O Paraíso é já ali…


Carlos Barbosa de Oliveira,

Pais Antunes, ex -secretário de Estado do Trabalho do PSD,  defende a "diminuição dos custos do trabalho", para  evitar mais despedimentos.

Torna-se cada vez mais visível o Paraíso que nos promete o PSD se vencer as legislativas de Outubro.

12 comentários em “O Paraíso é já ali…”

  1. Não acredito que Pais Antunes seja o Porta voz do PSd nesta matéria ou em outra qualquer, meu caro Carlos.
    Mas se eu estiver enganado, claro que a agulha do PSD não está a apontar na direcção correcta.

      1. Carlos, só para que saiba, a minha esposa não é aumentada há 4 anos, eu não vou ser aumentado este ano,mas recebo todos os meses.Como vê a vida custa a todos.E tenho um primo na Alemanha que trabalha numa fábrica de moveis que também não foi aumentado em 2008 e este ano não sabe se a fábrica aguenta até às Ferias.Por isso quando me falam na Função publica que tem perdido poder de compra e que 2,9% é pouco, custa-me um pouco,mas ok.
        Sei que possivelmente não vai concordar,mas já viu se o dinheiro dos 2,9% dos 700 000 funcionários públicos fossem aplicados para ajudar as familias em que o casal está desempregado, seria uma boa ajuda?É que neste momento a função pública tem uma ENORME vantagem em relação a nós, não têm a incerteza de amanhã chegarem à sua fábrica e ela estar fechada, isso faz toda a diferença, acredite.
        abraço

        1. Pedro, permite-me que te recorde uam coisa: os funcionários públicos perderam 10% do poder de compra nos últimos 8 anos e, quando MFL foi Ministra das Finaças congelou os salários, que assim se mantoiveram por mais dosi anos, já com Sócrates. Foram-lhes cortadas as progressões na carreira e as antigas diuturnidades ( aliás com fortes críticas de MFL que, provocaram algumas gargalhadas), cortaram-lhes nas reformas, obrigaram-nos a trabalhar mais anos ( tenho amigos que só aos 65 anos se vão poder reformar com 43 a 45 anos de serviço) e cortaram-lhes nos benefícios de saúde. Além do mais, descontam mais do que os trabalhadores do sector privadoa -11,5% ( Caixa e ADSE), mas pouca gente sabe disso
          Os FP são muitas vezes os “bombos da festa” porque as pax desconhecem a situação.
          A tua ideia seria boa se, fosse reversível, isto é, quando so funcionários públicos estavam a perder poder de compra e na privada se viam aumentos de 5 a 10 por cento ( sei do que estou a falar, porque conheço vários casos) , tivessem constituído um fundo de apoio para os funcionários públicos que foram despedidos, por serem considerados excedentários.
          É que, ao contrário do que dizes, houve muitos que foram mandados para casa pelas razões que já referi, perante o aplauso da opinião pública que os considera uns malandros e indigentes.

  2. Não percebo a razão de ser da ironia. Os custos do trabalho (entre outras,as contribuições para a Seg. Social) são um encargo demasiado elevado para muitas empresas, principalmente neste momento.

    E outra coisa que já se fala lá fora: vamos mesmo ter que discutir se os ordenados (a começar pela função pública) não terão que ser reduzidos para acudir a quem fica dsempregado. E na privada, não despedir ou despedir menos, reduzindo salários a todos.

    Vai ver que não vai faltar muito até chegarmos aí.

      1. A crise é paga por todos, meu caro Carlos Barbosa de Oliveira. Só que o nosso sofrimento custa mais a suportar que o do vizinho (seja ele empresário ou não).
        Não queira conhecer o drama do empresário que não tem que dar que fazer ao empregado e com os ordenados para pagar no fim do mês…

        1. Não tomo a nuvem por Juno, caro Luís! Conheço casos de empresários que também sofrem quando são obrigados a despedir. Infelizmente são uma minoria, mas existem.
          Conhece também, certamente, empresários que se aproveitam da crise para despedir, não é verdade?
          De qualquer modo, as palavras de Pais Antunes são inaceitáveis. Vêm na linha do que já defendeu Pacheco Pereira e procuram revitalizar uma ideia que me parece perigosa: mais vale ter um emprego e ganhar pouco, do que não ter nenhum. Ou. lido noutro prisma, reduzam-se as despesas com a Segurança Social e cada um que se amanhe.
          Lembroi-lhe que, durante a Grande Depresão, nos EUA, uma das medidas do Rossevelt, incluídas no New Deal foi melhorar as condições de Previdência Socialç dos traballhadores e reduzir a jornada de trabalho.

          1. Dois pontos de discussão: as palavras de Pais Antunes referiam-se aos custos do trabalho por parte das empresas. Redução das contribuições para a Seg. Social, por exemplo. Agora digo eu: eventualmente cortar no subs . de férias ou reduzir salários, por exemplo. Pode parecer-lhe impensável mas daqui a um ano podemos voltar a falar.

            Vai ver que vai ser o Estado a avançar com essa medida quando os cartuchos (leia-se milhões a torto e a direito) que agora estão a gastar sem controlo se acabarem.

            Quando a opção for manter o emprego e ganhar menos ou despedir, qual acha a melhor opção? E não tenho dúvidas de que esse tempo – em que não haverá uma terceira opção – virá em breve.

            Outra questão é a que se refere ao apoio social para acudir aos desempregados. Mas alguém aqui não concorda com essa ideia? O problema é que o orçamento não estica, daí a previsível necessidade do estado cortar nas nas regalias sociais e/ou ordenados para fazer face a essa despesa.

  3. Não me parece que Pais Antunes seja o responsável por “dar a opinião do PSD”.

    Mas talvez a alguns “dê jeito” ouvir as opiniões destes senhores, e transformá-las na posição oficial do partido.

    Não é concerteza o que se passa com CBdO, certo?

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