O que eles disseram de olhos nos olhos (9)


Pedro Correia,

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JOÃO COTRIM DE FIGUEIREDO:

«Eu sou o candidato que quer resolver os assuntos.”

“Durante quanto tempo vai continuar a bater com a cabeça na parede contra o Tribunal Constitucional?”

“Se formos patriotas, no interesse de Portugal temos de ajudar a Europa a reformar-se.”

“Nota-se que [Trump] defende a degradação do projecto europeu.”

“O grupo parlamentar a que o Chega pertence no Parlamento Europeu vota dezenas de vezes ao lado de Putin.”

“Não fui eu que passei de ser inspector tributário para dar conselhos aos milionários [para saberem] como é que fugiam aos impostos.”

“Já confessaste que votaste no José Sócrates.”

“André Ventura está muito preocupado com o que se passa hoje. Eu estou preocupado com o que se passa hoje e nas próximas gerações.”

“No Chega sucedem-se os casos de pedofilia.”

“[Tem] proximidade com Orban. Orban tem um caso brutal de pedofilia na Hungria desde 2021. Conhece-o e não faz absolutamente nada.”

 

ANDRÉ  VENTURA:

“Só tenho uma conta bancária, não tenho investimentos financeiros, não tenho aplicações a prazo.”

“Sinto que vou à segunda volta destas eleições.”

“Queres ficar com o país cheio de bandidagem?”

“Discordo de Donald Trump em muita coisa.”

“Eu quero o euro, quero a Europa e quero a NATO.”

“Ele deixou a liderança da Iniciativa Liberal para ir ter uma reforma dourada em Bruxelas, mas lá não tem defendido Portugal.”

“O João é o candidato do Príncipe Real. Eu sou o candidato do país real.”

“O país de Bruxelas não é o país dos 870 euros de salário mínimo.”

“Eu não estava na TVI a despedir Manuela Moura Guedes.”

“Eu quero castrar os pedófilos, o João quer protegê-los.”

 

Excertos do debate ocorrido anteontem na SIC, com boa moderação de Clara de Sousa.

7 comentários em “O que eles disseram de olhos nos olhos (9)”

  1. As Leis Fundamentais da Estupidez Humana de Carlo M. Cipolla
    «Desde tempos imemoriais, uma poderosa força negra tem impedido o crescimento do bem-estar e da felicidade humana. É mais poderosa do que a Máfia ou a Milícia. Tem efeitos catastróficos globais e pode ser encontrada em qualquer lugar. Esta é a força imensamente poderosa da estupidez humana.
    4ª lei:
    «Uma pessoa estúpida é uma pessoa que causa um dano a uma outra pessoa ou grupo de pessoas, sem, ao mesmo tempo, obter qualquer vantagem para si ou até mesmo sofrendo uma perda.

    1. Não sei como é que se diz que Ventura e Cotrim concorrem pelo mesmo público. A diferença entre eles é como o dia da noite. São tão diferentes como o esclarecimento e um encontrão possam ser. Ambos terão o seu público, é um facto, mas não entendo como é que, entre eles, se possa ter dúvidas.

  2. “O Príncipe e o Real”

    Dois “profissionais do alheio” — o Tone e o China — estão num beco escuro em Chelas.

    O China, especialista em fugas ao fisco de baixa visibilidade, cospe para o lado.

    Tone: “China, viste o debate? Diz o Ventura que o país está ‘cheio de bandidagem’. Sinto-me ofendido. É concorrência desleal ou falta de ética profissional?”

    China: “Caga nisso. O gajo diz que só tem uma conta bancária e zero aplicações. Ou é um santinho ou é um totó. Se eu tivesse o palco dele, já tinha o Príncipe Real todo em nome de uma offshore em Delaware.”

    Tone: “Pois, o outro, o Cotrim, diz que o Ventura é o gajo que ensinava os milionários a fugir aos impostos. É um visionário, pá! O gajo passou de árbitro a treinador dos infractores. É o meu ídolo de infância.”

    China: “O Cotrim também é fino. Diz que o Ventura votou no Sócrates. É como apanhar um gajo a roubar uma velha e ele responder: ‘Eh pá, mas tu em 2005 ajudaste o gajo que gamou o banco!’ É poesia, Tone.”

    Tone: “E a parte da pedofilia? Um diz que o outro protege, o outro diz que quer castrar… Isto é que é marketing! No nosso tempo a gente resolvia isto à mocada, agora resolvem com mimimis”

    China: “É tudo fachada, Tone. O Cotrim quer ir para Bruxelas ‘reformar a Europa’. Sabes o que é reformar a Europa? É comer lagosta com o dinheiro dos nossos impostos enquanto nós aqui andamos a ver se o salário mínimo chega para o tabaco.”

    Tone: “O Ventura diz que é o ‘candidato do país real’. Se o país real for este degredo de gajos a chamar nomes uns aos outros enquanto o país arde, então ele ganhou. Mas olha… o Cotrim disse que ele não faz nada contra o Orban.”

    China: “O Orban deve ser o fornecedor dele. É tudo família, Tone. Uns em Bruxelas, outros em Budapeste, e nós aqui no lixo. No fundo, eles são como nós, só que usam gravata e não têm cadastro. Ainda.”

    Tone: “Olha, se o gajo castrasse mas era o IRS. Isso sim é que era serviço.”

  3. Este debate foi do piorinho, um verdadeiro tesourinho deprimente.
    O Ventura a ser o Ventura, e o Cotrim a pensar que o domesticava com aquela falsa camaradagem do “tu” e aquele tonzinho complacente e snob que também soa um bocado a oco.
    Cotrim cometeu o erro habitual das pessoas que se sobrestimam, que é subestimar os outros. Ventura é a “besta política” por excelência, passar-lhe a mão nos lombos é arriscar levar uma dentada venenosa e acabar maneta.
    Depois, os debates não têm corrido tão bem a Ventura como o seu estilo agressivo, impulsivo, cansativo e rude, sempre em alta grita, o levariam a esperar. Ali não está na AR, longe do olhar do público em geral, apoiado no seu bando de pretorianos boçais e na absoluta falta de respeito pelas regras. Nos debates, onde está sozinho e de rédea curta, tem aparecido quem lhe faça frente, quem até de ria dele e sem berrar como ele, tudo ao vivo e em directo para eleitor ver… Apertando-se o calendário, precisava com urgência de recuperar o estilo “matador” – calhou a sorte ao Cotrim, que não teve o discernimento de perceber que um bicho acossado é muito mais perigoso.

    Cotrim de Figueiredo perdeu rapidamente o controlo da situação e deslizou a grande velocidade para o baixo nível, com o verniz todo estalado. O Ventura, já se sabe, desistiu do verniz há muito, para quê se o “povo” dele nem gosta de vernizes?

    Na recta final, a coisa era apenas um espectáculo tão risível quanto lamentável de dois homens adultos reduzidos a miúdos prestes a engalfinharem-se, o “tu” completamente esquecido, numa insensata troca de galhardetes das respectivas vergonhas pretéritas.

    Um muito mau serviço para a democracia, e uma muito má prestação de Cotrim de Figueiredo. O Ventura foi o Ventura, aquilo não dá mais.

    1. Cotrim cometeu o erro habitual das pessoas que se sobrestimam

      Pois, o erro fundamental de Cotrim, e de quem o apoia, nesta candidatura à presidência é precisamente que o homem se sobrestima.

      1. Deve ser por isso que está a ser, de longe, o candidato com maior subida nas intenções de voto enquanto o Almirante, vosso candidato, vem ladeira abaixo.
        https://www.jn.pt/nacional/artigo/cinco-candidatos-com-um-pe-na-segunda-volta-mendes-lidera-com-seguro-a-decimas-almirante-afunda-se-ventura-e-cotrim-disparam/18032896?fbclid=IwY2xjawO2HQFleHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZAwzNTA2ODU1MzE3MjgAAR4hTJWhbbT6aBNNqSOFpFD2f_8nw_OP6sd-0ju5oPLBcRLwsoHGH1MtTht3gg_aem_uZ08i2mdc7BdYACWxZDhgA

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