Perguntam-me, esta noite: Será que este resultado das "europeias" é o fim do socratismo? Respondo: Não sei. Mas sei que se o PSD não tivesse vencido, o fim do socratismo não estaria para breve. Agora tudo é possível. Foi a pensar que seria esse o sentimento de muitos portugueses, que não hesitei em vaticinar – antes do fim do jogo… – a vitória de Paulo Rangel. Sim, de Paulo Rangel. Porque a persistência e a boa prestação de Rangel teve a sua importância no resultado. Admito-o, mesmo quando é certo que, em determinado momento, tive dúvidas do acerto da escolha. Paulo Rangel pode ir longe. E mais depressa do que se julga.
O que vale o resultado?
J.M. Coutinho Ribeiro,

A humildade da vitória
baseou-se na verdade,
nesta eleição foi notória
a vitória da seriedade.
As esquerdas revigoradas
com resultados expressivos,
de ideias ancoradas
em discursos agressivos.
Os centristas combatentes,
com armas aguçadas,
ficaram contentes
e com energias reforçadas!
A derrota da insolência
tem a marca socialista,
a deplorável indolência
da política miserabilista.
Não acompanhei muito, mas deve ter sido assim 🙂
Querido Amigo, como eu gosto de dizer, no verão todos os sonhos são possíveis…
As eleições são no Outono, meu caro amigo 🙂
Joaquim, eu poderia assinar por baixo, tirando aquilo das dúvidas em determinado momento sobre a escolha de Paulo Rangel. Aliás, é uma pena que vá para o Parlamento Europeu, porque ele é realmente bom.
António: por acaso, achei que o Marques Mendes era, na altura, uma aposta mais segura.
Sim. Só não sei se Rangel irá longe e depressa. Para já, só vai para longe, o que pode significar que a pressa corre o risco de se tornar mais lenta…
João: Não sei se o Rangel chegará a ir para longe por muito tempo 🙂 Aponta esta.
Caríssimo CR:
Vá lá… please … ?
Você é uma pessoa muito razoável e não é um equilibrista; não é um alpinista à espera de uma escada; nem vive fixado no seu umbigo .
Diz o que pensa e dá a cara (restam poucos assim).
Tem o meu sincero aplauso, tudo isso é muito mais importante do que ganhar ou perder a aposta no cavalo.
Custa muito a admitir aquela coisa?!
Aquela evidência?
Please?! 🙂
Ai, valha-me Deus! Não percebi nada, caríssima. Que devo eu admitir?
Olha um causídico de olhos em alvo apanhado a enganar o patrono da contraparte…eheh
Vá lá, não se faça de sonso:-)
Ela, meu caro, ela…
(She talvez não soasse bem, concordo)
Ontem, num jantar com alguns amigos dos tempos em que Rangel nos dava aulas de ciência política (que enchiam anfiteatros), houve um que disse que ele ainda chegaria a 1º ministro. Não me atreveria a tanto, mas…
Já vi PM’s de massa bem menos recomendável 🙂