41 comentários em “O presidente preferido de Ventura”

  1. Ainda a propósito das afirmações do André Ventura.
    Quando afirmou que seriam necessários 3 Salazares ,
    ou algo semelhante, não entendo tantas indignações.
    Li algures que num passado relativamente recente ,
    que os portugueses votaram num programa da Fátima
    Campos Ferreira o Salazar como a personalidade mais
    importante de sempre. Ou estou equivocada ou tudo isto
    não faz sentido. Que espécie de portugueses foram esses ?
    Se fosse hoje esse tal programa , o Salazar perderia todas
    essas qualidades?
    Ainda bem que tudo ainda me surpreende.

    1. Esta votação foi efetuada via telefone. Houve um grupo ( O Nogueira Pinto, explica muito bem ), saudosista do ” antigo regime ” que, militantemente, vou em força no” botas “. Eu votei no D. Dinis.

      1. Mas a maioria votou nesse tal “botas”.
        Serão esses mesmos que hoje se indignam?
        Hoje todos berram e todos se indignam,
        para afinal ficar tudo na mesma.
        Visto de longe é trági-cómico.
        ( se o termo não existe… lamento).

    2. O Ventura invoca o Salazar, mas se aparecesse um novo Salazar, ele Ventura era um dos primeiros a desaparecer do mapa.
      Salazar não foi nada do que os desordeiros destas direitas ventureiras representam.
      E se Salazar venceu como português de 1ª foi porque o povo tem memória.
      O povo sabia e lembrava-se que Salazar era um descolonizador.
      Descolonizou uma pequena colónia, Portugal.
      Portugal era uma das colónias inglesas desde o Napoleão até ao Salazar, que foi desipotecando aos poucos o País desde os simples correios, até à eletricidade, aos comboios…apertando-nos o cinto a todos, evidentemente.

  2. Cada vez é mais evidente que as entrevistas ao Ventura são dominantemente a execução do projecto das conclusões que o entrevistador planeou promover.
    Cena confrangedora…

  3. Quando um petiz faz birra, há 3 possibilidades

    Dialogar com o dito cujo
    Ignorá-lo até que se canse
    Mandar uns tabefes

    1. Ou dizer-lhe para baixar o volume do berreiro, é tiro e queda. Não só amua como vai amuar para outro sítio, eheheh.

  4. É um autêntico anormal e puro fascista, que andou de cravo ao peito como abrilista, em Loures.
    Cavaco Silva fica na história como bom PR. Mário Soares enriqueceu a democracia como bom PR. Ramalho Eanes foi um bom PR. Marcelo Rebelo de Sousa foi um bom PR em muitos aspectos. Repugno o regresso ao fascismo.

    1. Cavaco Silva fica na história como bom PR. ????
      Marcelo Rebelo de Sousa foi um bom PR em muitos aspectos.????

      Não me faça rir!!!!

  5. Sendo esta a primeira vez que cá venho desde a última vez que cá estive, cumpre-me assinalar que também os Blogs têm em Andrézito Aventura matéria fecunda para gerar audiências, promovendo o paquiderme no meio da loja de porcelanas. Falem bem ou mal dele. Interessa é que falem.

    1. > a primeira vez que cá venho desde a última vez que cá estive,

      Tinha a virtude de ir fazer esse discurso em múltiplos lugarejos do território nacional, em vez de levar largas comitivas em visitas turísticas a locais exóticos.

      Mas não é assim que se fazem amigos e influenciam pessoas.

  6. À porta do hospital o Português Comum e a Minoria Ruidosa trocam palavras.

    O Português Comum (55 anos, casado, 3 filhos, crédito à habitação, sócio do Benfica,)
    está a tentar entrar no hospital para a sua consulta anual de rotina.

    A Minoria Ruidosa (22 anos, influencer de sustentabilidade, três mestrados em coisas que não servem para nada, vive num T0 hipster pago pelos pais) está à porta do hospital a berrar porque o passeio é muito heteronormativo.

    PC (A resmungar, claro): “É só gente caramba. Isto está mesmo pelas costuras.”

    MR (A berrar com megafone): “O CHÃO É OPRESSÃO! QUEREMOS UM MUNDO SEM GÉNEROS E COM MUITA ECOLALIA “

    O PC tropeça num cartaz da MR que dizia “O Silêncio É um Privilégio”.
    PC: “Ó filha, desculpe lá, mas o privilégio é ir à casa de banho sem ter de ouvir a vossa berraria.Tenho uma senha para tirar, por amor de Deus!”

    MR (aponta-lhe o dedo, indignada): “Você! Um Ser branco cisgénero e com uma camisa que remete para a exploração da mão de obra têxtil na Ásia! O seu tempo de protagonismo acabou! Somos a voz dos que não se ouvem!”

    PC (Já farto. Olhou para o relógio. 9h02, e a consulta era às 9h00):
    “Ai és a voz dos que não se ouvem? Ó minha cara, eu é que sou a voz dos que se calam porque têm que ir trabalhar às 7 da manhã para vos pagar o RSI!
    E se queres saber? O único prazer que eu tenho é no meu sofá, a ver o Ventura na TV a dizer o que penso e a saber que não tenho que aturar minorias ruidosas.
    Agora, sai da frente. Ou eu uso o meu “privilégio” de “Português Comum “que paga impostos para te enfiar esse cartaz pelo… pronto, vou mas é à consulta, antes que perca a cabeça.
    O PC entra no hospital.

    MR fica a fazer uma performance de “choro de vítima da austeridade” no chão. No fim, pede aos seguranças para não pisarem o megafone.

  7. Pelo que escreveu no seu livro “Que Presidente da República para Portugal” com prefácio de Antonio Costa, serão precisamente estes dois defensores da “geringonça” de esquerda, que agora defendem a eleição indirecta do PR, como a que elegeu a “Veneranda Figura”
    Ventura quer mesmo ser eleito directamente pelos tugas, e se possível mudar a constituição para um regime presidencialista a que ele poposamente chamaria IV República.

    1. Quem diria?
      António Costa e Vital Moreira seguem Sslazar, que na revisão constitucional de 1959 trocou a eleição directa do Presidente da República por um escrutínio restrito, em colégio eleitoral, sem sufrágio directo e universal.

  8. Caro homónimo, admiro o seu talento peculiar quando decide comentar usando a ironia como argumento. Para além de vários poemas com que já nos brindou, o sarcasmo de alguns dos seus comentários já me arrancou umas boas gargalhadas. Neste caso em apreço, julgo que com mais uns retoques o La Féria era capaz de pôr esta tragédia em cena.
    Cumprimentos, bfs

  9. Portugal é um pais com gosto mórbido para Múmias ambulantes. Para quê ir ao Egipto se cá dentro temos as mais bem conservadas.

  10. Sobre antes de 1974 Ventura não se pronunciou, tal como o autor aqui. Está portanto tudo certo, não fora alguns outros comentàrios.

  11. Andaram Salazar e este Presidente Américo Tomás a construírem as barragens de Portugal, para os Abrilistas as venderem aos estrangeiros da EDP e Engie….
    Nem a água nem a electricidade daqui é de Portugal.
    Foi uma Abrilada que se lhes deu …

    1. E o Carmona, esqueceu-se do Carmona que construiu aquela de Idanha… Aquilo não é uma barragem, é um monumento à nacionalidade! Pelo menos tem o brasão de armas mais gigantesco que já vi.
      Tomei lá ricas banhocas. Na barragem, evidentemente.

    2. O Salazar não sei, mas o almirante construiu muitas barragens para simulações operacionais da marinha portuguesa. Eram tempos de guerra …

  12. Adoro estes seus posts. São sempre assertivos. E os comentários. Já não o leio no ” És a nossa Fe”,leio aqui.

  13. Um facho a dar tempo de antena a outro facho, apenas e só. Pouco importa o que se fala da criatura, o que importa é que se fale. Nem os comunas faziam tão bem

  14. Ele diz isso para não destoar tanto a sua própria candidatura. Se tivessem sido todos assim tão maus como ele diz, era só mais um. Em roupa suja, mais nódoa, menos nódoa…
    Se já não tivesse usado até ao enjoo a frase “Dêem-me uma oportunidade!” em cartazes anteriores, podia usá-la agora.

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