O engano (1)


João Carvalho,

Fernando Rosas, com os espinhos que caracterizam o sénior do Bloco de Esquerda, fartou-se de zurzir contra a criação de um quinto canal de televisão. Sublinhou a recessão do mercado publicitário nas televisões e nas rádios, o despedimento que tem atingido o jornalismo e o futuro incerto que se abate sobre a  imprensa escrita. Ao fazê-lo, um lapso toldou-lhe o discurso, quando apontava o dedo à «imprensa escrítica».

Por mim, o engano deve ser aproveitado e entra directamente nos neologismos com interesse. Não são apenas a crise que se apodera do jornalismo e o agravamento da autocensura que o poder fomenta: são também as televisões e as rádios que abarrotam de opinadores. Nada melhor, pois, do que repor o papel essencial daqueles que conservam um olhar lúcido sobre as actuais incertezas e ainda têm a coragem de o fazer em letra de forma para a posteridade. «Escrítica» parece-me uma ideia brilhante: redefine e promove uma tarefa respeitável. Espero que os seguidores de Malaca Casteleiro tenham anotado.

5 comentários em “O engano (1)”

  1. “O Homem dos Ratos”

    Caso Clínico Grave

    A sua razão tem limites tenebrosos. O seu esquema mental é traduzido por uma imagem: uma rapariga para ser lindíssima tem de ser louca; uma sã é obrigatoriamente feia. Na sua cabeça só a sua verdade é válida, o resto nem sequer existe.

    Nota-se assim que o senhor Rosas é um notório consumidor de metanfetaminas, pois de cada vez que fala encontra-se alterado. Quando se olha para ele, vê-se escuridão, porque a verdade deixa sempre entrar a luz. É infiél a si próprio. A imagem que dá é a de um pindérico a tiritar de frio, com um pensamento cavernoso, que se considera o masturbador do politicamente correcto.

    Fernando Rosas é neto de Dias Rosas, que foi ministro das finanças de Marcelo Caetano, mas tentou até hoje esconder este facto.

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