O que eles disseram de olhos nos olhos (1)


Pedro Correia,

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ANTÓNIO JOSÉ SEGURO:

«O senhor está sempre a dividir, está sempre com extremismos, está sempre com ódio.»

«O senhor está sempre a pôr as pessoas umas contra as outras, está sempre a dividir entre os bons e os maus. Eu não consigo olhar para o País assim.»

«Compreendo as razões que assistem aos representantes dos trabalhadores para convocarem uma greve geral.»

«A revisão da legislação laboral nem fez parte da proposta eleitoral do Governo.»

«O deputado André Ventura tem mais anos de actividade partidária neste século do que eu, contando os anos em que esteve no PSD.»

«Há uma diferença entre ser candidato de um partido ou candidato apoiado por um partido. (…) Se quer debater com o PS, dou-lhe o número do telefone de José Luís Carneiro e o senhor debate com ele.»

«O senhor deputado está na eleição errada: devia estar nas eleições legislativas. Andou a pedir aos portugueses para votarem em si, mas borrifou-se para esse voto e está a candidatar-se a Presidente da República.»

«Daqui a quatro meses vou recebê-lo em Belém. Eu como Presidente da República, o senhor como líder partidário.»

«O senhor não me dá lições de patriotismo.»

«Faz favor, se quiser interromper. Não há problema.»

«O senhor não baseia a sua retórica em factos.»

«O senhor não é por falar mais alto que resolve os problemas.»

 

ANDRÉ VENTURA:

«O António José Seguro é como o Melhoral, que não faz bem nem faz mal.»

«Esteve no governo de António Guterres, do pântano, da crise, do desnorte do País.»

«Tem de haver uma lei laboral que incentive ao trabalho e à produtividade.»

«As pessoas ficam sem comboio para ir ao hospital e ir trabalhar, quando pagam o passe e não recebem compensação nenhuma [em dias de greves]. Essas também merecem uma palavra da nossa parte.»

«Nunca como no tempo do PS os jovens emigraram tanto: 30% foram para fora. É a sua herança, é a herança do PS. Deixou-nos com os salários mais baixos da União Europeia.»

«A herança do seu partido destruiu o SEF.»

«Eu nunca serei uma jarra de enfeitar.»

«Marcelo Rebelo de Sousa é uma jarra numas coisas e uma traição noutras.»

«Há imigrantes que passam à frente dos portugueses na saúde. O senhor aceita de bom grado que chegue alguém do Bangladeche, da Índia e do Paquistão, e passe à frente de uma família portuguesa no acesso à saúde.»

«Eu sou candidato a Presidente de Portugal. Não sou candidato a presidente do Bangladeche. Se quiser, apanhe um avião e vá para lá.»

«O senhor tem a mesma conversa da treta que não vai em nada, vai manter tudo igual.»

«Essa conversa da treta levou ao estado do País em que estamos.»

 

Primeiro dos 28 anunciados debates entre candidatos presidenciais. Na noite de anteontem, na TVI e na CNN Portugal, com péssima “moderação” do gaguejante José Alberto Carvalho. 

17 comentários em “O que eles disseram de olhos nos olhos (1)”

  1. Quanto a gagas, já tivemos a Joacyne , “artista” promovida pelo tavares, conhecido empresário político da nossa praça…
    JSP

  2. Gostei da última do Seguro. Irritam-me as pessoas que falam aos gritos.E escreverem em maiúsculas nos comentários.

  3. > «O António José Seguro é como o Melhoral, que não faz bem nem faz mal.»

    Eh lá, que é isto, um candidato a fazer campanha pelo outro?

    Fui à wiki ver quem era o dono da marca, e encontrei isto:
    “””
    Foi memorável o jingle da marca que cantava “Melhoral, Melhoral, é o melhor e não faz mal”.Hoje o “reclame” é considerado um clássico da história da propaganda brasileira. Numa paródia feita por Alvarenga & Ranchinho a favor do político paulista Ademar de Barros, fizeram o seguinte verso: “Adhemar, Adhemar, é melhor não faz ‘mar'”; […]
    “””

    A parte do “não faz mar” pode ser uma indirecta a outro candidato

  4. Ao contrário do que eu estava à espera, admito, o Seguro até se aguentou muitíssimo bem, a responder com prontidão e sem tibiezas aos chavões do outro; mas sem nunca perder o ar e o tom de grande senhor que só enfureciam mais ainda o Andrezito. E que, convenhamos, se adequam muito melhor ao cargo de Presidente do que os assomos de peixeira do “candidato anti-bangladesh”…
    Aliás, isso também resulta evidente das frases exemplares que o Pedro nos trouxe.
    Então aquela queixinha final, em tom de menino birrento, “ele não me deixou falar”, fechou lindamente a coisa: o Seguro conseguiu não o deixar falar! Extraordinário.

    O Henrique de Freitas, que chegou a ser secretário de Estado do Durão Barroso, e se transferiu para o Chega no ano passado, desfiliou-se hoje, por causa da “conversa da treta” que “transforma em bandalheira” e “espezinha a dignidade da função presidencial”; e também por se “querer tratar de questões complexas com cartazes primários”.

    Se ele o diz… Com algum atraso, mas ainda acordou a tempo de sair da barcaça podre antes de apanhar tétano ou ir a pique.

  5. Conclusão do debate:
    Há um gajo que tem a ilusão de que consegue ser Presidente, e há outro que tem a certeza de que consegue ser Presidente de qualquer coisa.
    O resultado?
    Mais de 1 milhão de portugueses a mudar de canal e a pensar: “Mas que mal fizemos nós para levar com este castigo?”

  6. Esteve bem António José Seguro. Conseguiu, em vários momentos, com o seu estilo “low profile”, desconcertar a histriónica criatura, criando nela algum desconforto…

    Nada de novo, quanto à histriónica criatura: já todos conseguimos adivinhar as suas frases feitas e as suas “patrióticas” tiradas.

    André Ventura começa a tornar-se numa anedótica de si próprio.

  7. Esteve bem António José Seguro. Conseguiu, em vários momentos, com o seu estilo “low profile”, desconcertar a histriónica criatura, criando nela algum desconforto…

    Nada de novo, quanto à histriónica criatura: já todos conseguimos adivinhar as suas frases feitas e as suas “patrióticas” tiradas.

    André Ventura começa a tornar-se numa anedota de si próprio.

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