e o fechar-de-olhos da ONU e UE.
            3. Zelensky (seguidor confesso do nazi Banderas) e os governantes das UE e alguns da Nato são criminosos de guerra.

    2. Mais um idiota a cuspir no prato onde come. Se não fosse o regime que tanto contesta, porque com o que faz só o Estado o emprega, quem o empregaria?
      Em vez de exportarmos individuos formados uteis, médicos, engenheiros, enfermeiros, etc, devíamos exportar estas aventesmas sem as quais passaríamos muito bem, ao contrário de sem os acima referidos.

  2. com o dinheiro dos outros até eu . a ue é um poço sem fundo para esse pedinchas , nem a Alemanha à beira do colapso , com um aumento brutal de crédito mal parado e falências , faz parar os funcionários europeus em bruxelas da indústria do armamento de acompanhar a Ucrânia até ao abismo. e nós a ver o nosso dinheiro a arder .
    e sim , o putin vem por aí , montado no cavalo branco de napoleão , com intenções de invadir a ue , todinha , nem as berlengas vão escapar.

    1. > nem as berlengas vão escapar.

      Eles querem mas é os Açores – está iminente a realização daquele “potboiler” do P.K. Dick em que a América era dividida a meias por invasores dos lados opostos da Eurásia. Já devem ter gasto uns vinte euros em posts do tik-tok, são favas contadas.

    2. Calminha aí, que nas Berlengas ninguém toca! Não se atrevam sequer a pensar em tal coisa. Nunca, jamais, em tempo algum…

  3. A Ucrânia é a linha da frente europeia

    “linha da frente europeia”? Quer dizer que a Europa está em guerra?

    Deve ser uma “drôle de guerre”, como a da França contra a Alemanha em 1939…

  4. “A linha da frente europeia”?
    Essa afirmação não é um puro acto de subjugação das diferentes culturas, povos e nações que existem dentro do espaço geográfico designado por ‘Europa’?
    Quantas religiões, línguas, soberanias, culturas, e diferenças étnicas existem dentro desse espaço geográfico dito ‘Europa’?
    O romanismo, o nazismo e o napoleanismo, entre outros, bem tentaram dominar as Pátrias e Nações da Europa sob o seu jugo. Agora, essa mesma minoria, sob o comando da Nato, tenta novamente. Esse desejo colonial, militarista e nazi está de regresso sob a capa da Nato e da dita “UE” (franco-alemã).
    Imagine-se a Ásia a dizer o mesmo: «A linha da frente da Ásia». Ou África: «A linha da frente de África». Ou a América do Sul: «A linha da frente da América do Sul»…
    Triste demais …

    1. “Subjugação de culturas”, “colonial, militarista e nazi”…
      Calma aí, amigo, estás a fazer uma analogia entre a UE/NATO e o Império Romano.
      Romanismo/Nazismo/Napoleonismo: Falamos de impérios que esmagavam literalmente quem se metia à frente.
      A UE é uma coisa que te chateia mas é com a forma do pepino e a classificação das azeitonas. Grande ameaça.
      “Minoria sob o comando da NATO”:
      Se os generais da NATO quisessem a Europa, simplesmente pediam, ninguém lhes dizia que não.
      E a “UE (franco-alemã)”? Sim, esses malvados que só querem saber do défice, das quotas de pescada e daquelas reuniões em Bruxelas onde o maior perigo é adormecer.
      Religiões, Línguas, Soberanias, etc.:
      Tens razão, há mais diferenças na Europa do que queixas no Twitter do Montenegro. E, no entanto, andam todos a comprar bilhetes de avião low cost uns para casa dos outros.
      O que é que o “romanismo” ou o “nazismo” te deixavam fazer? Ir de férias para Auschwitz?
      “Imagine-se a Ásia a dizer o mesmo:
      «A linha da frente da Ásia».”
      A Ásia não diz, mas a China e a Rússia andam aí com os seus clubes de amigos a ver quem tem o pau mais comprido. E se a China dissesse “linha da frente da Ásia”, a Coreia do Sul e o Japão iriam a correr para a “linha de trás da NATO”.
      É triste? Triste é a malta ter de aturar-te a discutir a geopolítica do Império Romano aqui no Delito.

  5. Aí que saudades da energia barata russa… Agora somos obrigados a comprar energia dos USA a preço do ouro, obrigados a gastar não sei quanto em material bélico dos USA, para além das tarifas… Ai que saudades do North Stream..

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