A entrevista que ela deu à Sábado (ou à Visão, já não me lembro) diz tudo sobre o desplante da menina. Mas não me incomoda muito que ela diga barbaridades destas e faça exigências descabidas, o que me incomoda é que elas sejam levadas a sério pelo parlamento, e aprovadas.
pois. nós, os contribuintes, somos muito generosos. espero, sinceramente, que o pedido seja recusado. acho que se inclinam para a recusa, mas não ponho as minhas mãos no fogo por nada.
O Parlamento tarda em resolver o assunto, o que diz tudo sobre o seu desempenho e a capacidade de decisão dos seus responsáveis. Recordo que isto se arrasta desde o início da legislatura, em Outubro. Quase seis meses não chegam para decidir uma questão do foro administrativo? É inacreditável.
Pedro, o Parlamento tarda em resolver o assunto, naturalmente: espera-se que os media deixem de picar o assunto e que as pessoas esqueçam, para continuar tudo na mesma.
Ia dizer que, se Portugal fosse um país civilizado (ou pelo menos com um mínimo de decência), essa senhora era posta na rua, e que fosse para onde bem entendesse – para Paris, para a Trafaria, para as Berlengas. No entanto, se Portugal fosse mesmo um país civilizado, nunca elegeria sequer deputados dessa natureza. Enfim, provavelmente temos aquilo que merecemos.
o deputado de paio pires terá direito a um subsídio de deslocação, como todos. depende é do círculo pelo qual foi eleito. a inês medeiros foi eleita por lisboa, onde tem casa e morada registada, não pelo círculo da europa.
Há dias vi esta senhora na televisão (muito cheia de si, naturalmente,) durante uma entrevista que deu a uma publicação semanal. O desplante com que ela fala desta situação, no mínimo, insólita, é confrangedor. Mas, pensando melhor, até nem estamos muito mal, pois, apesar de tudo, ela só vai e vem de Paris. Pode-se dizer até, que é uma pessoa muito consciente e comedida, pois quedou-se por Paris, vá lá. Imaginemos agora que um, dois ou três deputados, resolvem ter casa em Tóquio, Sidney ou Anchorage, estão a ver o problema que isto era?
Tudo isto é bem o retrato do abandalhamento a que chegou o país. Importa não esquecer que foi essa mesma senhora que disse não ter qualquer importância o facto de o Primeiro-Ministro mentir ao Parlamento.
Se as candidaturas a deputado por um determinado círculo eleitoral não dependem da residência do candidato nesse círculo, sendo mesmo frequente a situação inversa, designadamente em relação aos deputados eleitos pelos círculos da Europa e fora da Europa, pergunto onde é que está o escândalo no pagamento das viagens entre a sede do Parlamento e a residência da deputada Inês de Medeiros que é sabido que não mora em Lisboa? Não é isso o que se passa com os restantes deputados?
Os cookies necessários ativam funcionalidades essenciais do site como logins seguros e ajustes de preferências de consentimento. Não armazenam dados pessoais.
Nenhum
►
Os cookies funcionais suportam funcionalidades como partilha de conteúdo em redes sociais, recolha de feedback e ativação de ferramentas de terceiros.
Nenhum
►
Os cookies analíticos monitorizam interações dos visitantes, fornecendo insights sobre métricas como número de visitantes, taxa de rejeição e fontes de tráfego.
Nenhum
►
Os cookies de publicidade entregam anúncios personalizados com base nas suas visitas anteriores e analisam a eficácia das campanhas publicitárias.
Nenhum
►
Os cookies não classificados são cookies que estamos em processo de classificar, juntamente com os fornecedores de cookies individuais.
António Aleixo, em tempos, escreveu o seguinte:
Vem perto o fim do capricho
Dessa nobreza postiça,
Irmã gémea da preguiça,
Mais asquerosa que o lixo.
Será que estas palavras são actuais/sábias?
«Eu é que não as pago» – diz ela.
Pois não. Pago-as eu.
A lata não tem limites.
A entrevista que ela deu à Sábado (ou à Visão, já não me lembro) diz tudo sobre o desplante da menina. Mas não me incomoda muito que ela diga barbaridades destas e faça exigências descabidas, o que me incomoda é que elas sejam levadas a sério pelo parlamento, e aprovadas.
pois. nós, os contribuintes, somos muito generosos. espero, sinceramente, que o pedido seja recusado. acho que se inclinam para a recusa, mas não ponho as minhas mãos no fogo por nada.
Nem eu, Ana. Mas espero que se inclinem mesmo para a recusa, porque já estamos todos suficientemente inclinados para o buraco…
O Parlamento tarda em resolver o assunto, o que diz tudo sobre o seu desempenho e a capacidade de decisão dos seus responsáveis. Recordo que isto se arrasta desde o início da legislatura, em Outubro. Quase seis meses não chegam para decidir uma questão do foro administrativo? É inacreditável.
Acho piada que a agência de viagens continue a marcar viagens, sabendo que está a arder já em 6 ida-e-volta em primeira classe.
Pedro, o Parlamento tarda em resolver o assunto, naturalmente: espera-se que os media deixem de picar o assunto e que as pessoas esqueçam, para continuar tudo na mesma.
Ia dizer que, se Portugal fosse um país civilizado (ou pelo menos com um mínimo de decência), essa senhora era posta na rua, e que fosse para onde bem entendesse – para Paris, para a Trafaria, para as Berlengas. No entanto, se Portugal fosse mesmo um país civilizado, nunca elegeria sequer deputados dessa natureza. Enfim, provavelmente temos aquilo que merecemos.
Não me estragam a Berlenga, se faz favor !!
Quer dizer que agora faz-se descriminações geográficas? Se fosse um deputado que morasse em Paio Pires já ninguém dizia nada.
o deputado de paio pires terá direito a um subsídio de deslocação, como todos. depende é do círculo pelo qual foi eleito. a inês medeiros foi eleita por lisboa, onde tem casa e morada registada, não pelo círculo da europa.
Claro. É isso mesmo.
Há dias vi esta senhora na televisão (muito cheia de si, naturalmente,) durante uma entrevista que deu a uma publicação semanal. O desplante com que ela fala desta situação, no mínimo, insólita, é confrangedor.
Mas, pensando melhor, até nem estamos muito mal, pois, apesar de tudo, ela só vai e vem de Paris. Pode-se dizer até, que é uma pessoa muito consciente e comedida, pois quedou-se por Paris, vá lá. Imaginemos agora que um, dois ou três deputados, resolvem ter casa em Tóquio, Sidney ou Anchorage, estão a ver o problema que isto era?
Tudo isto é bem o retrato do abandalhamento a que chegou o país.
Importa não esquecer que foi essa mesma senhora que disse não ter qualquer importância o facto de o Primeiro-Ministro mentir ao Parlamento.
Se as candidaturas a deputado por um determinado círculo eleitoral não dependem da residência do candidato nesse círculo, sendo mesmo frequente a situação inversa, designadamente em relação aos deputados eleitos pelos círculos da Europa e fora da Europa, pergunto onde é que está o escândalo no pagamento das viagens entre a sede do Parlamento e a residência da deputada Inês de Medeiros que é sabido que não mora em Lisboa? Não é isso o que se passa com os restantes deputados?