O que eu gostava de poder dizer o mesmo


Ana Margarida Craveiro,

Sobre as viagens semanais a Paris, diz a deputada Inês Medeiros: “Eu é que não as pago“.

15 comentários em “O que eu gostava de poder dizer o mesmo”

  1. António Aleixo, em tempos, escreveu o seguinte:

    Vem perto o fim do capricho
    Dessa nobreza postiça,
    Irmã gémea da preguiça,
    Mais asquerosa que o lixo.

    Será que estas palavras são actuais/sábias?

  2. A entrevista que ela deu à Sábado (ou à Visão, já não me lembro) diz tudo sobre o desplante da menina. Mas não me incomoda muito que ela diga barbaridades destas e faça exigências descabidas, o que me incomoda é que elas sejam levadas a sério pelo parlamento, e aprovadas.

  3. O Parlamento tarda em resolver o assunto, o que diz tudo sobre o seu desempenho e a capacidade de decisão dos seus responsáveis. Recordo que isto se arrasta desde o início da legislatura, em Outubro. Quase seis meses não chegam para decidir uma questão do foro administrativo? É inacreditável.

    1. Pedro, o Parlamento tarda em resolver o assunto, naturalmente: espera-se que os media deixem de picar o assunto e que as pessoas esqueçam, para continuar tudo na mesma.

      Ia dizer que, se Portugal fosse um país civilizado (ou pelo menos com um mínimo de decência), essa senhora era posta na rua, e que fosse para onde bem entendesse – para Paris, para a Trafaria, para as Berlengas. No entanto, se Portugal fosse mesmo um país civilizado, nunca elegeria sequer deputados dessa natureza. Enfim, provavelmente temos aquilo que merecemos.

    1. o deputado de paio pires terá direito a um subsídio de deslocação, como todos. depende é do círculo pelo qual foi eleito. a inês medeiros foi eleita por lisboa, onde tem casa e morada registada, não pelo círculo da europa.

  4. Há dias vi esta senhora na televisão (muito cheia de si, naturalmente,) durante uma entrevista que deu a uma publicação semanal. O desplante com que ela fala desta situação, no mínimo, insólita, é confrangedor.
    Mas, pensando melhor, até nem estamos muito mal, pois, apesar de tudo, ela só vai e vem de Paris. Pode-se dizer até, que é uma pessoa muito consciente e comedida, pois quedou-se por Paris, vá lá. Imaginemos agora que um, dois ou três deputados, resolvem ter casa em Tóquio, Sidney ou Anchorage, estão a ver o problema que isto era?

  5. Tudo isto é bem o retrato do abandalhamento a que chegou o país.
    Importa não esquecer que foi essa mesma senhora que disse não ter qualquer importância o facto de o Primeiro-Ministro mentir ao Parlamento.

  6. Se as candidaturas a deputado por um determinado círculo eleitoral não dependem da residência do candidato nesse círculo, sendo mesmo frequente a situação inversa, designadamente em relação aos deputados eleitos pelos círculos da Europa e fora da Europa, pergunto onde é que está o escândalo no pagamento das viagens entre a sede do Parlamento e a residência da deputada Inês de Medeiros que é sabido que não mora em Lisboa? Não é isso o que se passa com os restantes deputados?

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *