Mais um debate. Jerónimo de Sousa sempre com aquele rosto triste e grave de quem vive o drama dos mais fracos. José Sócrates, que tem andado com nítida dificuldade para optar por uma das máscaras recentes que tem procurado ensaiar, caiu num erro básico: deixou-se ir pela réplica e tentou manter um ar igualmente triste e preocupado. Em vão, porque aquilo não lhe assenta. Ficou apenas com cara de enterro. Veremos se seria premonição.
O enterro de um ciclo?
João Carvalho,

Jerónimo levou um banhada.
Achei-o mais crispado do que triste, JC (o verdadeiro)
Falo do Sócrates
Crispado, sim. Mas sempre com aquele jeitinho para baixar a cabeça, humilde e preocupado…
Ou deixou-se banhar.
Que saudades do Cunhal !
Mais um debate, morno, que ao contrário do anterior que parecia juntar dois cavalheiros ingleses à hora do chá, nos trouxe um animal feroz vestido com pele de cordeiro e uma velha raposa cansada e triste, com uma injustificada deferência para com o mascarado. Teve, pelo menos, em relação ao seu opositor, a inegável coragem de vestir apenas a sua própria pele e de ser ele mesmo. Quanto ao mascarado, teve, sim, grande dificuldade em segurar a máscara até final e o seu ar de enfado e tristeza, já prenuncia o lindo enterro que vai ter. Rosas, pelo menos, não lhe hão-de faltar.
Vamos ver, Luís. Vamos ver.