Ratzinger, sempre fascinante, desmente quem lhe chama retrógrado. Pelo contrário, é a vanguarda de uma igreja em que a inteligência se esvai, de uma gente embrutecida que não o merece. E veio este homem a Portugal.
O príncipe
Luis M. Jorge,
Ratzinger, sempre fascinante, desmente quem lhe chama retrógrado. Pelo contrário, é a vanguarda de uma igreja em que a inteligência se esvai, de uma gente embrutecida que não o merece. E veio este homem a Portugal.
E veio muito bem. Talvez esta proximidade o torne mais humano aos olhos dos que têm dificuldade de aderir a esta figura depois de João Paulo II. Em mim, admito com gosto, tem produzido uma mudança significativa na imagem que tinha dele. E não devo ser a única a quem isso aconteceu.
Tens razão.
Pois eu sempre gostei mais deste que do outro.
Ratzinger escreve maravilhosamente, será um excelente patrono das artes e não anima feiras nem romarias.
Mas estou num momento de descrença. As multidões, o benfica, as viúvas com os pés em chaga a caminho de Fátima dão-me cabo dos nervos.
Vou tirar uns dias para recuperar.
Acho que não passas de um ateu graças a Deus, camarada.
Luís:
Embora o leia sempre, é a primeira vez que comento num post seu.
Razão?
Este seu comentário. Gostei. Comento apenas para lhe dizer que gostei muito deste comentário em cima.
Essa é uma longa e interessante discussão, Luís.
É verdade. Pensavam que arrumavam o Papa em 3 penadas, mas eis que debaixo da mitra há um racional consistente e temível; pensavam que o apanhavam na curva da impopularidade e na gaucherie do homem de gabinete, mas eis que ele demonstra afectos e empatia; pensavam que o topavam à légua, mas eis que ele é imprevisível.
Em suma: areia demais para muitos visionários oficiais.
Tal como a religião ela própria.