O comentário da semana


Patrícia Reis,

 

"Nos anos 60, estávamos na EFTA, houve uma fortíssima campanha, patrocinada por alguns nomes sonantes da medicina da época, que levaram à redução drástica do consumo de azeite em favor dos óleos. Só no fim dos anos 90 os media começaram a divulgar os benefícios da dieta mediterrânica e paulatinamente o consumo de azeite começou a aumentar, embora estejamos a milhas dos italianos e muito principalmente dos gregos.

Embora me interesse pelo grau de acidez, que vou encontrando afixado em todos as marcas nacionais que compro, julgo que mais importante é a rotulagem sobre o método de extracção. A qualidade de um azeite extra-virgem extraído a frio é substancialmente diferente de todos os outros e justifica o custo mais elevado.

Quanto ao nosso azeite de antanho, com sabor a tulha (mesmo quando a acidez era baixíssima), ser o melhor do mundo é opinião que de forma alguma partilho. Bastava dar um salto à Toscânia e comer uma bruschetta, para percebermos o longo caminho que tínhamos de percorrer. Felizmente na maioria dos casos já foi percorrido com êxito e hoje quase sempre é um regalo saborear um bom azeite português. Dir-se-á que estes azeites de topo são caros. Talvez, mas são sempre bastante mais económicos que os franceses ou italianos de qualidade idêntica."

 

Da nossa leitora Maloud. A propósito deste texto do João Carvalho.

4 comentários em “O comentário da semana”

  1. Boa escolha, pelo acerto e utilidade.
    Como escrevi então, «há-de reparar nas marcas nacionais que deixaram de lado o grau de acidez», indicador importante para muitas pessoas escolherem de acordo com o seu gosto e que anda cada vez mais arredado dos rótulos. Mas isto apenas acresce ao conteúdo do Comentário da Semana.

  2. Estou a ver que durante a última semana os grandes comentadores primaram pela ausência 🙂
    Seja como for grata ao Pedro Correia e a todos os Delituosos.

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