O príncipe


Luis M. Jorge,

Sempre soubemos, mas vemos hoje de forma muito mais aterrorizante que a maior perseguição da Igreja não vem de inimigos externos, mas nasce do pecado da Igreja. (…) Os ataques contra a Igreja e o Papa não vêm somente de fora, os sofrimentos vêm de dentro da Igreja, do pecado que existe na Igreja. (…) A Igreja tem uma profunda necessidade de aprender o perdão e também a necessidade de justiça (..) o perdão não substitui a justiça.

Ratzinger, sempre fascinante, desmente quem lhe chama retrógrado. Pelo contrário, é a vanguarda de uma igreja em que a inteligência se esvai, de uma gente embrutecida que não o merece. E veio este homem a Portugal.

7 comentários em “O príncipe”

  1. E veio muito bem. Talvez esta proximidade o torne mais humano aos olhos dos que têm dificuldade de aderir a esta figura depois de João Paulo II. Em mim, admito com gosto, tem produzido uma mudança significativa na imagem que tinha dele. E não devo ser a única a quem isso aconteceu.

  2. Pois eu sempre gostei mais deste que do outro.
    Ratzinger escreve maravilhosamente, será um excelente patrono das artes e não anima feiras nem romarias.
    Mas estou num momento de descrença. As multidões, o benfica, as viúvas com os pés em chaga a caminho de Fátima dão-me cabo dos nervos.

    Vou tirar uns dias para recuperar.

    1. Luís:
      Embora o leia sempre, é a primeira vez que comento num post seu.
      Razão?
      Este seu comentário. Gostei. Comento apenas para lhe dizer que gostei muito deste comentário em cima.

  3. É verdade. Pensavam que arrumavam o Papa em 3 penadas, mas eis que debaixo da mitra há um racional consistente e temível; pensavam que o apanhavam na curva da impopularidade e na gaucherie do homem de gabinete, mas eis que ele demonstra afectos e empatia; pensavam que o topavam à légua, mas eis que ele é imprevisível.
    Em suma: areia demais para muitos visionários oficiais.
    Tal como a religião ela própria.

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