O que vale o resultado?


J.M. Coutinho Ribeiro,

Perguntam-me, esta noite: Será que este resultado das "europeias" é o fim do socratismo? Respondo: Não sei. Mas sei que se o PSD não tivesse vencido, o fim do socratismo não estaria para breve. Agora tudo é possível. Foi a pensar que seria esse o sentimento de muitos portugueses, que não hesitei em vaticinar – antes do fim do jogo… – a vitória de Paulo Rangel. Sim, de Paulo Rangel. Porque a persistência e a boa prestação de Rangel teve a sua importância no resultado. Admito-o, mesmo quando é certo que, em determinado momento, tive dúvidas do acerto da escolha. Paulo Rangel pode ir longe. E mais depressa do que se julga.

13 comentários em “O que vale o resultado?”

  1. A humildade da vitória
    baseou-se na verdade,
    nesta eleição foi notória
    a vitória da seriedade.

    As esquerdas revigoradas
    com resultados expressivos,
    de ideias ancoradas
    em discursos agressivos.

    Os centristas combatentes,
    com armas aguçadas,
    ficaram contentes
    e com energias reforçadas!

    A derrota da insolência
    tem a marca socialista,
    a deplorável indolência
    da política miserabilista.

  2. Joaquim, eu poderia assinar por baixo, tirando aquilo das dúvidas em determinado momento sobre a escolha de Paulo Rangel. Aliás, é uma pena que vá para o Parlamento Europeu, porque ele é realmente bom.

  3. Caríssimo CR:
    Vá lá… please … ?
    Você é uma pessoa muito razoável e não é um equilibrista; não é um alpinista à espera de uma escada; nem vive fixado no seu umbigo .
    Diz o que pensa e dá a cara (restam poucos assim).
    Tem o meu sincero aplauso, tudo isso é muito mais importante do que ganhar ou perder a aposta no cavalo.
    Custa muito a admitir aquela coisa?!
    Aquela evidência?
    Please?! 🙂

      1. Olha um causídico de olhos em alvo apanhado a enganar o patrono da contraparte…eheh
        Vá lá, não se faça de sonso:-)
        Ela, meu caro, ela…
        (She talvez não soasse bem, concordo)

  4. Ontem, num jantar com alguns amigos dos tempos em que Rangel nos dava aulas de ciência política (que enchiam anfiteatros), houve um que disse que ele ainda chegaria a 1º ministro. Não me atreveria a tanto, mas…

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