O comentário da semana


Pedro Correia,

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«Mas os EUA consideram a Europa como um perigo para a democracia?

Creio que, pelo contrário, consideram a democracia (logo a Europa-UE) como um perigo para os EUA e seus objectivos de colonialismo futurista, de reduzirem o resto do mundo “ocidental” a geografias economicamente periféricas, e logo politicamente submissas.

E porque haveriam de interessar aos EUA os sistemas autocráticos vigentes nos “concorrentes” China e Rússia? Pelo contrário, a tendência é até imitá-los, vide o programa (público e acessível) da Fundação Heritage.

Desde que se mantenham nas suas esferas de influência. Podem matar e esfolar a eito – não só não será impeditivo de excelentes relações e quiçá cooperação entre os “blocos”, como servirá de exemplo dissuasor a veleidades democráticas residuais.

Com a democracia europeia, e até com o exemplo de convivência pacífica europeu, podiam os EUA bem: afinal, foram sempre uma democracia sui generis, até com bizarrias arqueológicas; e quanto à convivência pacífica interna nos EUA, bastará, e apenas como exemplo, ver as invasões armadas, ordenadas pelo POTUS, a Estados do seu próprio país.

Com o que os EUA não podem bem é com o poderio económico que a união dos países europeus (UE e não UE) representa, sobretudo enquanto mercado, e mais ainda enquanto mercado regulado. O resto é conversa e ruído para entreter, desunir e manipular.»

 

Da nossa leitora Zebra. A propósito deste texto da Cristina Torrão.

20 comentários em “O comentário da semana”

  1. Ilusão e Vaidade

    Essa é a ilusão do Valor, com que os mandantes franco-germanos enganaram as Nações e Povos soberanos da Europa. Conquistaram-nas por um Tratado, dito da ‘UE’, tal como os napoleões, hitleres e carlos magnos sempre desejaram. Quem invadiu Portugal foram os franceses e alemães, esses mandantes agora disfarçados de democratas e de burocratas da ‘UE’.

    Os Povos e Nações independentes da Europa que se deixaram enganar por esses ‘federalistas da UE’ têm que lhes pedir autorização para tudo, desde a aprovação dos Orçamentos, decisões de economia, justiça, fronteiras, estratégia de Desenvolvimento, etc. São esses franco-germanos que mandam, e que aparecem nas TV’s a dizerem «o que a Europa pensa e faz» sem consultarem os Povos e Nações da Europa, nem serem os seus legítimos representantes. Acham-se donos da Europa, e outros países são meros serviçais.

    Terão a paga, no devido tempo.

    A Europa não tem nada. Nem recursos energéticos, nem recursos minerais, nem recursos alimentares, nem recursos militares, nem nada do que é essencial para sobreviver sem necessitar de ir comprar (ou roubar) fora da Europa. Os países dos outros continentes tem mais e melhor. A Europa já não consegue vender nem metade do que lhes vendia há 10 anos. É ver a falência generalizada das grandes empresas europeias (hoje foi mais uma a não conseguir pagar as dívidas, a Porsche e VW). A ‘UE’ dos antigos Colonialistas do Mundo, só tem notas e moedas em caixotes bancários, que nada valem perante o Valor das Coisas Essenciais para Sobreviver.

    Como é possível Portugal e a Espanha, que juntos têm quase 800 milhões de falantes no mundo, se subordinem e confinem à pequenez da ‘UE’? O futuro está nos países BRICS e EUA.

    A Europa da ‘UE’ é um embuste falido, corrupto, belicista, e sem futuro.
    Agora, esses velhos decrépitos da ‘UE’, até querem entrar em guerra com a Rússia sem conseguirem recrutar jovens europeus para soldados. Nem terem dinheiro para comprar armas aos EUA.

    Já ninguém no Mundo liga à Europa. É um trambolho velho e pardacento, que já não raia auroras. É ver quantos jovens portugueses e europeus fogem de cá por ano.

  2. Quanto mais acreditarem nessa ilusão franco-germana … mais venturas despontarão.
    Os velhos olham-se ao espelho, e vêm refletidos jovens que desapareceram há muito.
    As novas gerações não precisam desse espelho auto-ilusório para verem que são os velhos que lhes falam.
    A velhice é impronunciável. Não convence as gerações mais jovens. Pronunciem o que pronunciarem.
    A Realidade e a Natureza são impronunciáveis.

    1. Sap , e a UE ? projecto falhado ? pensado para acalmar a alemanha , a grande serpente que temos entre nós a par da austria , e que de repente em vez de paz na europa , nos quer lançar a todos numa campanha de conquista da rússia ? só visto porque contado ninguém acreditava que são tão bárbaros como no tempo dos romanos.

  3. Pois não me parece que o “poderio”económico da UE seja um problema para a América. Até porque não existe. A economia britânica está de rastos, a alemã para lá caminha, a dependência energética e tecnológica (e militar) do exterior é uma realidade.
    A Europa é um empecilho, e de momento (e por opção própria) tem zero poder na diplomacia mundial, pelo que é um não-actor nesta renovada versão do Tratado de Tordesilhas. Os EUA não veem a Europa como parceira ou aliada, portanto zero questões com o Dr Putin estender os tentáculos até ao Leste europeu (ou mais).

  4. 👽 Férias Cósmicas

    Zorp: Estive a ver os folhetos intergalácticos, Glarg. Onde é que vamos? É para esquecer o Eixo da Murchidão Láctea, não é?

    Glarg: (Revirando os seus três olhos) Claro que sim, Zorp. Só têm planetas com areia e burocracia. Estava a pensar… Terra.

    Zorp: Terra? Estás a gozar? Aquele buraco azul? Qual deles? O “Colonialismo Futurista” (EUA) ou a “Democracia Regra e Regulamento (UE)”?

    Glarg: Talvez a Europa. Parecem ter bons queijos e não andam sempre a ameaçar lançar coisas nucleares uns aos outros. Ainda. O que é que achas?

    Zorp: Ah, sim. O sítio onde os humanos inventaram a convivência pacífica só para irritar os outros. Vão dar-nos cabo dos nervos com a Regulação da Humidade Relativa das Malas e as Taxas de Emissão de Dióxido de Carbono do nosso Jato de Plasma. Não podemos aterrar em Vénus sem uma licença de Impacto Ambiental, Glarg.

    Glarg: Mas os EUA? A sério? Os gajos que invadem os seus próprios Estados? Onde é que fica o “Poderio Económico” deles quando a principal atração é ver o vizinho a processar o outro por causa da cerca? É só ruído, fast-food e o medo constante de que o governo lhes tire as espingardas a laser.

    Zorp: Exato! É o charme, Glarg! Aquele caos controlável! Na Europa, é tudo limpinho, organizado e o perigo é morrermos de tédio numa reunião sobre a norma da Curvatura do Pepino. Nos EUA, ao menos temos a certeza de que vamos ver umas bizarrias arqueológicas no Senado e levar com um exemplo dissuasor de “liberdade” na cara.

    Glarg: Prefiro a chatice regulamentada. Pelo menos, tens a garantia de que as bananas têm o formato correto. E o queijo, Zorp. Lembra-te do queijo. Eles não querem dominar a galáxia, só querem ter um bom mercado.

    Zorp: Certo. Quero lá saber. Que se explodam uns aos outros. Desde que haja Wi-Fi e o serviço de quartos no hotel em Paris não seja demasiado autocrático…

    Glarg: Combinado. Europa. Mas tu é que tratas dos vistos. Não percebo nada daquele formulário da União sobre “Intenção de Consumo de Petróleo Não-Comunitário por Viajantes Extra-Solares”.

  5. a Europa das Pátrias forneceu os primeiros Americanos:
    «Mayflower (em português: “flor de maio”) foi o famoso navio que, em 1620, transportou os chamados Peregrinos, do porto de Southampton, Inglaterra, …
    «O navio transportava uma centena de pessoas, entre homens, mulheres e crianças, que formou o núcleo fundador da colónia de Plymouth. »
    o isolacionismo chama-se arrogância.

    1. Olha-se abismado, e nem se consegue abarcar o delírio.

      Alguém devia ter informado o Tocqueville que a democracia na América era peculiar antes de ele perder tempo a escrever sobre ela, vai fazer duzentos anos. Têm muito que aprender, os donos dos EUA, e nós temos gente pronta a ensiná-los

  6. o mercado europeu ???? 440 milhões para 8 biliões da almas ? têm noção da pequenez nossa? que espelho é que usam? um de enormmmmmme aumento , só pode.

    1. Os EUA protegem o seu quintal (sim, é a descrição deles), o que vai implicar apear uns quantos, Maduro à cabeça.
      A Rússia quer recuperar a sua área de influência, a começar pelas ex Repúblicas e se calhar indo um pouco mais além.
      África já está dividida pelos 3 grandes (sem alusão à bola), há ali um bocado de terra sem lei mesmo à espera de um segundo Afeganistão, não será coincidência a recente descoberta dos problemas na Nigéria (que até tem uns petróleos, outra coincidência) pelos americanos.

  7. Que diabo, foi 14/18 e, “inteligentemente”, foi 39/45…
    Da última deixaram-se ficar – razão que nos permite continuar com o alfabeto latino…
    “Otherwise”…

    JSP

  8. Tanta ignorancia neste texto, mas não admira quando toda informação vem dos activistas das redacções. A pior profissão.
    Nada mudou no funcionamento do Estado Americano.
    Já a usurpação de poder pela Comissão Europeia ve-se quase todos os dias. É na Europa que se repetem referendos e eleições porque o resultado não foi o “correcto”, e até temos governos a incentivar a violação das leis do próprio pais como no caso do governo espanhol.

  9. Poderio económico da União Europeia:

    UE cobrou mais em “multas” aos gigantes Americanos do que em impostos ás tecnológicas Europeias…

  10. Marina,
    Os Media andam a dizer que a ‘UE’ precisa de se armar para uma guerra com a Rússia.
    Mas a leitura do IMPRONUNCIALISMO é outra.

    A partir do momento que na ‘rua’ deixou de haver o mais forte que metia medo a todos (isto é, os EUA dentro da Nato, que agora querem ir-se embora e anexar partes dessa rua, como a Gronelândia-dinamarca, ou o Canadá), o problema deixou de estar lá fora da rua (na Rússia), e passou a estar outra vez cá dentro da rua (Europa).
    Pois, as maiores ameaças passam a ser as dos vizinhos, como foi desde sempre na história da Europa.
    OU SEJA, após o abandono dos EUA, os países da Europa estão a armarem-se para se defenderem dos vizinhos, e não, como fingem, de um inimigo exterior.

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