
A autoconfiança é um atributo fundamental num político. John Kenneth Galbraith notou certa vez que nunca tinha conhecido um homem tão confiante em si próprio como John Fitzgerald Kennedy – o que serve para explicar grande parte do sucesso do 35.º presidente norte-americano, ainda hoje uma das personalidades mais aclamadas do século XX. No fascinante livro The Best and the Brightest, dedicado aos bastidores da presidência Kennedy, David Halberstam mostra-nos outra característica do jovem presidente que acabaria por ser assassinado em Dallas: ele era exactamente como parecia. Ao contrário de outros políticos, que fazem tudo para parecer o que não são, Kennedy tinha uma autenticidade que empolgava os seus adeptos e desarmava os seus adversários.
Há um episódio da disputadíssima campanha eleitoral de 1960 que ilustra bem tudo isto: a certa altura alguém pergunta a Kennedy se não se sente exausto. A resposta, negativa, veio num sorriso. Mas o então senador do Massachusetts que se candidatava à Casa Branca pelo Partido Democrata acrescentou ter a certeza de que o seu antagonista republicano, Richard Nixon, se encontrava à beira da exaustão (o que mais tarde se provaria ser verdade). E como é que Kennedy sabia isto? O futuro presidente esclareceu o seu interlocutor: «Sei bem quem sou e não tenho de me preocupar em adaptar-me ou transformar-me. Tudo quanto tenho de fazer, em cada etapa da campanha, é mostrar-me tal como sou. Mas Nixon não sabe bem quem é. Portanto, cada vez que faz um discurso tem de decidir que face dele próprio irá mostrar, o que deve ser extenuante.»
Este episódio ajuda a demonstrar a importância da autenticidade na política. Um dirigente postiço, plastificado, sempre em pose, acaba cedo ou tarde por ser desmascarado. Perde grande parte da sua capacidade de atracção quando lhe desvendam o verdadeiro rosto. E termina esgotado por ter consumido energias em excesso ao tentar parecer o que não é.

“autenticidade na política”….
apo.pt/technopoly-the-surrender-of-cultu re-to-179996
Isso soa a oxímoro.
Infelizmente.
Sobre o tema, sem tentar desculpabilizar a classe política, leia-se o seguinte https://leiturasimprovaveis.blogs.s
Boas Leituras
PS: Continuo sem saber como designar “Comunicação Social”
O seu olfacto já terá conhecido melhores dias.
Comunicação social, como ontem aqui escrevi, não significa rigorosamente nada. E não é, de todo, sinónimo de jornalismo.
Informar e comunicar são verbos diferentes, com significados diferentes.
“The key to success is sincerity. If you can fake that you’ve got it made.”
Soa a verdade. E é verdade.
Na linguagem jornalista qual a diferença entre o uso da palavra autoconfiança e o uso da palavra arrogãncia? o lado politico?
Autentico? Kennedy tinha sérios problems de saúde crónicos – que nunca divulgou estando muitas vezes medicado.. Nos mísseis nucleares Soviéticos em Cuba teve de ser arrastado em publico por um senador Republicano para fazer voos de reconhecimento e admitir que lá estavam….isto são só 2 aspectos de outros varridos para debaixo do tapete.
Não confundir autoconfiança com autenticidade.
“o que serve para explicar grande parte do sucesso do 35.º presidente norte-americano, ainda hoje uma das personalidades mais aclamadas do século XX.”
Não serve. Kennedy era da geração da maior parte dos jornalistas que faziam a cobertura além de proximidade ideológica e foi promovido após sua a morte por eles totalmente fora de regras profissionais. O Kennedy que conhecemos é uma construção jornalista. Se Kennedy tivesse sido um Republicano a narrativa seria a Baia dos Porcos e a escalada no Vietname.
Já cá faltava. Um corajoso opositor póstumo de Kennedy, que se atreve a criticá-lo 62 anos depois.
Mais um pouco e aparece a glorificar Oswald. Que disparava mais depressa do que a própria sombra.
Não confunda os seus ídolos com Deus Nosso Senhor.
Não é crime criticar alguém, mesmo postumamente.
No post critica Nixon postumamente e diz que ele perdeu as eleições por não ter autenticidade. No entanto Nixon venceu duas eleições seguidas para a presidência. Tornou-se autêntico de repente?
Agora vem este ajudar o outro. Todo o Lucky Luke tem o seu Rantanplan.
Verdade, Pedro. Com uma pequeníssima diferença: os originais eram imensuravelmente melhores…
JFK, barbaramente assassinado há tantos anos, afinal ainda incomoda muita gente. Isso é a maior prova da usa inegável qualidade e do seu carisma. Enfim, uns têm, outros não…
Impressionante como, tantos anos depois, Kennedy ainda suscita tanto ódio ideológico mesclado de ódio pessoal – até junto de quem nunca viveu esses tempos, até junto de quem mora noutros continentes.
Nem me admiro se aparecer por aqui alguém a glorificar o seu assassino, transformando-o em herói da liberdade ou outra treta qualquer. Quando os EUA têm um presidente capaz de dizer que dispararia contra alguém na Quinta Avenida e ficaria impune ou talvez até fosse levado em ombros. Quando os EUA têm um presidente que confessa em voz alta detestar os seus opositores, só porque se atrevem a contestá-lo.
Tudo se torna possível depois disso. Tudo de mau, nada de bom.
Impressionante como, tantos anos depois, Kennedy ainda suscita tanto amor, até junto de quem nunca viveu esses tempos, até junto de quem mora noutros continentes.
O seu amor-perfeito é o czar Vladimir. Um genocida tem outro charme.
Genocida foi a guerra do Vietname, fortemente aumentada de intensidade durante a presidência de Kennedy. As estimativas apontam para dois milhões e meio de vietnamitas mortos – um verdadeiro genocídio. Sem contar com o envenenamento de longo prazo de muitos outros por coisas como o agente laranja, e com a destruição sistemática das florestas do Vietname.
A guerra contra a Ucrânia tem sido conduzida pela Rússia com algum cuidado, como é evidenciado pelo número reduzido de civis mortos em relação às baixas militares. Sendo que alguns civis são mortos, seja devido à normal imprecisão das armas, seja pelos próprios mísseis com que a Ucrânia se defende.
Não resta qualquer dúvida. O mais execrável putinista que ainda aparece nestas caixas de comentários é mesmo você.
E é exactamente por isso que JFK nunca será esquecido e que continuará a ser verdadeiramente Grande. Consegue afirmar o mesmo de outra qualquer personagem política?
Por comparação, Trump nunca passará de um bronco, de um idiota, de um monumental “erro de casting”… Uma verdadeira nulidade, em termos pessoais e políticos… Trump, pura e simplesmente, envergonha a nação americana…
Absolutamente escusado fazer essa pergunta ao balio, que idolatra Putin. Anda há quatro anos a fazer propaganda dele.
Já merece a Comenda Vladimir por fazer tanta vénia ao (nacional) socialismo putinista.
Sabe responder com alguma coisa que não sejam insultos ?
Ou os neurónios ficaram todos presos a adorar o JFK?
Ui, que flor de estufa. Ficou ofendidinha.
“John F. Kennedy Unter Deutschen”
Livro sobre J.F..Kennedy na Alemanha Nazi. Olha que engraçado, é algo que nunca aparece no “jornalismo” porque será?…agora imaginemos o que seria o jornalismo para um politico “á direita do PS” tivesse visitado a Alemanha Nazi e não a tivesse criticado abertamente mesmo quando jovem adulto..
J.F..Kennedy parece ser uma coluna que os jornalistas se encostam no Verão ou nos novos tempos quando precisam de acreditar que ainda existe a sua velha esquerda.
PS: ao contrário do que o autor imagina a minha opinião é que J.F.K pelo menos estava do lado certo várias coisas importantes mas muito longe desta hagiografia.
Você reserva a hagiografia para outro Kennedy: o chanfrado antivacinas.
A Verdade é como o azeite,- vem sempre ao de cima…!
Para alguns, que percebem pouco disto, a verdade é antes como o vinagre. Por isso abusam dele.
Telegenia e “Task Forfe ” de Relações Públicas – não esquecer a diferença de resultados da consulta pós debate com Nixon , consoante os inquiridos o tivessem seguido pela rádio ou pela televisão…
Um James Dean da política . “beneficiando” , passe a expressão, de uma morte prematura e trágica…
O fenómeno “Jackie” também ajudou – a “prensa del corazón” ao serviço de uma certa “política”…e em papel “couché”…
Convenhamos que se tirarmos o “limelight” o que resta é muito pouco.
JSP
Kennedy inaugurou uma era de esperança nos EUA – de modo sem paralelo nos tempos actuais. Uma era de mobilização colectiva, longe da crispação das “guerras culturais” dos dias de hoje. Uma era ancorada em valores tradicionais mas apontando rotas de futuro – o que ficou bem simbolizado na sua previsão, feita em Maio de 1961, que o ser humano alcançaria a Lua antes do final dessa década. out-jfk/historic-speeches/address-to-joi nt-session-of-congress-may-25-1961
https://www.jfklibrary.org/learn/ab
Previsão concretizada.
Era outra política – feita com visão, com rasgo, com energia, com optimismo. E sem diabolizar os oponentes. Sem transformar cada adversário num inimigo.
🏥 Nixon na Casa de Repouso
JFK entra no quarto de Nixon, impecável, bronzeado, com aquele sorriso que tira a paciência.
Kennedy: Olá, Nixon. Viemos ver como está o nosso campeão de autenticidade. Ou de exaustão. Já nem sei.
Nixon (pálido, enrolado num cobertor de papa): Saia daqui, John. É o seu truque de sempre. Faz-se de preocupado para esfregar o sucesso na cara dos outros.
Kennedy: Preocupado? Eu? O único esforço que fiz foi o de ser eu próprio. Já o amigo Nixon não sabe bem quem é. Quando faz um discurso nunca sabe que face é que irá mostrar, o que deve ser extenuante.
Nixon: Eu estava a trabalhar. Pelas pessoas!
Kennedy: Claro. Também eu. Mas eu não preciso de ensaiar a minha cara no espelho.
Bom. Vou andando. Não se esgote a tentar ser a vítima. É um papel que lhe fica bem, mas não é preciso treinar tanto.
Saída triunfal. A porta fecha. Nixon levanta-se a custo e atira o cobertor de papa.
Nixon: Grandessissimo
Enfermeira (entra com uma chávena de chá de camomila): O Sr. Kennedy é um querido, não é? Tão natural. Agora, beba isto e descanse.
O chá era de camomila ou de tília? ebe-muito-cha-de-tilia-ou-camomila-18623 739
https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/b
Nem camomila nem tília, Pedro. Aliás, não havia, nem há, nenhum chá capaz de fazer esquecer Watergate e o Sr. Nixon bem o sabia…
Que chatice aqueles Jornalistas abelhudos, a meter o nariz onde não deviam…
Ah, pois é, mas os Republicanos é que são bons, sempre leais e honestos… Que pena a História dizer-nos o contrário… 
Bon Woodward e Carl Bernstein. Heróis da imprensa livre.
Em Washington.
Em Moscovo, há meio século, seria absolutamente impossível. Hoje, igual. Os raros jornalistas realmente imunes à brutal pressão do poder político estão na cadeia ou no exílio. Alguns, no cemitério.
Camomila.
É o que faz menos mal. A exaustão do homem não era falta de chá, era excesso de vida inútil.
Tinha pouca pedalada para aquilo. É a vida, como dizia o outro.
A propaganda estadunidense está no auge, aqui na terrinha.
Ainda falam da propaganda russa e chinesa …
O que interessa ao Povo o que se passa na terra dos cowboys e das cowgirls?
Só falta substituírem o cozido à portuguesa por um hambúrguer de trump…
Há quem prefira bife tártaro, a escorrer sangue. Para nele trincar os dentes de vampiro.
Nesse tempo do Nixon/JFK, no mundo, ninguém esquece aquelas imagens das crianças vietnamitas a arderem como o fogo das napalm estadudinenses… Foi aí que os EUA perderam a guerra. Tal como agora os países da Nato em Gaza e na Ucrânia.
O Poder é algo que se admira, e se imita. Quando morre esse prestígio, não há tamanho ou materialidade que valham ao Poder.
Você anda com essa cronologia toda baralhada. E o raciocínio lógico, no seu caso, decretou greve geral por tempo indeterminado.
Não admira, sendo defensor dos crimes de guerra e dos crimes contra a humanidade cometidos pelo genocida russo na Ucrânia.
Isto anda tudo ligado.
Os documentos da ONU são inequívocos.
Quem cometeu crimes de genocídio contra as populações que vivam há dezenas de anos dentro das fronteiras de 1991 decididas pela Nato, aquilo que actualmente se designa por ‘Ucrânia’, foi o Regime Nazi de Zelensky/Stefan Bandera durante 8 anos consecutivos.
Os documentos estão acedíveis a todos.
Neonazi é Putin e toda a cúpula do seu regime genocida.
Daí ele andar escondido que nem um rato apavorado, no búnquer do Kremlin, sabendo que há um mandado de detenção, por crimes de guerra, emitido contra ele pelo Tribunal Penal Internaciional.
Os documentos e fontes credíveis sobre o genocídio que a Nato e o regime nazi de Zelensky/Bandera fizeram às populações indefesas que viviam naquela terra, cujos antepassados remontam a centenas de anos, estão arquivadas e guardadas na ONU e noutros Arquivos a nível mundial.
Quando a cegueira do facciosismo terminar, acontecerá aquilo que a História ensina. E que os Jornalistas reclamam. As fontes e documentos credíveis não perdoarão, aos que lá estão relatados.
Não se percebe como pessoas que defendem a veracidade dos factos, possam não os defender quando não lhes interessa a facção.
Aquilo a que vocês chamam “documentos” é propaganda rasca e fraudulenta do regime neonazi e genocida russo.
Vocês em Moscovo nunca tiveram e jamais terão um líder carismático e inspirador como Kennedy. É a antítese total.
Não por acaso, o assassino de Kennedy viveu uns anos na URSS e casou com uma soviética antes de voltar aos EUA para cometer o magnicidio de Dallas.
Isto anda tudo ligado.
Jfk inaugurou a era da imagem na política.
No célebre debate, diz-se que Nixon terá “ganho” na rádio, enquanto que jfk arrasou na tv. Outros tempos.
Assim foi.
Se John F. Kennedy não tivesse sido assassinado os EUA seriam, sem dúvida nenhuma, um país bem menos “sui generis” do que são.
E atrevo-me a considerar que o golpe de misericórdia foi dado com o assassinato do seu irmão Robert que, na minha opinião, era pessoa ainda mais autêntica e unificadora do que JFK – veja-se o empenho sem concessões que sempre colocou na causa da defesa dos direitos civis dos negros americanos, enquanto Procurador e também enquanto candidato presidencial.
Era ainda muito jovem quando o silenciaram, mas seria decerto um presidente notável e com amplo apoio da sociedade americana; que se teria dedicado com a mesma determinação a outras causas de desenvolvimento e dignificação social, assim orientando a América para um caminho verdadeiramente grande e verdadeiramente democrático.
A autenticidade é uma característica de tal maneira em vias de extinção que nem se reconhece quando se encontra. Eu pelo menos não reconheço, fico sempre na expectativa de ver o que se oculta por detrás da persona.
Subscrevo, cara Zebra.
Este episódio ajuda a demonstrar a importância da autenticidade na política. Um dirigente postiço, plastificado, sempre em pose, acaba cedo ou tarde por ser desmascarado. Perde grande parte da sua capacidade de atracção quando lhe desvendam o verdadeiro rosto. E termina esgotado por ter consumido energias em excesso ao tentar parecer o que não é.
Caro Pedro, creio que a ideia original do texto dispensava esta demonstração final. Porque se arrisca a ser interpretada como uma indirecta dirigida ao André Ventura ou ao oficial de marinha. Isto é, um texto obscuro a exigir a outros transparência. Algo incongruente.
Como tal, creio que tenho o dever de esclarecer que vocês ainda não perceberam uma coisa sobre o Ventura — mas que o Ventura já percebeu sobre ele próprio.
Ele vai ser PM nas próximas eleições. E não é por isto ou por aquilo. É porque uma maioria significativa dos portugueses (que ainda restam) vão votar contra o regime que os encurralou. E não há nada mais simples do que isto. Apelar à coesão (diz o Almirante) ou apelar ao consenso (diz o Micron)… Nós queremos lá saber da coesão e do consenso, pá. Um médico ganha 500 euros por dia (depois de tirar um curso de milhares de euros quase à borla) porque se anda a fazer esquisito e é “tarefeiro” e eu que tive de pagar o meu curso por inteiro nem emprego tenho… acham que vou votar em quem? Nos panascas dos consensos? Nos partidos que dizem que “precisamos de imigrantes” porque há trabalhos que os portugueses não querem fazer? Estão a brincar comigo?
(Eles só dizem estas barbaridades para ficarem bem nos jornais e para que os jornalistas do Expresso e do Público não os persigam e não lhes descubram as patifarias nos negócios e nas casas que andaram a comprar)
Tenham juízo. Vem aí guerra e destruição e eu vou votar para que isso aconteça.
Quem não percebe como os portugueses vão votar nas próximas eleições que realmente importam, não percebe nada do verdadeiro sentimento que ninguém quer admitir que existe.
Ventura PM é trigo limpo. Bem podem espernear. Um Trump Tuga, muito mais inteligente do que o primeiro. Vai ser duro. Vai destruir tudo. Só porque sim. Porque nós, os eleitores, vamos decidir para que isso aconteça.
E mesmo que o Micron ganhe as presidenciais (só um povo demasiadamente burro vai eleger um papagaio do regime), nada, mesmo nada, vai impedir a revolta.
Isso não faz o menor sentido, desculpe lá.
Vocês sonham com o Ventura o tempo todo. Como se antes dele nada mais existisse e depois de ele ter aparecido deva cessar tudo o que a musa antiga canta.
Então eu escrevo sobre Kennedy no mês em que se cumpre outro aniversário da sua trágica morte, invoco até a obra-prima de Halberstam (livro que muito recomendo sobre os mil dias daquela administração), a pensar… no Ventura?
Não estou aí, nem ando perto.
E quando me apetecer escrever sobre ele, como já aconteceu, faço-o sem metáforas nem disfarces.
Ok, concedo. Mas então o que quer dizer autenticidade na política? É uma ideia generalizadora.
E partindo do princípio de que JFK é o melhor exemplo e de que “Um dirigente postiço, plastificado, sempre em pose, acaba cedo ou tarde por ser desmascarado.” sinceramente ninguém consegue deixar de pensar no Ventura, no “Micron” ou até no Almirante.
Fique descansado. Haverá muito tempo e muito pretexto para falarmos aqui dos candidatos presidenciais.
Até porque os debates televisivos – cruciais nesta campanha – começam já na segunda-feira.
Hoje, pela primeira vez desde que o dito cujo sobrenadou nas nossas vidas, vi um telejornal do princípio ao fim em que ele não apareceu, nem em fotografia, nem sequer num cartaz que por acaso estivesse na rua durante um directo: nada de nada de nada!
É que dá-se logo conta, é uma ausência berrante, eheheh.
Facto cada vez mais raro. Suprema hipocrisia: as mesmas televisões cheias de comentadores que o diabolizam concedem-lhe mais tempo de antena do que aos restantes dirigentes partidários todos juntos.
“O que parece nem sempre é”
(Pedro Correia)
“Nem tudo o que parece é. Nem tudo o que é parece.”
(?)
O assassinato do John Fitzgerald Kennedy continua a ser um mistério.
Perguntas:
1. Quem o mandou matar?
2. Por quê?
3. Quem o matou?
Respostas:
1. O Kremlin. A C. I. A. A máfia. O Fidel Castro.
O Lyndon Johnson. São plausíveis.
2. A saída dos mísseis soviéticos de Cuba em 1962.
A sua animosidade contra a C. I. A.. A luta contra
a máfia, feita pelo seu irmão Robert, enquanto
Procurador-Geral. As tentativas para matar o Fidel Castro
e para derrubar a ditadura comunista em Cuba.
O Lyndon Johnson queria ser presidente.
São razões plausíveis.
3. O Lee Harvey Oswald. Disse que era inocente.
Foi assassinado pelo Jack Ruby, dois dias depois.
Nota – Duas balas atingiram o John Fitzgerald Kennedy.
Uma, por trás, no pescoço. Outra, pela frente, na cabeça.
Testemunhas disseram que ouviram vários disparos.
Foi a 22 de Novembro de 1963, em Dallas (Texas, U. S. A.).
Ver as imagens na Internet. Pesquisar por “Zapruder”.
Alguns políticos assassinados no Século XX:
1. John Fitzgerald Kennedy (1917-1963) (Estados Unidos da América).
Nota – Católico.
2. Robert Francis Kennedy (1925-1968) (Estados Unidos da América).
Nota – Católico.
3. Francisco Sá Carneiro (1934-1980) (Portugal).
Nota – Católico.
Nota – Foi assassinado a 4 de Dezembro de 1980.
O avião Cessna, que ía para o Porto, caiu em Camarate.
Foi durante a campanha para as eleições presidenciais.
O candidato apoiado pela Aliança Democrática
(Partido Popular Democrático / Centro Democrático Social /
Partido Popular Monárquico) foi o general Soares Carneiro.
Com a queda do avião, após a explosão de um engenho
explosivo, colocado enquanto o avião estava no hangar,
morreram sete pessoas:
1. Jorge Manuel Moutinho de Albuquerque (piloto).
2. Alfredo de Sousa (co-piloto).
3. Adelino Manuel Lopes Amaro da Costa (Ministro da Defesa).
4. Maria Manuela Simões Vaz da Silva Pires Amaro da Costa (mulher do 3.).
5. Francisco Manuel Lumbrales Sá Carneiro (Primeiro-Ministro).
6. Ebbe Merete Seidenfaden Abecassis (Snu) (acompanhante do 5.).
7. António Patrício Pinto Basto Gouveia (Chefe de Gabinete do 5.).
Com “autenticidade na política” só o André Ventura, Presidente do Chega!.
João Barros da Costa
JOAO.BARROS.DA.COSTA@SAPO.PT
Caro João Barros da Costa
Sá-Carneiro não foi assassinado. Sá-Carneiro morreu vítima de um infeliz acidente. O José, no “Porta da Loja” (http://portadaloja.blogspot.pt/) explicou tal há anos, com ajuda de publicações da época (incluindo os vários exames e inquéritos que foram feitos, muitos deles de peritos estrangeiros). Acresce que o avião que ele acabou por «apanhar» nem estava previsto no planeamento do primeiro-ministro. Não creio que haja assassinos com capacidades de vidente.
Boas pedaladas.
Caro Iletrado…
Li, com toda a atenção, a sua resposta ao meu comentário.
O José não tem razão. Ao contrário de si, não perco o meu
tempo na Internet, muito menos para andar a ver blogues
sem interesse. De vez em quando, comento no blogue
DELITO DE OPINIÃO e pouco mais.
Recomendo os seguintes livros:
DIÁLOGOS COM SÁ CARNEIRO
João Rosa
Edições Alfaómega
Lisboa
1978
SÁ CARNEIRO: QUEM É?
César Príncipe
Editorial Nova Crítica
Porto
1980
WATERGATE SÁ CARNEIRO (HISTÓRIA DE UMA FRAUDE)
“o diário”
Editorial Caminho, S. A. R. L.
s/l
7 de Setembro de 1980
Nota – Muito ilustrado.
O CAMARATE DE LÚCIFER
Manuel Geraldo
Edições Caso
Lisboa
Outubro de 1983
CAMARATE DIVULGAÇÃO INTEGRAL DOS PARECERES PERICIAIS
E DE PEÇAS ELUCIDATIVAS DO PROCESSO
Governo
Lisboa
1983
Nota – Muito ilustrado.
CAMARATE
Augusto Cid
Distri Editora
s/l
1984
Nota – 9.ª edição.
Nota – Muito ilustrado.
CAMARATE COMO, PORQUÊ E QUEM
Augusto Cid
Distri Editora, Sociedade Editora, Lda.
Sacavém
1987
Nota – 5.ª edição.
Nota – Ilustrado.
O CRIME DE CAMARATE
Ricardo Sá Fernandes
Bertrand Editora, Lda.
Lisboa
Fevereiro de 2002
Nota – 4.ª edição.
Nota – Ilustrado.
Nota – O autor ofereceu-me um exemplar com uma dedicatória.
CAMARATE: UM CASO AINDA EM ABERTO.
APELO DE UM CIDADÃO
Diogo Freitas do Amaral
Bertrand Editora, Lda.
Lisboa
Novembro de 2010
Nota – Ilustrado.
Existem outros livros sobre o Francisco Sá Carneiro.
Existem outros livros sobre o que aconteceu em Camarate.
Recomendo os seguintes livros humorísticos de caricaturas do Cid:
O SUPERMAN
Augusto Cid
Editorial Intervenção
Braga – Lisboa
1979
Nota – Muito ilustrado.
Nota – Sobre o António Ramalho Eanes.
Nota – O livro foi apreendido.
Nota – O autor foi processado.
EANITO EL ESTÁTICO
Augusto Cid
Editorial Intervenção
Braga – Lisboa
1979
Nota – Muito ilustrado.
Nota – Sobre o António Ramalho Eanes.
O ÚLTIMO TARZAN
Augusto Cid
Editorial Intervenção
Lisboa – Braga
1980
Nota – Muito ilustrado.
Nota – Sobre o António Ramalho Eanes.
Há mais livros humorísticos com caricaturas do Cid.
Os livros humorísticos do Cid reflectem o panorama político
da época. Ele caricaturava as e os protagonistas com uma grande
acutilância. Nos livros humorísticos do Cid, que recomendo,
uma das pessoas caricaturadas (de uma forma abonatória) é / foi
o Francisco Sá Carneiro.
Cumprimentos.
João Barros da Costa
JOAO.BARROS.DA.COSTA@SAPO.PT
Caro João Barros da Costa
Fico sempre fascinado quando pessoas que poderiam ter sido meus colegas de carteira numa escola que nunca frequentei me tratam como se eu fosse um catraio da escola primária. E que tomem considerações abusivas sobre aquilo que os outros fazem sem qualquer indício para isso, como essa bojarda do não perder tempo na internet, ao contrário de mim. A sério?! Então essa resposta tola foi elaborada por quem, pela falta de inteligência natural?
Quanto aos livros recomendados: cada um come do que gosta. Quem gosta da Bíblia jura a pés juntos que é a Verdade Absoluta, mas eu não sou obrigado a acreditar em tretas. Li muitos livros, jornais e revistas referentes ao acidente de Camarate. Durante dias (semanas?) depois do acidente quase não se falava de outra coisa. O futebol quase que passou para segundo plano (enfim, era outro tempo…). Vi pessoas que comemoraram a morte de Sá-Carneiro, ainda não sabendo como ele tinha morrido. Em Santo António dos Cavaleiros, em Frielas e na Amadora abriram-se garrafas de champanhe. Algumas dessas pessoas, depois de saberem do acidente, recolheram discretamente a casa. Outros tempos!
Só referi o José porque ele, ao contrário de mim, guarda o que lê e por conseguinte pôde apresentar os recortes da época (e de épocas seguintes). Reconheço que não tenho essa capacidade.
A conclusão a que cheguei, das leituras que fiz, é que Sá-Carneiro não foi assassinado. Não havia vestígios de um engenho explosivo, tudo o que surgiu àcerca desse assunto não passou de pura especulação. O que existe é uma crença muito forte de que o Sá-Carneiro foi assassinado. Suponho que essa crença tem motivações políticas, mas reconheço que a minha suposição também seja uma crença minha…
Mas o mais importante (e que devia ser evidente para um tipo que consegue tirar conclusões abusivas sobre outra pessoa sem indícios para isso) é que era impossível um assassino saber que o primeiro-ministro ía viajar aquele avião, porque ninguém sabia que isso iria acontecer. Não estava planeado. Uma hora antes de «apanhar» o avião, nem Sá-Carneiro sabia que o iria «apanhar». Como é que o assassino sabia de antemão que Sá-Carneiro iria decidir ir para o Porto naquele avião? (segundo rezam as crónicas, contra o conselho dos acompanhantes, que teriam preferido ir de comboio ou no avião da TAP – aliás, parece ser o que estava planeado).
A não ser (hipótese que nunca vi escrita nem ouvi), que o assassino fosse um dos acompanhantes…
Boas pedaladas.
Caro Iletrado…
Embora tardiamente, a Polícia Judiciária e o Ministério Público,
com base em investigações, inquéritos e provas…, concluíram que
a queda do Cessna (um dos dois ao serviço da campanha eleitoral
do general Soares Carneiro, apoiado pela Aliança Democrática)
deveu-se a um atentado. Um engenho explosivo, operado à distância,
foi o que foi usado. As provas estão publicadas nos dois livros do Cid
e no livro do Ricardo Sá Fernandes. Escreveu, na sua resposta ao que
escrevi, que leu livros sobre o assunto. Que livros leu?
Ninguém foi acusado, porque a Polícia Judiciária e o Ministério Público
não conseguiram incriminar ninguém. Não sabem o(s) motivo(s), quem
mandou, quem fez entrar o engenho explosivo no Aeroporto de Lisboa
e como, quem o colocou no avião, quem o detonou. Também não sabem
se o engenho explosivo visava o Francisco Sá Carneiro (Primeiro-Ministro),
o Adelino Amaro da Costa (Ministro da Defesa), ou os dois.
Entretanto, os crimes prescreveram.
Cumprimentos.
João Barros da Costa
JOAO.BARROS.DA.COSTA@SAPO.PT
“Caro Iletrado (com I maiúsculo)”.
Por vezes o melhor humor é este. Humor involuntário.
Mas é que não tenha dúvidas…