Ó padrinho, queres ser meu ministro?


Pedro Correia,

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Grita contra o amiguismo, berra contra o nepotismo, clama contra o compadrio. Carregando sempre nos decibéis, como se fôssemos todos surdos.

E afinal quem acaba ele de escolher para putativo “ministro da justiça” do governo-fantasma? O seu padrinho de casamento. Não terá encontrado ninguém melhor lá na agremiação. Amiguismo e compadrio, ora pois. Daquele que corre para ser Presidente da República e primeiro-ministro ao mesmo tempo. Daquele que acusa outros de andar atrás de “tachos”.

Gabriel Mithá Ribeiro, que ficou a conhecê-lo, define-o em poucas palavras no momento em que se desvincula do grupo parlamentar do Chega: Ventura é «limitado pela intuição» e tem «discurso de taberneiro».

Digno afilhado de tal padrinho: estão muito bem um para o outro. 

88 comentários em “Ó padrinho, queres ser meu ministro?”

  1. Agora é que não há dúvida, com o padrinho do Ventura é que Portugal se vai tornar numa verdadeira taberna: com a justiça ao balcão e a democracia à pressão.

        1. Tanto minerou que encontrou um diamante bruto: a filha da Maria João Pires, que se vai candidatar pela agremiação a uma freguesia de Idanha-a-Nova!
          Deve ser por tédio, esse “mal de vivre” das camélias meladas… E ainda se fala de carroceiros e taberneiros, pois.

    1. > Pelo menos deixam o Benfica em paz

      No Benfica é que estão bem. É o clube do chulé. É nessa cultura de espertalhões tugas que eles se formam e se cultivam nos esquemas e na batotice.

      Já agora partilho uma opinião minha com os benfiquistas: o Rui Costa pode ser low-profile, mas nos últimos tempos trouxe dignidade e desportivismo ao clube, e tanto o alemão como o Lage são treinadores honestos e respeitáveis. Nunca se esqueçam desse legado seu/deles, ao contrário dos mafiosos que o precederam, nomeadamente o patife das imobiliárias e o padrinho do Ventura que mostraram várias vezes as suas manhas e as suas maneiras desprezíveis de fazer as coisas. Já não se lembram? Então vão lá ver. Em termos de honestidade e verdade desportiva, o período do Rui Costa tem sido o mais notável. E é por isso que a maioria dos benfiquistas não gostam dele: preferem recorrer a métodos mais eficazes do que montar uma boa equipa. Para muitos benfiquistas, o Benfica tem de ser o maior à força, mesmo quando é pequenino e não merece glória nenhuma. Porque faz parte do ideal de classe que o Benfica representa: a classe média espertalhona, que recorre a truques, compadrio e batotices para vencer. A tugolândia.

      Por isso acho muito mal o Benfica andar a exportar os seus melhores canalhas do tempo do Luís Filipe Vieira para a sociedade em geral. É como andar a espalhar escalracho e cancros terminais.

  2. As tabernas eram um local de convívio onde se bebiam uns copos, se comiam uns carapaus de escabeche e se diziam uns disparates inofensivos. A assembleia da República dos dias de hoje tem uma taberna onde 59 taberneiros mudos escutam o taberneiro mor a proferir perigosas disparates para mais de um milhão de portugueses que, em vez dos carapaus, preferem comer gelados pela testa. Saudades dos tempos das tabernas.

    1. Atenção: as tabernas ainda não acabaram. São poucas, mas resistem.
      As verdadeiras, não as tabernas “gourmet” com vocação para embarretar turistas e alguns tugas deslumbrados..

  3. O Noivado do Sepulcro:
    ‘Vai alta a lua! na mansão da morte. Já meia-noite com vagar soou; Que paz tranquila; dos vaivéns da sorte. Só tem descanso quem ali baixou.

  4. Boa tarde Pedro Correia
    A confusão entre “transparente” e “traz parente” prossegue.
    Aplica-se a vários, incluindo os das conversas e discursos que nem taberneiros teriam.
    Trazem amigos, trazem familiares e até trazem padrinhos.
    Padrinhos?
    Estou a lembrar-me daquele filme do Marlon !
    Saúde, boa sorte e. . . . muita democrática pachorra para aturar ISTO!
    António Cabral

  5. A Direita com fundação ideológica – que a há – mantem-se à espera!
    Entende que pode ocorrer o PSD retorne ao PPD e que o PS sacuda a canga esquerdalha e se torne social-democrata.
    …e deixam esse trabalho para o Chega que diz o essencial: Chega!

    1. Mithá Ribeiro é da “direita ideológica” (digamos assim).
      Sem surpresa, foi posto à margem. Mais um na já vasta colecção do partido. Fez bem em renunciar ao lugar de deputado.

      1. Foi posto à margem porque teve a língua comprida quando andava ressabiado com o Desventura, e o “desabafo” apareceu agora escarrapachado no livro “Por Dentro do Chega”… Usando a sua habitual táctica de sacudir sem contemplações os sabujos tornados incómodos assim que a nódoa começa a alastrar, o Mestre André pô-lo a andar “pianinho” da montra da loja para fora.

        O que deve ser só para o disfarce, pois o Mithá, além da maldade comum e amplamente partilhada, também concentra em si metade dos miolos da agremiação, composta maioritariamente por orgulhosos analfabetos funcionais. É portanto um valioso activo.

  6. Num país de “comadres” e de “compadres”, que abundam em praticamente todos os espectros partidários, já nada disto espanta. “La famiglia” acima de tudo. As “eminências pardas” do Chega não são excepção, apesar de, cinicamente, perorarem a sua condição de “paladinos da moral, da ética e dos bons costumes”.

    Quanto a Mithá Ribeiro, talvez tenha sido acometido por alguma “epifania” demasiado serôdia, quiçá, na realidade, suscitada por algum tipo de ressabiamento, provocado pela desilusão de não ver o seu nome incluído no já conhecido “Governo Sombra”. Mithá Ribeiro talvez esperasse ser “indigitado” como Ministro da Educação desse dito Governo. Que chatice, afinal não foi…

    Esta “desvinculação” soa um bocadinho a artificial, plausivelmente motivada por desavenças internas e não tanto por genuína vontade de afastamento do Chega.

    Na verdade, estão todos muito bem uns para os outros e merecem-se uns aos outros.

    1. Ele já tinha rompido antes com o Ventura, como é sabido.
      É a história de um divórcio consumado: vinha escrita nas estrelas. Não fica por aqui. Outros irão seguir-se.

      1. “Ele já tinha rompido antes com o Ventura, como é sabido.”

        Pois já, Pedro. E nessa altura foi exactamente por lhe terem retirado um cargo de coordenação… Portanto, parece que a história de repete e que isto mais parece ressabiamento do que outra coisa mais digna…

    1. Até se lhe tremem as perninhas. E se levar o Camarinha como MNE, a Melania pede logo para ser deportada para o all garve.

    2. “Andar na linha” é para os comboios que, segundo consta, não têm capacidade de auto-determinação, nem liberdade de escolha… Vale mais ser “desalinhado” do que ser manipulável por criaturas mentalmente insanas, tresloucados, perfeitamente imbecis.

  7. Já perguntei várias vezes no Twitter a esse Ventrusca oportunista, se é contra a corrupção, porque diabo se cuspia todo na CMTV a defender um ladrão de camiões e um grémio batoteiro, mas claro que nunca me respondeu.

  8. O padrinho de André Ventura já foi ministro, do governo de Santana Lopes. Já está, portanto, habituado a ser ministro.

      1. Significa que está capacitado para a função.
        Significa que não temos nada que ficar surpreendidos – não se trata de um novato, é uma pessoa que já tem experiência. Ao contrário de muitos ministros do atual governo, cuja inexperiência é manifestamente grande.

        1. “Significa que está capacitado para a função.”

          A sério, balio? E, já agora, quem e/ou que entidade, com reconhecida idoneidade, lhe conferiu essa “qualidade”? Consegue provar essa alegada “capacitação”? O que mais há por aí são “experientes incompetentes/incapacitados”…

          Logo à partida, alguém que se mude de um qualquer Partido, seja ele qual for, para o Chega jamais me merecerá crédito.
          Além disso, mudar-se para um Partido que demonstra, pelas suas acções, ser a antítese da divisa “Liberdade, Igualdade, Fraternidade” também não me parece minimamente coerente, nem digno de elogios… Lamento sinceramente afirmá-lo, mas não consigo vislumbrar qualquer compatibilidade ou congruência no anterior…

          1. quem e/ou que entidade, com reconhecida idoneidade, lhe conferiu essa “qualidade”?

            O presidente do PSD e primeiro-ministro indigitado, Pedro Santana Lopes.

            Se uma pessoa tão distinta, presidente de um dos partidos do regime, chamou o padrinho de Ventura (que na altura ainda não o seria) para ministro, é porque lhe reconheceu capacidades para o ser.

    1. O padrinho de André Ventura já foi ministro, do governo de Santana Lopes.

      É verdade. É uma nódoa irreparável no currículo de Santana Lopes. Bem, não foi por acaso que Cavaco Silva mandou a boca da “moeda má” sobre o alinhamento do governo de Santana. Se bem me lembro a frase foi: “a moeda boa expulsa a moeda má”. Isto levou Sampaio a fazer uma ciganice ao Santana e deixá-lo montar um governo que já tinha decidido de antemão que iria chumbar. Aliás fez ainda pior, por mero calculismo político (e de muito baixa extracção, coisa que ninguém esperava de Sampaio, que era tido como um tipo educado) deixou Santana Lopes montar um novo governo em vez de o aconselhar a ir a eleições e a legitimar-se como PM.

      Na verdade, na altura fiquei com muito pior impressão de Sampaio do que de Santana. Um golpe muito baixo, indigno de um PR e de uma pessoa de bem. Foi a partir daí que me afastei do PS, partido ao qual eu aderira por “naturalidade”, pelo meu background familiar e pelos sítios onde me movia. Não sou muito diferente da Clara Ferreira Alves, que teve o seu centro no Soarismo mas depois foi descaindo para a direita, pela sucessiva especialização do PS num partido de controlo do aparelho de Estado. Foi nessa altura, com Sampaio que percebi que o PS já não era bem um partido político.

      Na verdade, a linha Soarista-Sampaísta representa apenas a consagração política da burguesia lisboeta (que já governava antes do 25 de Abril). O 25 de Abril é vendido ao povo como uma revolução mas foi apenas uma operação de lavandaria: os filhos dos antigos governantes, das altas-patentes militares e das chefias dos serviços do Estado, recebem o poder “limpo” das sucessivas indecências que os seus pais e as suas famílias haviam feito e que já não era possível esconder, depois de manterem a larga maioria da população na ignorância e na miséria. Ligeiramente mais bem formados (e a copiar os movimentos juvenis franceses do Maio de 68 de que ouviram falar nas faculdades), toda a orgânica da burguesia lisboeta herdou o poder dos pais.

      Nunca se esqueçam disto: os pais dos políticos que agora caducam eram os oportunistas do antigo regime, deixaram-lhes vantagens que mais ninguém teve — e os filhos deles andaram este tempo todo a comprar propriedades, a garantir brutas reformas e a procurar filiações “vulgares” que lhes tapassem as vergonhas. Daí os Sócrates, os Varas, o ISCTE e os cães de fila remunerados nos blogues. Para o povo, veio a conversa do SNS e da Educação. Vê-se hoje o resultado inútil da última e o estado deplorável do primeiro.

      Agora temos um 2º outsider em relação à velha ordem política que o 25 de Abril não alterou. O 1º foi Cavaco, odiado por toda a esquerda e por todos os socialistas —pudera— foi o responsável pelo maior crescimento que o País alguma vez viu. Dinheiro vivo nos nossos bolsos, dinheiro por todo o lado (a única coisa que cala a burguesia lisboeta: dinheiro pela goela abaixo)

      Vamos ver no que dá isto do 2º outsider. O “rural”. Montenegro não é rural porque vem do campo ou do mar ou da floresta. É “rural” porque não pertence à burguesiazinha de merda que vem desde o tempo da Regeneração e que sempre filtrou os partidos (até o PCP), pertence a uma burguesiazinha “rural” que manda e domina tudo lá nas terriolas do norte. Será diferente das outras burguesias? Vamos ver. A verdade é que o meu pai recebe agora mais 600 euros por mês de reforma do que recebia no tempo do Costa. Finalmente, não tem um deficit de 300 euros nas despesas todos os meses… mas por quanto tempo? Não vai ser por muito tempo.. calculo.

      Enfim, para rematar —e mantendo em suspenso uma avaliação sobre o governo de Montenegro—, eu continuo a achar que Cavaco Silva representa o único momento de viragem (do poder) que a nossa sociedade teve alguma vez. E é por isso que hoje voto tendencialmente à direita e muito raramente à esquerda.

      É claro que o facto de o Governo ter reconhecido oficialmente um estado terrorista, e caucionar na prática a expansão do islamismo, uma coisa impensável… me vai fazer votar ainda mais à direita na próxima vez. Isso é limpinho.

      1. V.
        Os meus parabéns. Opinião séria e bem explicada, coisa muito rara nos nossos dias. Quem me dera ligar a TV e ter lá alguém como o V. a falar, mas não, ligo e papo com uma das irmãs “meteágua” a falar e depois ainda dizem que só dá Ventura quando na realidade são sempre os mesmos que lá estão e com o mesmo enviesamento.

        1. O Ventura está lá muitas vezes não porque as TVs o adorem mas porque, contra o que muitos gostariam que fosse, o Ventura vende muito mais do que os outros líderes políticos da atualidade. Já as Mortáguas vendem tanto mas tanto que mal conseguiram 1 deputado nas últimas eleições.

  9. A desilusão com os partidos do dito arco da governação é de tal forma grande que muitos portugueses (e cada vez mais na verdade), estão dispostos a arriscar e votar no Chega até porque sentem que votar PS ou PSD seria votar na continuidade daquilo de que estão fartos.
    Vai daí que, mesmo com todas estas peripécias, os dispostos a votar Chega não param de aumentar e não, a esmagadora maioria não são tipos fascistas, radicais ou machistas mas sim gente que está completamente farta do chamado “sistema”, dos que o construíram, dele fazem parte e o defendem.
    O Chega goza um pouco daquilo de que Trump goza e que ele próprio fez questão de deixar explícito quando afirmou que “podia dar um tiro em alguém na 5a avenida e não perdia votos”. E, isto só é possível porque claramente os que criaram, moldaram e geriram o tal “sistema” se afastaram e falharam em inúmeros aspetos às pessoas comuns. No fundo o Chega e Ventura são o resultado das inúmeras falhas acumuladas pelo “sistema” e seus apaniguados.

    1. Essa frase do Trump é das mais infelizes e caricatas que alguma vez foram pronunciadas por um presidente norte-americano.
      Neste momento Trump tem uma taxa de aprovação de 43%: vai baixando de mês para mês. E ainda só decorreram oito meses de mandato.

    2. O Chega é o peido político de um país que comeu demasiadas promessas e agora está com diarreia de populismo. E enquanto houver quem ache que “ele até diz umas verdades”, vamos continuar a ser governados por quem nem sabe o que é a verdade, mas sabe gritar mais alto do que a vergonha.

      1. O chega é o peido político (para mater o nível habitualmente sempre muito elevado da sua linguagem) de anos de governações miseráveis com os governos de Costa a serem a cereja no topo do bolo, assim como das políticas impostas por burocratas não eleitos da UE que se acham os reis da intelectualidade, enquanto estão cada vez mais distantes da realidade de inúmeros cidadãos europeus. O chega é o vómito do banquete que nos foi enfiado pela goela abaixo das políticas multiculturalistas, globalistas e progressistas promovidas pela esquerda portuguesa e pela UE.
        Era uma questão de tempo até as populações começarem a reagir aos inúmeros exageros que foram cometidos. Aliás sempre assim foi quando se abusou das políticas dum dos espectros políticos a reação pode ter tardado mais ou menos mas acabou por aparecer com a viragem relativamente brusca para o outro espectro. E, é exatamente isto que se vê um pouco por toda a Europa. Portanto, enquanto não se perceber isto e se insistir em insultar os novos partidos da direita radical e passar atestados de menoridade a quem neles vota, nada será resolvido. Muito pelo contrário apenas daremos força ao chega.

        1. Realmente, dizer que essa ameaça velhaca de que criticar o Chega só lhes dá força? Ai sim? Então também devíamos parar de criticar ladrões e pedófilos, não vá isso aumentar o número de criminosos.
          É que uma coisa é analisar a realidade, outra coisa é desabar. O texto não analisa. Desaba.

          1. Não compare alhos com bugalhos e fale de factos já que vem falar em analisar a realidade. Factualmente e na realidade, até agora o combate ao Chega tem sido sobretudo nessa base da crítica cerrada. O Chega é um partido composto por e que atrai os “fachos, machistas, racistas, mentirosos, imbecis, acéfalos,…”. Ora diga-me lá qual tem sido exatamente o resultado desta estratégia? O Chega tem encolhido e/ou tem sido contido?

            1. O Chega cresce não porque é incompreendido, mas porque há quem confunda gritar com pensar, e ódio com identidade. E depois há os palermas úteis — os que acham que a melhor forma de travar um incêndio é parar de falar em fogo, porque “dar atenção às chamas só as alimenta”.
              Não é a crítica que faz crescer o Chega. É a quantidade de gente que, em vez de o combater com mais e melhor política, resolve calar-se ou ir atrás — como se fosse possível domesticar um cão raivoso com hambúrgueres.

            2. Ora aí está:
              “…em vez de o combater com mais e melhor política,…”
              É a isto que me refiro. Combater o Chega não se faz pela via da passagem generalizada de atestados de estupidez às pessoas que vão atrás dele porque se fartaram das promessas falhadas e insuficiências dos partidos tradicionais mas exatamente com “melhor política”. E, por melhor política entada-se que é olhar para os problemas das pessoas e tomar medidas para os ajudar a resolver e não aquela fantochada que é pensar-se que o político A ou B é excecional não porque demonstra ser bom gestor da coisa pública e se preocupa com as populações mas sim porque é o melhor a orquestar golpes palacianos e a fazer propaganda (Costa é quanto a isso um exemplo ótimo). O chega só pode ser eficazmente combatido se os partidos tradicionais conseguirem fazer um ato de contrição e, logo após, começarem a corrigir as falhas que foram acumulando sobretudo no que se refere ao enorme distanciamento dos seus intelectuais e ideólogos face à população e, consequentes opções políticas alheadas daquilo que verdadeiramente interessa ao comum dos cidadãos. E, diria até mais. A forma mais rápida de “secar” o chega é chama-lo ao poder pois que estando lá, rapidamente começará a demonstrar as suas falhas e lá se vai a aura de “diferente” e “anti-sistema” pois com a dívida pública que temos e a despesa pública que esse partido se propõe aumentar sem aumento de receita é certo que o descalabro acontecerá. Ou então terão de meter na gaveta as suas 1001 promessas e kaput na mesma.
              Agora se insistirem no combate com base na chuva de críticas, como o partido conserva a aura de “anti-sistema” e, como as pessoas estão cada vez mais desiludidas com o “sistema”, pode crer que o resultado continuará a ser o crescimento do partido pois isso será sempre utilizado para dizer “estão a ver, eles atacam-nos sem parar porque sabem que nós quando lá chegarmos vamos acabar com a mama e eles não querem deixar a mama”.

            3. O problema não é falta de “melhor política”, é falta de vergonha. O pessoal quer soluções, sim, mas também quer culpados. E o Chega aparece com o kit completo: slogans simples, dedos em riste e a promessa de que tudo se resolve à estalada.
              E esse romantismo da “aura anti-sistema” é adorável. Como se um partido fundado por um ex-comentador do sistema, que mama do sistema e se queixa do sistema, fosse realmente anti-sistema. É como comer no McDonald’s e queixar-se da comida de plástico.

            4. Mau, o meu caro tem de se decidir. Primeiro diz:
              “Não é a crítica que faz crescer o Chega. É a quantidade de gente que, em vez de o combater com mais e melhor política, resolve calar-se ou ir atrás…”, ou seja, diz que a forma correta de combater o chega seria com mais e melhor política mas agora dá uma guinada de 180 graus e diz:
              “O problema não é falta de “melhor política”, é falta de vergonha…”
              Então mas quer mais e melhor política ou não? Decida o que quer, homem!

              Depois diz que o pessoal quer culpados. E? Você não é responsabilizado se fizer uma asneirada no seu trabalho? Responsabilidade política tem de haver (e criminal quando for o caso), caso contrário temos uma república das bananas.
              Sobre o ser ou não ser “anti-sistema”, a verdade é que essa imagem tem passado e, como tal, ter todos os que estão vinculados a ele (sistema) a atacar incessantemente o chega, só vai reforçar essa imagem ou não consegue perceber isso. Não se trata de se concordar com isso (eu acho que o chega não só não é “anti-sistema” como nem sequer apresenta uma política económica assim tão diferente da socialista já que também promete aumentos para uma carrada de gente, defende TAPs nacionalizadas, etc, etc enquanto não apresenta um plano credível de aumento de receita que consiga suportar tudo isso, ou seja, terá de aumentar impostos tal e qual o PS fez durante todos os anos de Costa).
              Para finalizar acho também hilariante a forma como se critica (e bem) o tom provocatório e baixo até, com que Ventura e outros do chega falam mas depois se passa a vida a falar em peidos, cães raivosos e afins, isto é, a falar dos outros exatamente no mesmo registo que tanto criticam. Isso tem um nome e não é nada bonito.
              Posto isto, conclui-se que o meu amigo não sabe exatamente o que quer (ou então o que escreve) já que se contradiz em comentários seguidos, acha mal que exista responsabilização e culpabilização de quem faz asneirada, continua a pensar que o melhor é manter a estratégia de combate ao chega que tem falhado n vezes na tentativa de vencer pelo cansaço quiçá e ainda acaba por ser igual na forma e conteúdo daqueles que critica. É obra!

            5. Ó Lopes, o problema não é a linguagem. O problema é o conteúdo da linguagem. Peidos e cães raivosos são metáforas, hipérboles satíricas (mais ou menos conseguidas, não te digo que não). O que vem do outro lado é, muitas vezes, ódio destilado embrulhado em “preocupação com o povo”. Não é o mesmo registo. Um é o cirurgião a usar um bisturi o outro é o gajo do talho a usar um facalhão. Um pode ser deselegante, o outro é destrutivo. Não compares.

            6. “O Chega é um partido composto por e que atrai os “fachos, machistas, racistas, mentirosos, imbecis, acéfalos,…”.”

              Estou a pensar em votar no chega nas próximas eleições e não sou nada do que diz e escreve e não acho que os que lá estão também sejam isso.
              Continue e quem continue a pensar assim é um grandessíssimo … parvo (já que insulta).

              Se me perguntar porque é que vou votar no chega realmente encontro poucas razões para o fazer, o problema é que não encontro nenhuma para votar nos outros.

              Vídeo do deputado Bruno Nunes (faz parte dos melhores que estão na assembleia da republica) sobre os incêndios e sobre a ministra da administração interna, o vídeo é longo, mas se tiver tempo para ver diga onde não concorda e onde no vídeo é composto pelo que diz, vai ver que mais facilmente encontra grande parte dos adjetivos que referiu na ministra da administração interna…

              https://www.youtube.com/watch?v=WqPMyQ4iAzc

            7. Caso não tenha reparado, eu não estava a chamar nada disso a quem vota no chega e, foi exatamente por isso que coloquei entre aspas. Depois se ler com atenção tudo o que escrevi na verdade estou a criticar quem cataloga essas pessoas de tudo isso assim como a afirmar que isso não só é errado como apenas contribui para o próprio chega crescer, isto é, é uma estratégia absolutamente errada de combater o partido em causa.
              Depois você descreve na perfeição aquilo que eu disse quando afirmei que cada vez mais pessoas votam no chega porque se fartaram das inúmeras falhas e insuficiências dos partidos tradicionais quando diz:
              “Se me perguntar porque é que vou votar no chega realmente encontro poucas razões para o fazer, o problema é que não encontro nenhuma para votar nos outros.”

            8. Agora fiquei com uma dúvida: se não sabes porque vais votar neles, mas vais votar… quem é mesmo o parvo?(já que insulta).

            9. “se não sabes porque vais votar neles, mas vais votar… quem é mesmo o parvo?(já que insulta).”

              Não escrevi que não sei, não leu é esta parte, compreendo:
              “…encontro poucas razões para o fazer, o problema é que não encontro nenhuma para votar nos outros.”
              O meu problema já não é o ter que ir votar no chega, é mais, porquê ir votar nos outros.

            10. Se a melhor razão que tens para votar no Chega é não gostares dos outros, então vota em branco e poupa-nos à tua falta de noção.

        2. Simples. Mas uma evidência reiteradamente rejeitada por quem detém o pensamento aceitável.
          É muito, muito mais simples e confortável reduzir cada vez mais gente à condição de imbecil (sendo bondoso na qualificação) do que reconhecer a falha continuada dos políticos alojados nos partidos ditos “tradicionais”. Uma falha pior do que incompetente ou negligente. Uma falha dolosa que nos trouxe onde estamos, sabendo que nos traria onde estamos.
          O futuro pode bem ser um precipício, de facto (e não é à guerra presente e de uma sua ainda mais trágica evolução que me refiro).
          Se o vier a ser, não nos esqueçamos de quem nos trouxe até à sua beira e abriu as portas a quem, talvez, nos faça nele cair. Esses, maus que sejam, nada mais terão feito do que a aproveitar a oportunidade que os verdadeiros autores do descalabro lhes proporcionaram. Sabendo disso.

          1. Nem mais. Mas deixe estar, não vale a pena tentar explicar ou debater algo a alguém que prefere enterrar a cabeça debaixo da areia. Até agora são já anos em que tentaram conter o chega na base do insulto a quem o segue ou nele vota e foram sempre derrotados mas continuam a insistir no erro. São mesmo muito espertos e aprendem muito bem, sem dúvida.

      2. Escusava de ter escolhido uma metáfora com peidos, bufas, cocó e coisas do estômago. Que mania que esta gente tem de fazer metáforas rascas.

        Parece os gajos do futebol com a “azia” e o Meireles Graça com o “aliviou-se”…

        Escolham metáforas melhores, fosga-se! Há muitas. Mais inteligentes, até.

        Os tugas têm esta obsessão com as coisas do estômago… Que raio de cultura.

        1. Quer dizer passas metade da prosa a queixar-te dos outros usarem metáforas de intestino, e depois ficas tu próprio preso na retrete do tema. Não será melhor ler novamente a bula do Dulcolax?

  10. Já Pedro Nuno Santos tem a judiciária á perna por ser muito bom governante a esbanjar o dinheiro dos outros, esse é que é dos bons, o ventura “confundir” uma palavra mal escrita pelo presidente da assembleia que estranhamente não sabe como se escreve cidadãos em alemão, que qualquer gajo português sabe muito bem como se escreve, e o nosso governo trocar a bandeira da palestina com a do Sudão é uma coisinha insignificante, esses é que são muito bons a cometer erros, são esses que o povo quer e gosta.

    Nada como ter como presidentes da câmara ladrões e ir depois votar neles.

    1. O homem que grita contra os “tachos” quer agora dois ao mesmo tempo: ser PR e PM.
      Não faz a coisa por menos. Também quererá ser presidente do Supremo Tribunal?
      O homem que berra contra amiguismos acaba de conceder uma “pasta ministerial” ao padrinho. E aos afilhados dele tocará o quê?
      Não tardaremos a saber.

      1. O Mac Ventura desilude-me quase todos os dias como todos os nossos políticos, o problema é que para si os “Isaltinos” da vida é que são bons.

  11. O padrinho do Ventura é talvez a criatura mais repelente que alguma vez apareceu na minha televisão. Nem o Putin ou os facínoras do Hamas, que os jornais da noite me obrigam a gramar à hora do jantar todos os dias me causam tanto asco como este gajo. Não sei se é por aquela vulgaridade triste que emana dele, se pela presunção e arrogância ignorante que é típica das criaturas suburbanas que sobrevivem à custa de golpadas aqui e ali.

    Se o gajo andasse a vender carros em 2ª mão todos lixados no Cacém, estaria no seu habitat natural.

    Já agora acrescento: em Português diz-se ha-bi-tate, com o t bem pronunciado e com o “e” meio mudo no fim. É Latim. Não é “habitá” como dizem nos programas da SIC e da TVI. Habitá é no Paraná ou lá no raio que o parta. Estúpidos de merda.

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