O regresso do Macho Latino


Carlos Barbosa de Oliveira,

Há tempos, um juiz absolveu um homem  acusado de sovar a mulher, por considerar que sovar a mulher duas vezes não é crime… trata-se de bater na medida certa!

O Governo gasta dinheiro em campanhas contra a violência doméstica, incita as mulheres a denunciarem os maridos agressores e depois há uma que se atreve e o juiz profere esta douta sentença?

Não me surpreende absolutamente nada que as queixas de violência doméstica continuem a  aumentar, como noticia hoje o DN.

Afinal, também o Reitor do Santuário de Fátima disse há tempos, numa entrevista ao mesmo jornal, que o facto de um marido bater de vez em quando na mulher não devia ser causa de divórcio…

Vá, machos latinos, aproveitem, porque bater nas mulheres é o que está a dar.

25 comentários em “O regresso do Macho Latino”

  1. Não vejo na Igreja qualquer novidade, Carlos. Como sabes, nada para a Igreja é causa de divórcio (excepto coisas raríssimas, apreciadas pelo Papa em processo próprio especial, que não vêm aqui a propósito). Em caso de necessidade, a Igreja entende uma separação, mas o casamento é para a vida. Foi sempre assim e não se prevê qualquer mudança.

      1. Claro. Nem vejo por que haveria de mudar. A Igreja tem o casamento para a vida como um dos seus esteios. Ela não muda, mas as pessoas são livres de mudar. Quem não aceita, afasta-se em conformidade com a discordância. É simples. Em suma: não sei onde está o problema.

    1. Para a ida e para a morte. Pois, que a violênci doméstica leva muitas vezes á morte. AH! Mas já me esquecia…………….Boa noite!

  2. E uma outra questão fundamental na luta contra a violência doméstica é o facto de, como refere B.Pires de Lima no 31, a “agenda política” de combate a esse fenómeno estar mais ou menos capturada pela esquerda, extrema-esquerda e feministas e não ser assumida de forma global.
    O que também “ajudará” ao Macho Latino…

    1. Ninguém me encomendou sermão, mas permita-me que vá desenhando uma resposta. Quem o defende? O próprio sistema judicial, meu caro. Um juiz é um ser humano capaz de errar. O sistema previu isso e abarca o mínimo de três patamares, ou seja, de dois recursos. E ainda há mais as instâncias constitucionais e as internacionais, como sabe. No final, podem falhar todas, mas convenhamos que será mais difícil.

        1. Sem dúvida. A minha resposta foi à pergunta anterior. Acho que respondi a isso e não à verdade dos factos. Também se morre nas guerras e nas estradas e o que nos defende é a Convenção de Genebra e o Código da Estrada. A menos que fosse obrigatório só haver juízes bons e o sistema pusesse fim aos recursos de reapreciação.

      1. E uma boa resposta também, passe a imodéstia. Porque as leis são nossas, feitas por aqueles que elegemos para legislarem. Como não são imutáveis, devem ir-se adaptando à realidade. Não conheço outro modo.

    2. Não sei se a sentença foi assim, mas que tal perguntar ao Sr Juiz se sovar meia vez um juiz é crime. Em casa , pois claro!!

      Ah mas que mania a minha… Pois claro! Boa noite que estou no ir….

  3. Por essas e outras é que sempre que sei de casos de violência doméstica (e infelizmente sei de muitos) aconselho a vítima a defender-se do agressor como puder. Com paus e pedras, facas e garrafas… tudo! Infelizmente a maioria das mulheres foi educada para ser dócil, para não reagir e também nos ensinam que reagir com violência pode desencadear maior violência… Mas tenho conhecimento de várias situações em que, a partir do momento que a mulher reagiu a sério, as coisas melhoraram para o seu lado. Claro que há as leis e as polícias e os tribunais… Mas polícias e juízes a baterem nas respectivas mulheres também é coisa que não falta.

  4. Ele há coisas do caraças!! Eu que até gosto de apanhar, logo havia de casar com alguém que não sabe malhar. Que chatice!!

  5. Afinal, também o Reitor do Santuário de Fátima disse há tempos, numa entrevista ao mesmo jornal, que o facto de um marido bater de vez em quando na mulher não devia ser causa de divórcio…

    Pois.. E eu gostava tanto de de vez em quando bate nesse reitor. Pdeser só ua vez de quinze em quinze dias???

    E o Sr. Reitor poderai dizer-nos se quer assim como eu gostava ou talvez dizer-nos quantas vezes é batido por semana.
    Se calhar .gosta!!

    1. Não é preciso nada disso, que já ultrapassa a opinião. O reitor cumpriu o seu papel, ou ahca que cumpriu, e quem não gosta da Igreja afasta-se. É simples e não vale a pena pisar a fronteira do tom cordato que aqui procuramos cultivar, mesmo na ironia.

      1. Sim, que o tom do Senhor Reitor é cordato. Tem razão!
        Se o meu não é irónico e ultrapassa o cordato, deve ultrapassar o do Sr Reitor. Pois claro! Afinal sovar um homem , nomedamente um reitor é muito mais grave que sovar uma qualquer mulher Tem razão!! Peço desculpa pela minha falta de educação.
        Tenha uma boa noite!

        AH! E desculpe os erros que ficaram registados no comentário anterior para além dos erros de compostura, claro…!

  6. Tudo isso se deve ao facto da justiça portuguesa não passar de um travesti, como o são uma boa parte dos juízes/juízas que a representam. As togas que vestem não são nada mais que adereços de vaidade e futilidade. Absolvamos os criminosos disfarçados de macho latino e perpetuemos a impunidade, afinal nada como bater na medida certa…

    E o exemplo é:

    Uma amiga minha, moradora da Ericeira, depois de anos de violência psicológica, apanhou do marido – um advogado – na presença do filho, e depois de ligar para a GNR e lhe ter sido dito que esses assuntos eram muito complicados, me ligou desesperada para Toronto no Canada onde vivo. Daqui, minha mulher ligou para a GNR e depois de muitas tentativas de “descomplicar” algo foi feito.

    Quase dois anos depois, minha amiga, por medo, mudou-se para o Canada. Com um processo crime correndo na justiça, em que o inquirido apesar de ter um Termo de Identidade e residência se esconde, a travesti da justiça portuguesa exige agora a presença física da vitima o que implica em ela largar o trabalho. Isto em pleno século 21 onde video-conferencia é coisa comum. Para adicionar e agravar o insulto, foi-lhe sugerido e transmitido através da advogada nomeada que a representa que o processo fosse arquivado, afinal “coitado do colega, já passou bastante tempo e ele está até suspenso da ordem dos advogados a que pertence” o que dever ser castigo suficiente…”.

    Para adicionar a este brilhante comportamento da vossa justiça, ontem (Dez 7) fui informado que também eu, para testemunhar, terei que me deslocar a Portugal ou meu testemunho não será aceite. Claro está que essas deslocações, serão por nossa conta.

    Estas são na pratica uma das razoes pela qual crimes de violência doméstica continuam sendo praticados em Portugal.

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