O mundo cada vez mais perigoso


Pedro Correia,

 

Outra “operação militar especial” em curso. Desta vez do imperialismo norte-americano na Venezuela. Simétrico ao do imperialismo russo na Ucrânia.

Confirma-se: Trump nunca receberá o Nobel da Paz.

130 comentários em “O mundo cada vez mais perigoso”

  1. Acontece que as operações especiais do grande Satan são as resmas e muito antigas, e sempre com falsos pretextos quando o que querem é dinheiro, iguais ao pequeno Satan do médio oriente.

            1. Hum? está-me a confundir com o Estado , eu não quero cobrar multas , taxas , licenças e tal a ninguém.

      1. Não batem nada, qual quê. Batiam.

        Quatro anos depois ainda estão a meio do Donbass, e o sociopata americano nem um dia demorou para “anexar” a Venezuela. Mas são crentes para ainda terem esperança que o poderoso Putin vá salvar o Maduro ou lutar pelo “país irmão” violado, a quem fez tantas juras de amizade e proteção… E Cuba está na calha: não voltará a haver nenhuma crise dos mísseis, nem crises de nenhuma espécie: vai ser transformada numa “Riviera Caribenha” para os grunhos MAGA passarem férias.

        Pensavam que tinham as costas quentes, mas estavam apoiados a um cadáver já morto há muito tempo.
        O Putin nem a ele se orienta, quanto mais proteger “países irmãos” que nem ficam no seu hemisfério…

    1. Cara “marina”…

      “Satan” em vez de Satã…
      “resmas” em vez de mesmas…
      Ou faltou o acento grave em “as”?

      O “pequeno Satan do médio oriente” também tem piada.
      Refere-se ao Saddam Hussein (Iraque)? Passou à História…
      Refere-se ao Bashar al-Assad (Síria)? Fugiu para a Rússia…
      Está-se a referir ao Bibi?…

      P. S.: Faça a revisão do que escreve antes de clicar para enviar.
      P. S.: Não tenha medo de referir as pessoas pelos seus nomes.

      Cumprimentos.

      João Barros da Costa

    2. Ui, então e aqueles Satan’s que sufocaram os idependentistas chechenos (por coincidência aquilo até é rico em petróleo), que assambarcaram a Crimeia (por acaso também existem vastas reservas de gás nas suas águas), que tentam atualmente roubar uma zona fortemente industrializada, com a bacia de Deniepre-Donetsk cheia de gás, e as terras de cultivo riquíssimas de Kherson ou a produção elétrica de zaporíjia com as maiores centrais nucleares da Europa. Aqueles mesmos Satan’s que apoiaram ainda enquanto URSS e depois como federação russa inúmeros golpes de Estado e governos dependentes um pouco por toda a África, América Latina e Ásia. Ou que têm na vizinha Bielorrúsia um lambe botas? Esses não são Satan’s!?

      Lá está, no jogo do poder são tudo a mesma coisa e, é por isso, que não posso deixar de exprimir o quão patético é virem sempre tão lampeiros mandar atordoadas a uns enquanto sempre baixam a cabeça a outros. Quem genuinamente odeia os “Satan’s”, odeia-os a todos e não apenas àqueles que não são da sua cor ideológica. Um bandido que rouba o artigo X, não deixa de o ser só porque é da nossa cor ideológica. Isso demonstra que o problema para si não é o crime em si mas sim quem o pratica, ou seja, para si devem existir priviligiados em termos de direito sobre o que podem ou não fazer. Se forem amigalhaços da nossa cor ideológica tudo bem mas se forem outros já é um crime de lesa pátria, portanto, está apresentada! Idoneidade zero!

      1. Caro Lopes,
        A dupla moralidade exibida por muitos é vergonhosa. Lamento que as declarações do PCP sobre a Venezuela não tenham sido proferidas no referente à Ucrânia.
        Entrámos em força na era dos rapaces e da lei do mais forte.
        Catarina Silva

      1. Mas é que está mesmo: a China vai acrescentar uma quinta estrelinha à sua bandeira muito em breve…
        Nem juraria que não esteja já tudo combinado com Trump, parece que o estou a ouvir a responder aos pedidos de ajuda de Taiwan: “É melhor renderem-se para evitar ‘killing’, vocês não têm cartas… E afinal são todos chineses, não são? Eu pelo menos não os distingo.”

    1. Caro Jorge…

      Taiwan é a Terra da Liberdade.
      Ao contrário da China, que é a Terra da Opressão.

      Se a China se atrever a bombardear e a invadir a Formosa Taiwan,
      os Estados Unidos da América vão defendê-la conforme os tratados
      assinados entre os dois países (E. U. A. e Taiwan).
      Eu reconheço Taiwan como um país e não sou só eu…

      P. S.: Pesquise “massacre de Tiennamen” (Pequim, China) na Internet.
      P. S.: Conhece alguma coisa da História da China?

      Cumprimentos.

      João Barros da Costa

        1. Caro Jorge…

          Escreveu “Segue-se Taiwan.”.

          Percebi perfeitamente…

          Cumprimentos.

          João Barros da Costa

          1. Não, não percebeu. Não estava a dizer que Taiwan é uma ditadura. Mas sim que seria alvo de uma invasão por falsas razões.

            De resto, estou bem a par do que é a China.

    1. Caro “Anónimo” (m/f)…

      O Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa vai deixar de o ser…
      Não sei se sabe, mas no Domingo, 18 de Janeiro de 2026, há eleições presidenciais.
      E, imagine só: o Marcelo Nuno Duarte Rebelo de Sousa não se pode recandidatar…
      Mas não se preocupe, o futuro dele está assegurado.
      Vai sair de Portugal, para voltar a dar aulas.
      Estados Unidos da América, “next country”.
      Uma viagem ao Brasil, onde tem o “doutor” filho e netos. Para a reconciliação…
      Vindas a Portugal, para mergulhos em Cascais. Sim, que gente fina é outra coisa.
      Isto tudo e uma reforma confortável. Fez por isso…
      Espero a publicação da autobiografia “a. s. a. p.”…

      Cumprimentos.

      João Barros da Costa

      1. Bom argumento. Pimba e pumba.
        Só se perderam as que acertaram ao lado.
        Ficou a questão do Kosovo, um narcoestado repleto de bases militares americanas, mas isso é questão para se resolver mais tarde.

          1. Não “quero” invadir nada. Apenas gostaria que o Kosovo não tivesse sido criado. Ainda por cima na Europa. Mais uma prenda americana para os europeus lidarem quando se fartarem do brinquedo. Mas tem toda a razão na sua argumentação, como habitualmente.

            1. A Guiné não “exporta” nada. O povo da Guiné vegeta na miséria: é um dos mais pobres do mundo, empobreceu neste meio século.
              Quem exporta é a clique dirigente, sobretudo ligada à cúpula militar.

            2. Bolas e eu que pensava que os tugas é que os empobreciam… afinal ficaram pior assim que nos mandaram embora!

              Óbvio que a independência teria de acontecer mas o que os governantes que se seguiram aos portugueses entregaram ao povo guineense, angolano, moçambicano, … foi mau, muito mau mesmo! É hora dos seus cidadãos deixarem de ser levados pela conversa da culpa dos colonos e exigirem mais, bem mais às suas próprias elites que tanto lhes têm falhado. É triste.

      1. Pois, não conheço esses casos. Talvez porque não leia o Esquerda. Net. Ou muita CS portuguesa. Se forem os casos…

          1. Quem é que o informa?
            Canais televisivos de outros países. Nos dias de hoje a Fox é uma fonte do que acontece e acontecerá nos USA.

            O primo taxista?
            Não tenho
            O barbeiro?
            Não discuto política. Tal como os Bloggers, tem sempre razão (não vou discordar de quem tem uma navalha na mão)
            A porteira do prédio ao lado?
            Ao lado só tenho casas, não há porteiras

            Espero ter mantido a qualidade do diálogo, não quero baixar o nível do Delito, em que a Opinião é respeitada

  2. Esta não surpreendeu ninguém.. pronto, noutras longitudes o Maduro caía da janela ou comia uns cogumelos estragados, mas o conteúdo seria o mesmo. Bastava ouvir os programas trumpistas na tv ou internet para perceber a argumentação literalmente idêntica à do Iraque: terrorismo, ameaça à segurança nacional, mudança de regime, (mais alusões a petróleo e minerais) etc… e não é a primeira intervenção americana, Panamá, Granada, Cuba, Nicarágua, Chile, Honduras, e por aí fora. Claro que estas sempre foram as do bem, por isso nem eram “agressões ” nem contra o “Direito Internacional “.
    Tem a palavra a China, tal como Putin e Trump têm legitimidade para aplicar a sua doutrina Monroe.

    1. Oiço o candidato presidencial do PCP apelar ao direito internacional e à soberania dos povos, sem ter “dois pesos e duas medidas”. Quando anda há anos a defender a agressão russa à Ucrânia.
      Dois pesos e duas medidas, ele sim.

  3. A coisa tem horas, poucas ainda. Do pouco que se sabe, parece claro que o direito internacional foi violado: não há legítima defesa da parte dos Estados Unidos (a não ser numa bem extensiva interpretação, pelo menos, do conceito e a propósito do tráfico de drogas), nem mandato da ONU (que obviamente jamais haveria).
    Mas não parece haver aqui intenção de anexação de território ou redefinição de fronteiras. Haverá sim, não discuto agora se legítima ou não, de mudança de regime.
    Já a Rússia de Putin teve e tem precisamente esses dois objectivos, território e fronteiras, ao conduzir a guerra de invasão em curso e não hesitar em sacrificar civis (gente e estruturas materiais).
    Pense-se o que se pensar dos EUA e de Trump, estamos perante duas realidades de essência totalmente diversa. Para já, do que se sabe, pretender equivaler uma e outra e com isso desculpar, justificar, a actuação da Rússia putinista é coisa de profunda desonestidade.
    Imperialismo, sem dúvida, de parte – é tão simples quanto isto – de quem tem os meios para tanto e menos escrúpulos. Mas de grau muito, muito, diferente.

    1. O pretexto do combate ao narcotráfico é história da carochinha.
      Basta lembrar que Trump indultou há menos de um mês o ex-presidente Juan Hernandez, das Honduras, que havia sido condenado nos EUA a 45 anos de prisão por narcotráfico.

      1. Não contesto. Era aliás o que queria significar com a tal eventual interpretação muito extensiva que invoco. Tão extensiva que inválida, a luz de elementar bom senso.

      2. Exactamente.
        Vai-se ver e é isso o que também está preparado para o Maduro: primeiro, condenam-no; depois, indultam-no. Tudo está bem quando acaba bem.

    2. Trump está, neste momento, a decidir o futuro da Venezuela. Neste momento, a Venezuela depende só da vontade de Trump.

        1. Ainda está a pensar no que vai fazer a seguir….. Sem plano, sem solução, apenas porque sim. Sabemos que não é “apenas” porque sim, mas porque lhe convém. Tal e qual como o seu amigo.

          1. Segue-se o quê? Gronelândia? Canadá? Panamá? México?
            Aberta a caixa de Pandora, tudo se torna possível. Incluindo a III Guerra Mundial. Aliás neste momento há graves conflitos bélicos em todos os continentes. O mundo está mais perigoso com Trump no poder. E ainda não passou um ano desde que tomou posse.

            1. Provavelmente está a acontecer o que sempre aconteceu aos impérios na sua fase descendente antes da queda. Por um lado perdem a força e vontade de enfrentarem as grandes ameaças (bater na Venezuela é fácil mas bater o pé a Putin já é outra conversa) e, por outro, as outras potências mais relevantes da época começam a esticar a corda e a ganhar asas à medida que sentem o enfraquecimento da dominante.
              A Europa que ganhe juízo e se deixe de salamaleques enquanto ainda tem algum tempo pois o mundo multipolar parece cada vez menos irrealista e, quem não tiver peso para ter o seu polo, será engolido por quem o tiver.

            2. Aliás neste momento a própria Europa está sob a mira de Trump, que tem reiterado a vontade de tomar a Gronelândia, atropelando a Dinamarca, nação aliada dos EUA na NATO.
              Como se voltassemos ao século XIX, quando eles adquiriram a Luisiana à França, compraram o Alasca à Rússia e conquistaram o Texas ao México.
              Com “aliados” destes, não precisamos de inimigos.

            3. Segundo a recente “Estratégia de Segurança Nacional” trumpista, a Europa, particularmente a UE, é o “Inimigo nº 1” dos EUA – literalmente, quem quiser que leia o documento, é público.

              Portanto, a Europa está mesmo sob a mira de Trump, que como já se viu começa por um escalar de ameaças a roçar o inverosímil antes de passar repentinamente a vias de facto… consumado.
              Vai puxar o tapete à Ucrânia, e logo à Europa, porque o que perde na venda de armas é compensado pelo petróleo venezuelano; e não tenho dúvidas nenhumas de que tentará invadir a Gronelândia. Só que esta é um território muitíssimo vigiado, não é a Venezuela. Oxalá não falte coragem e decisão “churchiliana” no momento crucial de o deter militarmente, de abater o primeiro avião ou helicóptero de ataque, porque se rechaçado de imediato não o penso capaz de se meter numa guerra em grande escala. O Trump é do género de só calcar onde é mole, se encontra resistência, recua.

              Os EUA já não precisam de aliados, só precisam de mercados submissos. Tornaram-se um monstro híbrido do pior da Rússia e da China, mas isso só aconteceu, precipitado por Trump, porque esses males sempre fizeram parte da sua essência histórica.

              À Europa, cuja totalidade de economias tendemos a esquecer que representa a segunda maior economia mundial (superior à China), falta apenas a força bruta para se fazer respeitar, essa força bruta que voluntariamente abandonou e cedeu por quase a ter destruído – mas que está a recuperar, que remédio.
              A Europa tem que se assumir como um quarto bloco mundial (ou terceiro, porque a Rússia, enfim…), e lutar para manter os seus valores civilizacionais até que esta vaga de neo-barbárie que varre o mundo se dilua.

    1. Isto não tem piada, não dá nenhuma vontade de rir. É até muito sério. Independentemente de simpatizarmos ou não com o regime, é uma invasão. E isso é realmente inaceitável e assustador.

      1. Não sei quem somos “nós”, mas limito-me a ver factos. A Venezuela estava no guião.
        Depois quando lá forem espalhar democ… defender os cristãos, podem vocês ficar surpreendidos. Mas na verdade há quem veja a política internacional como uma série de negócios. A diferença é que vocês vêem e só vêem, eles vêem e participam no jogo.

  4. Compara-se o incomparável
    Sérvia foi uma acção conjunta da NATO em resposta a um genocídio. Irão foi uma intervenção sobre um país que desrespeita Direito Internacional e tenta obter armas nucleares. Iraque foi uma acção conjunta internacional contra um agressor que já invadira um país, e gaseava o próprio povo. Ucrânia é uma agressão a um estado soberano com única intenção de obter território, ou no mínimo fazer cair um governo de modo a substitui-lo por um fantoche.

    1. Quanto à Venezuela, o raide trumpista removeu o líder nominal, que era um homem de palha, mero fantoche da ditadura militar, armada até aos dentes
      Confundir a remoção de Maduro com o colapso da ditadura é fantasia. Uma fantasia que pode ser perigosa.

      1. Tem toda a razão.
        Se realmente isto fosse um jogo ou um conjunto de negociatas decididas por meia dúzia de elitistas, teríamos a esta altura o POTUS a discursar abertamente como tinham derrubado o governo e iam gerir uma nação soberana como se fosse uma mercearia que tinham comprado. Só faltava mesmo gozar e dizer que iam lá sacar o petróleo.

      2. Bem, segundo o discurso oficial do Presidente americano, não é bem assim. Vamos ver quem tem razão no fim.

  5. Sendo um bocadinho sarcástica, veio-me ao pensamento esta fantástica canção de Leonard Cohen, de quem, por sinal, gosto muito: “First we take Manhattan, then we take Berlin”…

    Abomino Maduro e abomino Trump, pelo que me encontro enleada numa insolúvel dissonância cognitiva: por um lado, não me apetece festejar e, por outro, apetece-me festejar… Enfim, um dilema difícil de resolver…

    1. Bem a percebo, Paula. Entretanto vou-me divertindo com as piruetas dos putinistas que acordaram hoje para a necessidade de “respeitar o direito internacional” e a “soberania dos povos”.
      Entre eles, o candidato presidencial do PCP.

      1. A culpa disso, Pedro, deve ter sido, certamente, de alguma “epifania”, repentina e inesperada…

        É preciso ter muita lata para vir agora perorar pelo respeito ao direito internacional e pela soberania dos povos… A cegueira ideológica é, de facto, uma doença incurável e sem antídoto…

        Para mim, a solução ideal seria mandar para um ilha deserta, no máximo com 1Km2, e sem possibilidade de fuga, Maduro, Trump, Putin, Viktor Orbán, Xi Jinping, Kim Jong-un, Miguel Mario Díaz-Canel Bermúdez, Benjamin Netanyahu, o líder do Hamas (seja quem for, no momento atual) e Ali Khamenei… Haverá mais “indesejados”, mas estes seriam os principais… Grande festa que aquilo haveria de ser…

  6. Estão a ver a caveira no início deste meu comentário?
    É o que o comunismo tem provocado desde que foi criado…

    Apoio a acção militar dos Estados Unidos da América.
    A Venezuela vai voltar a ser uma democracia.

    O Nicolás Maduro foi capturado, assim como a mulher Cília Flores.
    Ele vai ser julgado nos Estados Unidos da América.

    Viva a Delta Force!
    Viva o Trump!
    Vivam os E. U. A.!

    P. S.: Segue-se a comunista Cuba e o seu criminoso regime.
    P. S.: Comunismo igual a fome, pobreza e perseguição política.
    P. S.: O comunismo tem de ser erradicado em todo o Mundo…

    João Barros da Costa

  7. Pouco a dizer, a não ser exaltar a excelente análise do PC aos acontecimentos, tanto no texto como nos comentários.
    O resto é o resto. Pouco mais podemos fazer que não seja reclamar, ou lidar com o medo e impotência recorrendo quer à fúria justicialista da internet, quer ao reconhecido humor português, arma de destruição massiva contra as provações que o país vai tendo. Porque realmente o mundo está à beira do precipício, e a maioria dos governos é liderada por Joãos Pintos.

      1. Muito pequeno
        O facto dos EUA estarem (assim do nada) fortemente empenhados em estabelecer localmente uma linha de produção de chips é forte indicador de que em breve Taiwan vai cair nas garras do Império do Meio. As manobras militares chinesas, tais como as americanas nas Caraíbas, são uma realidade, e estão longe de serem treinos. Sobra a capitulação ucraniana e retalho do país entre a dupla Putin/Trump, com a Europa a ver e a ONU a protestar. Veementemente.
        Depois de tratarem destas comichões persistentes, talvez estes 3 países decidam “fazer a paz”, e se possam virar para África, cuja riqueza natural é apetecível. E naturalmente, conflitos nesse Continente são coisa de somenos para o Ocidente, sempre foram. Mas que sei eu, mero anónimo, anarco facho comuna, é melhor deixar quem sabe da coisa falar e fazer.

  8. Afinal o Putin tinha razão. É democrático e legal.
    Putin e Xi Jinping, e todos os outros de todos os outros países agradecem poderem fazer o mesmo. Pois, a partir de agora está legitimado e é democrático intervir noutro país.

      1. Agora parem os exércitos russo e chinês de forem capazes.
        Quanto mais os EUA fizerem, mais os russos e chineses farão.
        Quando o Dualismo infecta o comportamento humano não há nada que o pare, senão uma nova purga mundial.
        A História repete-se.
        Vão lá para as vossas guerras, e entretenham-se como adolescentes imaturos.

        1. O exército chinês está em marcha? Você deve saber informações que outros desconhecem.
          Quanto à tropa do Kremlin, quem lhe faz frente é a Ucrânia soberana. Daí Putin só ter conseguido tomar 0,75% de território ucraniano em quatro anos.
          À custa de 300 mil caixões russos.

          1. O Putin só quer aquilo que definiu no documento da ‘Operação Especial de Desnazificação’. E essa parte já está mais do que alcançada. Até já tem mais.

            O genocídio e crime que o regime nazi de zelensky/bandera fizeram durante 8 anos consecutivos às populações civis indefesas que falavam russo é que não tem desculpa para sempre. Ficarão sem essa parte do território.

            Mas a questão interessante não é essa.

            Daqui a 1000 anos ninguém sabe o que eram os actuais países e fronteiras.
            Estas disputas entre os actuais países e poderes são um assunto menor, que não tem qualquer interesse.
            O Mundo avançará. E os seres-humanos serão transformados noutra coisa mais evoluída.
            O futuro será como o Impronuncialismo diz: SAPr3i.

            1. O neo-imperialista Putin não conseguiu nada do que queria.

              Quis assassinar Zelenski, foi incapaz.
              Quis derrubar a liderança ucraniana, nada conseguiu.
              Quis instalar um poder fantoche em Kiev, nem andou lá perto.
              Quis manter as fronteiras da NATO longe da Rússia, viu aderir à Aliança Atlântica a outrora neutral Finlândia, que partilha 1300 km de fronteira com a Fed. Russa..
              Quis dominar o Mar Negro, viu a sua frota escorraçada.
              Quis reforçar as alianças internacionais, viu os seus maiores aliados derrubados do poder: primeiro Assad, agora Maduro, seguem-se as ditaduras iraniana e cubana.

              Entretanto, vai cometendo genocídio sobre o seu próprio povo. Em menos de quatro anos, 300 mil caixões russos.

              Não acerta uma.
              Por grosseira e manifesta incompetência.

            2. A derrota da Nato e ‘UE’ pela Rússia na Ucrânia está a afectar o discernimento de todos os que pretendiam mais uma vez destruir a Rússia, agora, desde 1991.
              É como diz, e muito bem: A Nato e a ‘UE’ não cumpriram o Acordo de 1991 (que define as fronteiras da Ucrânia), e expandiram-se, num acto de invasão à segurança da Rússia. Esse foi um dos motivos da ‘Operação Especial de Desnazificação’. O outro motivo foi o genocídio e o bombardeamento por parte do regime fantoche de zelensky/bandera de milhões de falantes de russo a Leste do rio Deniepre durante 8 anos consecutivos.
              Putin só quer aquilo que definiu no início, o resto não lhe interessa para nada. A ‘UE’ que pague a inviabilidade do resto da Ucrânia. Putin livra-se dessa despesa.
              Putin quer que Zelensky viva, e tenha muita saúde. Porque é um trunfo de Putin no prolongar da guerra, dando-lhe tempo para ocupar cada vez mais território (nos últimos 6 meses já acrescentou uma vasta região a Norte, que ultrapassa em muito os limites de Lughansk).
              A Rússia com a Crimeia e a península de Kiburn em Kherson passou a dominar o Mar Negro, e tirou à Ucrânia o acesso (basta ler o tal ‘Plano de 20 pontos’ para ver lá isso escrito).
              A Rússia conseguiu integrar-se internacionalmente em várias alianças com a Ásia, Médio Oriente, África e América do Sul (BRICS, Xangai Group, etc.). E conseguiu aliar-se à China e Índia (que tem mais população do que a Nato toda).
              Se a ‘UE’ e a Nato não estivessem a combater na Ucrânia em 3 dias o assunto estava resolvido. Putin percebeu que o prolongar do conflito o beneficiava, e prejudicava a ‘UE’. E tinha razão, a ‘UE’ foi abandonada pelos EUA, que ainda a ameaça de lhe anexar a Gronelândia.

            3. Putin tem perdido e continua a perder aliados em catadupa.
              Perdeu a Líbia, a Síria, o Líbano do Hezbollah. Perdeu a Arménia, aliado histórico de Moscovo. Perdeu quase todos os Estados cúmplices que tinha em África. Acaba de perder Maduro na Venezuela. Está a escassos meses ou até semanas de perder o Irão.
              Em Abril perderá o amigo Orban, por derrota nas legislativas da Hungria.
              Entretanto viu a NATO ampliar-se e robustecer-se com as adesões da Suécia e da Finlândia.
              É um cataclismo.
              Resta à Federação Russa tornar-se num protectorado da China. O que, na prática, já é.

            4. Líbia, Síria (que deixou à Turquia para resolver com Israel, poupando dinheiro e recursos militares), Líbano, países totalmente destruídos e divididos, pobres e ingovernáveis. A minúscula Arménia que foi trocada pelo Arzabeijão ao perder Nogoro-Karaba. Hungria, Finlândia, Suécia pequenos e irrelevantes países da Nato.

              Em troca a Rússia ganhou como aliados a China (1.ª economia do mundo em 2027, de acordo com o FMI), a Índia (a 3.ª economia do mundo em 2028, de acordo com o FMI), com uma população de mais de 2.800 milhões de habitantes (mais do dobro da Nato toda junta). Está presente nos BRICS, na aliança de Xangai que reúne mais de 20 países asiáticos. Em África, os países até há pouco dominados pela ‘UE’ passaram-se para o lado dos BRICS. Na Ucrânia já conquistou aquilo a que se propunha no início da ‘Intervenção Especial de Desnazificação’.

              Agora com a ‘Intervenção Especial de Narcotraficação’ na Venezuela, se calhar, muitos ucranianos começam a perceber que é melhor estar do lado da Rússia, porque senão acontece ao Zelensky o mesmo que ao Maduro. O General Tapioca Trump manda para lá o Rubio gerir o que sobra do rio Denipre para oeste. Ao Putin e ao Xi sabem que não fará, porque quem saia degolado seria o General Tapioca.

            5. Suprema humilhação para o genocida russo: o xerife de Washington mostrou-lhe como se faz uma “operação militar especial”.
              Difícil ser mais incompetente.

  9. O Trump diz que a Venezuela é dele, pois quer o petróleo só para ele. Trump e Putin são farinha do mesmo saco.

  10. Difícil não ver os paralelismos entre esta intervenção e a do Iraque. As únicas diferenças no discurso foram “Monroe ” e “Hemisfério “. O resto é cópia cola.
    Com tanta semelhança, fica realmente dinamitada a ideia de que o homem era “fora do sistema”. É mais um, apoiado pelos de sempre, com os interesses do costume. Os seus apoiantes com plataformas de informação já tinham começado a ginástica há umas semanas psra justificar as guerras que não poderiam ser iniciadas, faltava só o “botas no chão “.

    1. Iraque é noutro hemisfério, nada tem a ver com o conceito de “nova segurança interna” de Trump, que considera todo o continente americano um imenso pátio das traseiras dos EUA.

      1. Daí escrever As únicas diferenças no discurso foram “Monroe ” e “Hemisfério “.
        O resto foi igual: terrorismo, ameaça à segurança, mudança de regime, ditador, petróleo, democracia, prosperidadee riqueza.

        1. Trump comete erro primário ao recuperar a Doutrina James Monroe – do bafiento imperialismo ianque, com 200 anos.
          Devia adoptar a Doutrina Marilyn Monroe: paz e amor para todos. E todas.

  11. O Mercadinho de Oslo

    Cenário: Oslo. Frio de rachar o verniz, mas o ar cheira a laca e a desespero geopolítico.

    Trump avança pela passadeira vermelha com aquele passo de quem está a tentar não deixar cair a fralda, puxando Maduro pelo pulso como quem leva um alguidar de plástico rachado para trocar na feira da Ladra. O venezuelano, com aquele bigode que parece um espanador de ácaros da era soviética, tenta manter a dignidade de quem ainda ontem falava com passarinhos, mas hoje é apenas a moeda de troca de um tipo que confunde o Nobel da Paz com um voucher de 20% de desconto no Mar-a-Lago.

    Trump para em frente ao Comité do Nobel. Não sorri; faz aquela mureta com os lábios, o “puchinho” de quem está prestes a anunciar o vencedor de um reality show de baixo custo, afasta o microfone com nojo porque não é em ouro de 24 quilates, e aponta para a “mercadoria”:

    “Olhem para isto. É um ditador vintage. Do melhor. É um deal. O maior deal da história das medalhas. Ele vem com o fato de treino original e tudo. Se não me derem o Nobel, transformo a Noruega na Riviera Escandinava.”

    Maduro tenta balbuciar algo sobre a soberania bolivariana, mas Trump aperta-lhe a mão com mais força, quase a esmagar as últimas reservas de petróleo da bacia do Orinoco.

    O comité do Nobel observa, impávido, enquanto Trump tenta enfiar o Maduro num cacifo para ver se o peso bate certo com o ouro das medalhas. É a simetria perfeita do horror: um imperialismo que usa o Twitter, outro que usa tanques, e os dois a caminho de um buffet onde a única coisa que não se serve é a decência.

    No fim, Trump sai indignado porque a medalha é pequena demais para o seu peito e o comité não aceita retomas de autocratas sul-americanos. “Sad!”, escreve ele na rede social do Elon Musk, enquanto tenta vender o Maduro ao desbarato no OLX norueguês.

  12. A diferença essencial é esta: a maioria dos ucranianos, dentro do país e da diáspora, não festejou a invasão russa; foi uma agressão rejeitada pela população. Já na Venezuela, as reações parecem ser significativamente diferentes.
    Em qualquer caso, tratou-se de uma invasão à margem do direito internacional, abrindo um precedente perigoso.

    1. Sem dúvida, Susana. Regressamos à velha questão dos fins e dos meios. Quem disser que os fins justificam os meios abre a caixa dos trovões: tem tudo para correr mal.
      O direito internacional não pode ser uma abstracção, de geometria variável. Excepto para aqueles que têm como lema “vale tudo porque sou o mais forte” – do vulgar pátio da escola às chancelarias das grandes potências.

    1. Não é preciso tanto. Basta verem de onde vem o tipo de Boston… podem perceber isso como um ataque. Sim, ouvi dizerem “aquelas pessoas vêem de lá para nos fazer mal”. Do mesmo modo que o Maduro exporta gangbangers e criminosos, podem pensar que fazemos o mesmo. E embora possam interpretar isto como sarcasmo ou piadola, creiam que não é. Há por trás do Laranja gente que intelectualmente lhe é bem inferior.

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