Já se previa que Liz Truss tremesse e caísse em pouco tempo do cargo de PM que tão desastradamente desempenhou, na senda do seu amigo Kwasi Kwarteng, mas sempre julguei que durasse mais umas semanas. A nova “dama de ferro” revelou-se de latão. E o Partido Conservador já teve melhores dias como máquina política e de poder
.
Mas se a situação no Reino Unido já era confusa, pior pode ficar: então não é que Boris Jonhson cogita voltar à liderança do partido e ao cargo que abandonou há apenas três meses, fazendo uma grotesca dança das cadeiras governamental? Isto nem as trocas entre Putin e Medvedev.
Será pois o quarto PM desde o Brexit, descontando Cameron. E o segundo apenas um mês e meio depois da morte da Rainha. Eu bem dizia, no último parágrafo desta posta, que a morte de Isabel II seria um enorme peso para Truss, embora não imaginasse o quanto. O Reino (por enquanto) Unido parece um manicómio a céu aberto. Quanto à desaparecida Monarca, deve ter pronunciado as célebres palavras de Luís XV: depois de mim, o dilúvio.

“É necessária a política no governo das nações mas fazer política não é governar.”
O ocidente começa a colapsar. É uma pena ver este Reino cair na loucura política em que são os próprios membros do partido a assassinar o seu lider . Parecem cavalos de Troia apostados em destruir. Nos anos 60 e 70 os lideres dos sindicatos quase rebentaram com o reino, alguns deles trabalhavam para o inimigo distante como se descobriu mais tarde. Hoje em dia acho que a
ganância e a ambição explicam o que se passa. Para não falar da loucura woke em que a policia vai a casa de cidadãos sem mandato prender pessoas pq alguem se queixou de um post no facebook.A nova policia do pensamento e da virtude a tornar realidade a obra de ficção de George Orwell.
Eu talvez fosse mais cauteloso com o declínio do ocidente, que é anunciado há mais de cem anos. Até porque casos desses como a da prisão aconteceram num país e num época específica. Mas há escolhas que se pagam caro e que se arrastam.
Fala em “woke” mas nota-se pelo comentário que está a dormir.
A assinalar algo que muitos portugueses desconhecem ou nem percebem.
Os MPs (Membros do Parlamento), os deputados no Reino Unido são os eleitos vencedores, em nome próprio, na lista com todos os candidatos no seu círculo eleitoral, para um dos 650 lugares na “Casa dos Comuns”.
Ao contrário de cá, dependem, por consequência, directamente do seu eleitorado, embora a maioria se candidate concorra com suporte -uma adesão ideológica, não uma disciplina de voto imposta pelo partido- ou do partido Trabalhista ou do partido Conservador.
Convém analizar o que se tem passado no RU tomando em conta estes sistema, ou seja, quem tem todo o direito de sentar-se na Casa dos Comuns.
Pois. Tamto dependem do eleitorado que recusam convocar uma nova eleição, pois sabem que nela perderiam o emprego. Curioso sistema político esse, em que os MPs dependem tanto do eleitorado que se recusam a permitir que este volte a votar.
Chama-se maioria parlamentar, tal como em Portugal. Ainda não reparou?.
Pode estar aí uma boa explicação.
Os mandatos também caducam quando as circunstâncias mudam e a vontade do eleitorado muda. É por isso que há eleições antecipadas, como aconteceu com May e Boris. Além disso, esta escolha depende antes de mais dos militantes do partido Conservador.
É interessante que isto é considerado manicómio mas a separação politico-cultural severa entre a elite “administrativa” do partido e os respectivos votantes não é…
Outro manicómio de que não se fala é relacionado com o acima, como os Partidos ditos Centristas são Extremistas em muitas áreas: Net Zero, Build Back Better, o fim do dinheiro físico, a revolução na produção de energia, revolução na produção de comida, níveis records de endividamento, reeducação racial …
Isto é só um aperitivo para o que está para vir. É bom lembrar que apesar de ter sido censurado pelo jornalismo “centrista” para o qual o “extremistmo” só existe na direita o Labour teve um líder neo-comunista e anti semita.
O anti semitismo de Corbyn e o seu radicalismo não passaram propriamente despercebidos. Foram mesmo as razões para a maioria das críticas. E a transição energética não tem nada de extremista se efectuada com sensatez.
Fede sempre um bocadinho o barco em que está toda a gente do mesmo lado…
(sobre o unanimismo relativamente a como o “Brexit está a destruir o RU” e coisas que tais)
Se mostrar outras razões…
Parece que a senhora PM queria realizar políticas diferentes das permitidas pelos “mercados”, talvez comunismo não sei. Alguém que saiba explique e defenda os “mercados”!
Ou que lhe ensine contas básicas.
A Senhora foi um desastre. Graças ao sistema político no Reino Unido o próprio partido constatou esse desastre e removeu-a. O próprio partido.
A diferença é que em Portugal tal correção de rumo nunca irá acontecer.
A diferença é que em Portugal o próprio partido político seria removido. Se fosse em Portugal, o Presidente dissolveria o parlamento e convocaria novas eleições, nas quais o partido que fez burrices seria removido do governo. No sistema político do Reino Unido, pelo contrário, um partido fortemente impopular permanecerá no governo, a fazer asneiras primeiro-ministro atrás de primeiro-ministro.
Ao demonstrar o falhanço das suas políticas capitalistas, Liz Truss fez mais pelo socialismo do que qualquer político do século XXI.
Tal como alguns esquerdistas fazem pelo capitalismo. Os extremos sabotam-se tantas vezes.