
Vi um sururu a propósito das declarações de ontem do ministro da Educação, Fernando Alexandre – a cujas políticas já aludi no postal “A Extinção da FCT” -, sobre residências universitárias. A imprensa truncou-as e “denunciou-as”, muitos cidadãos digitais indignaram-se….
Que os da extrema-esquerda critiquem é normal, é-lhes essência. Que os cheganos ululem contra a “bandalheira” vigente também é normal, daquilo não se pode esperar outra coisa.
Mas o que o ministro disse – e não o fez de maneira canhestra – é fruto de uma matriz “social-democrata” (dantes também se dizia “socialismo democrático”, e alhures “trabalhista”). Pode-se criticar os princípios (e os resultados) dessa matriz de acção estatal.
Mas como podem os partidos e os cidadãos digitais que se revêm como de “esquerda”, “centro” ou “direita”, vituperar as afirmações?
Os que tiverem paciência para perceber como se é manipulado pelo binómio imprensa torpe/indignismo poderão ouvir o discurso (que o próprio ministro partilhou) – em particular entre os 8.40 e os 18 minutos. Ainda por cima é muito bom.
(Coloquei o filme do discurso do ministro neste postal “Residências Universitárias” no meu blog “O Pimentel”. Mas é grande demais para o carregar nesta plataforma SAPO)
E depois podem seguir para criticar o governo. Mas por outras coisas e declarações.

só falta impor aos ministro atuais os discursos que os chamados jornalistas e oposições desejam ouvir.
isto já não é RIBALDARIA, mas INFÂMIA.
«toca a corneta toca o berimbau …tem o cu de pau»
tem razão, o eco truncado deste discurso que a imprensa produziu é uma infâmia. E é um caso exemplar do estado da nossa imprensa.
Não ande às voltas.
Quando alguém diz que as residências, as escolas e os hospitais se degradam mais porque são utilizados por pobres, está ser preconceituoso (e imbecil, já agora). E não há volta a dar.
Não existe nenhuma contextualização possível neste caso. Apenas um tentar negar o que se disse num estilo de “verdade alternativa”.
O ministro não disse isso. E não é uma questão de “contextualização”, é mesmo de ter sido truncado. Nem eu “ando às voltas” em busca de uma “verdade alternativa”. O ministro fez um bom discurso numa reunião da tutela, apresentando reformas. Como foi alvo de uma infame deturpação pela imprensa divulgou o filme desse discurso. Eu gravei esse filme. Carreguei-o numa plataforma que o sustenta (aqui no DO a plataforma SAPO não o aceita por ser grande). Indiquei-lhe o período do discurso em que o ministro se alonga sobre a matéria (e diz a expressão bem formulada que a imprensa truncou). Tudo isso está no meu postal (e as ligaçoes) colocadas. Você em vez de se informar prefere vir aqui em registo anónimo chamar-me falsário e insultar o ministro. E ainda chama o outro de “preconceituoso”… (Como percebo que não tem paciência para fontes que desdigam as suas doutas indignações anónimas eu faço um resumo: o ministro disse que o(s) Estado(s) tendem a deixar degenerar as instâncias e programas que são destinados aos mais desfavorecidos,, não que os mais desfavorecidos escavaquem essas instâncias. É tão diferente, caramba! Mas é tao difícil fazer um obtuso perceber o evidente.
É praticamente o oposto daquilo que os grasnadores o acusaram (sem ouvir) em matilha nas redes. São os mesmos que depois acusam outros de espalharem desinformação.
Sim. Inclusive um comentador seguinte que aqui me vem chamar parvo porque… eu reproduzo na integra o que diz o ministro.
Esse é notoriamente imbecil.
Exacto: é que é praticamente o oposto! E mesmo nos excertos descontextualizados, pelo menos nos que eu vi, isso se percebe. A menos que não se queira mesmo perceber ou se vá logo a correr atrás do “caso” como cachorro a dar ao rabo atrás da primeira bola que lhe lancem.
Pode ou não concordar-se com a perspectiva de Fernando Alexandre, pelo menos na sua aplicação a todos os equipamentos sociais (como aliás argumentou o Presidente do Conselho de Reitores, a meu ver bem), mas só por má-fé se pode pôr-lhe na boca palavras que ele não disse. Por má-fé, ou estupidez ou pura e simples ovelhice.
«(O) ministro disse que o(s) Estado(s) tendem a deixar degenerar as instâncias e programas que são destinados aos mais desfavorecidos,, não que os mais desfavorecidos escavaquem essas instâncias. É tão diferente, caramba! Mas é tao difícil fazer um obtuso perceber o evidente.»
JPT, não se indisponha – um burro é um asno. E um asinino é um burro. Logo, um asinino é um asno. Esses tipos que truncam as coisas ou as repetem sem mioleira crítica (e a maior parte da imprensa está reduzida a isso) são o perfeito silogismo da idiotia. Mas enfim…
eu já nem me indisponho. Excepto nestes comentários no Delito de Opinião, que congregam – como concordará – o do piorio.
> se degradam mais porque são utilizados por pobres
Degradam-se porque são utilizadas por quem não tem escolha, e tem de se sujeitar ao que lhe derem. Falta pressão de mercado sobre os funcionários que gerem os recursos. Podem ser desmazelados sem consequências, e muitos não resistem à tentação.
O truque está na bolsa só servir para pagar residência, não outro alojamento (mesmo que parcialmente). O bolseiro está encurralado, não pode ir para outro sítio.
A burocracia socialista adora criar pedintes dependentes.
Pode dizer-se a toda a voz que o TEDH autoriza: a esquerda é javarda e parte substancial dos jornalistas patrocinam a javardice!
Do resto Fernando Alexandre constatou o óbvio e o já comprovado. Os serviços e infraestruras públicos têm um estado de ruína directamente proporcional à classe social que o frequenta ou usa.
Se todos esses palradores tivessem diariamente de frequentar autocarros apinhados, tivessem os filhos em escolas contentor, tivessem a passar horas a ouvir música no SNS24, estivessem num hospital contentor ou à moda anos 60, tivessem os filhos a comer lavaduras na cantina da escola, estivessem ou tivessem de …, seguramente que tudo estaria como a estrada ou caminho até casa do presidente da junta, da câmara ou de outra coisa qualquer!
Há gente que não suporta que lhes desmascarem o embuste e a hipocrisia.
” a esquerda é javarda e parte substancial dos jornalistas patrocinam a javardice!”
Continuo a não perceber como se fazem este tipo de argumentos. Não é mais lógico uma “parte substancial” dos jornalistas serem de esquerda?
Não é.
Há muitos que são aquilo que os directores querem que eles sejam. Há bastantes que são o que as circunstâncias/contexto determinam. E há vários que, independentemente de esquerda ou de direita, primam pelo profissionalismo, brio e rigor.
E segue a música. O ministro foi ontem à noite à CNN dar uma entrevista para esclarecer o assunto, antes já tinha feito declarações à Imprensa nesse sentido, mas não adiantou nada. As televisões continuam a dar cobertura a esta indignação oportunista e torpe, contribuindo para que a agenda populista se imponha à opinião pública. Uma vergonha!
Isto é uma vergonha!
as televisões e, pelo menos, o PS
as televisões, o PS, o Livre, o PCP e o Chega!!
pois, só depois vi que o coro ululante tinha sido alargado…
Uma infâmia , sem mais, a “desinformação interessada” que, na paróquia, passa por “jornalismo”…
E uma forma, mais ou menos encapotada ,de tentar desviar as atenções de mais uma “remake” do caso Casa Pia (sob a asa tutelar do Partido Sarjeta, como não podia deixar de ser…).
Patética a prestação do híbrido de Z.Zagalo/ Gouvarinho conhecido por brilhante (?) dias…
JSP
O brilhante é baço! E está tudo dito.
jpt, você é burro ou gosta de se fazer de parvo ou de tomar os outros por parvos. O ministro disse o que disse como comprovam as imagens gravadas e contra factos não há argumentos. Agora, se o ministro quis ou não dizer o que disse e saiu- lhe mal isso é outra questão.
Mas afinal o que disse o ministro? Que nos equipamentos sociais apenas dedicados aos alunos mais pobres A GESTÃO dos mesmos era deficiente, e logo esses espaços se degradavam mais rapidamente? Foi isto o que eu ouvi, se calhar ouvimos excertos diferentes…
Aquilo que estão a tentar fazer ao ministro da Educação é uma filhadaputice inominável. xandre/ministro-da-educacao/ministro-da-e ducacao-pede-para-andarem-uns-segundos-p ara-tras-e-para-a-frente-para-perceberem-o-q ue-ele-disse-sobre-alunos-de-meios-desfa vorecidos/20251217/6941e6ecd34e2bd5c6d53 0ca
https://cnnportugal.iol.pt/fernando-ale
aqui está ele a tentar esclarecer e o jornalista (não vou falar sobre opções sexuais e condenações em tribunal) a tentar que ele (o ministro) admita que disse o que não disse.
O que o ministro disse é óbvio: Não deve ser o Estado a criar guetos, não deve ser o Estado a separar “os pobrezinhos” dos alunos normais.
Curiosamente o Governo, o Estado pretendem criar residências universitárias inclusivas e “a esquerda”/jornalismo pretendem um “apartheid” social, um sistema de castas onde os pobres têm de viver isolados.
Mas desde quando o Estado separa os pobrezinhos dos alunos normais? Há cada uma…
Ora nem mais.
E ouvir o Brilharete Dias a indignar-se é de ir às lágrimas…
Abraço
o presidente da assembleia de freguesia do meu bairro. É a isto que os Olivais estão reduzidos
Ai Olivais…
Abraço
Um homem deve assumir os seus erros ou então não passa do que é, um irresponsável. O ministro da educação devia de ter tento na língua e não dizer disparates ou seja nada justifica o que disse e é triste ver todo este branqueamento por parte de alguns de tentar limpar a imagem de um ministro que se revelou preconceituoso. Aliás, tem sido apanágio deste governo de não assumir erros e de culpar constantemente o PS de forma doentia ou de ir buscar o Sócrates para manobras de diversão, no fundo para esconder a falta de competência e seriedade governativa desta AD.
«É por colocar nas residências universitárias os estudantes dos meios mais desfavorecidos que se degradam.»
«Vamos ter residências todas renovadas, mas se estas continuarem a ser ocupadas por estudantes dos meios mais baixos, daqui a cinco anos vão estar todas degradadas.»
«Quando metemos pessoas de rendimentos mais baixos e beneficiar do serviço público, sabemos que se deteriora. É assim nos hospitais e nas escolas públicas.»
Estas foram as palavras textualmente pronunciadas pelo Ministro da Educação.
A língua portuguesa é percebida, mito ou não, como a língua mais difícil do mundo, que não a torna imune a ambiguidades (“polissemia”), mas tenho alguma dificuldade em retirar das palavras do Ministro aquilo que mais tarde veio esclarecer às TV´s que a degradação das residências universitárias, se devia à “gestão” (nunca em momento algum da sua intervenção se referiu a esta) e não resultava de estas serem ocupadas pelos estudantes de meios mais desfavorecidos.
No fundo, o Ministro teve aquilo que em Direito se chama uma “divergência entre a vontade declarada e a vontade real”, ou seja, uma divergência entre o seu querer político (que as residências universitárias sejam abertas a todos os meios sociais, inclusivamente aos mais favorecidos) e ao seu discurso externo (causa da degradação das residências universitárias é o de serem ocupadas apenas pelos estudantes pobres), dizendo que não pretendeu afirmar isto.
Muito Bem!👏
Fui bolseiro pobre com muita honra, estudei para ser o que sou hoje. Nunca parti nenhuma sanita, nem escrevi nas paredes da minha residência estudantil. Apenas levei para lá uma ou outra colega para estudar.
Provavelmente anatomia feminina.
Anda a cuspir na sopa.
Declarações do Ministro Fernando Alexandre, na SIC Notícias, ontem à noite:
“A degradação resulta da gestão negligenciada, quando se tem exclusivamente utilizadores de baixo rendimento, que não têm voz” e “a gestão é da responsabilidade das universidades e dos politécnicos.”
Face a tais declarações, pergunta-se:
Que tipo de gestão tem sido esta que, “ao longo de décadas” (palavras do Ministro), negligenciou a manutenção das residências universitárias?
Não há responsáveis por isso?
Os serviços que alegadamente realizam a dita “gestão” serão entidades “intocáveis”, a quem seja impossível imputar actos de má gestão e responsabilizá-los por isso?
E não acontece nada a essas entidades, declaradas negligentes pelo próprio Ministro?
Se durante décadas, como afirmou Fernando Alexandre, a gestão das residências universitárias foi negligenciada, espera-se, agora, que a mesma gestão mude radicalmente de atitude, deixe de praticar actos de má gestão (negligentes) e passe a ser muito competente, por via da entrada de utilizadores que não sejam “de baixo rendimento”?
Em resumo, não se intervém na dita gestão negligente e espera-se que, milagrosamente, ela passe a ser competente com a entrada de utilizadores que não sejam de baixo rendimento…
Fantástico! Não sei se se deva rir ou chorar…
Isto não é, com certeza, aquilo que a Social-Democracia defende como “welfare state”, uma vez que isso implica a existência de serviços públicos robustos e de qualidade, nomeadamente na área da Educação…
Pois, foi essa a resposta, grosso modo, do Presidente do Conselho de Reitores: a má gestão não se deve, pelo menos não principalmente, ao estrato socio-económico dos alunos que utilizam as residências, mas sim à falta de verbas para a sua manutenção – que continuaria a ser deficiente mesmo que os alunos fossem todos de classes favorecidas…
Mas enfim, o facto é que o ministro não disse em nenhum momento que os alunos pobres degradavam as residências. E, pelo contrário, deixou bem clara a sua convicção de que essa degradação se deveria ao menosprezo por esses alunos por parte dos encarregados da gestão e manutenção desses espaços.
Portanto, pode ser opinião para se concordar ou não – mas nunca para indignações por “ataques aos pobres”, que nunca existiram, nem em intenção. Antes precisamente o oposto!
A BBC editou um documentário revertendo completamente o sentido do que o PR Trump disse aos seus apoiantes aquando a assim “invectivada invasão” ao Capitólio. Dois dos top directores da BBC já lá não estão e agora Trump mete a impoluta BBCc em tribunal por “$10 billion dollars”.
Por quantos €uros o Ministro poderá processar os jornais e as TVs que reverteram o que disse?.
Seria também jornalisticamente salutar.
Acredito que a maioria dos críticos ouviu ou leu “o que foi dito”, mas não viu ou ouviu dizer da fonte. Se se derem ao trabalho, sim porque ouvir e ver mais de 20 minutos de discurso ministerial é uma seca, concluirão que tudo o que leram e ouviram por aí está “arranjado” totalmente fora do contexto, para encaixar no absurdo que venderam.
É isso, em parte. A outra parte é que se satisfazem em “dizer mal”.
Isso é o que o jpt faz com frequência.
Sim anónimo leitor. Mas deixe aqui exemplos de postais onde eu tenha truncado, deturpando, declarações daqueles de quem eu “disse mal”
Só calhou ler-vos agora. Vi-e ouvi-as duas versões e foi a primeira vez que assisti a uma manipulação e deturpação tão descarada e grosseira. Provavelmente não ando muito atenta a estas coisas. Tal como vi pessoas com responsabilidades,como Pedro Nuno Santos, comentar no FB o texto deturpado, e certamente com conhecimento de causa.
Não concordo com nada do que o ME realmente disse,- e percebi tudo muito bem- mas seria longo explicar porquê. Mas quero discordar do que ele diz,não do que a RTP Noticias o põe a dizer. Se o caminho que vai seguir é aldrabice e chicana, o PS que não se admire de perder votos. Isso, o Chega faz e mais e muito melhor que eles.
Achei tudo miserável.
Não me publicaram o comentário o que demonstra bem o que por aqui se entende por liberdade de expressão. Há muito que já percebi que comentar no delito de opinião tudo o que seja contrário a opinião vigente do blogue não só não são bem vindos os comentários como são censurados.
Vómito de anónimo. Vale zero.
anónimo você deve ser leitor recente do DO. Pois ainda não percebeu o que estou farto de repetir: aqui não há censura, isto não é um órgão de comunicação social. É um blog, um sítio de convívio. E eu convivo com quem me apetece. Aceito os comentários que me apetece e os comentadores que me apetece. Não há outros princípios.
Se o argumento é válido, então cada um é livre de intrepretar as palavras do ministro conforme lhe apetece. Sem outros princípios. Que o mundo é apenas um sítio de convívio.
O mundo não
Um blog sim.
Os pobres que vão trabalhar e os ricos que vão estudar para as residências. Acho que era isto que o ministro queria dizer.
Não. Eu acho que era isso que o jpt quis dizer.
Que dois comentadores tão estúpidos!
Quem lhes pagará para andarem por aqui e por outros lados a dizerem asneiras?