
Condenado à morte quando rebentou a guerra dos detergentes, protagonizada pelo Tide e pelo Omo, passaram-lhe a certidão de óbito com a descoberta dos "glutões" do Presto.
Resistiu nos lavadouros, enquanto existiram lavadeiras, mas desapareceu dos cenários domésticos com a entrada em cena da máquina de lavar que destronou os velhos tanques de pedra.
O outrora famoso sabão azul e branco ganhou agora um novo fôlego, graças à gripe A e à ministra da saúde, Ana Jorge, que o aconselhou para lavagem das mãos, como alternativa aos desinfectantes. Voltou a ser notícia nos jornais. Fico a saber que continua a ser vendido em Portugal mas que no Norte se vende em versão rosa. Vá lá saber-se porquê…
A maior fatia da produção (seis mil toneladas) destina-se ao mercado africano, garantindo 26 postos de trabalho em Portugal.
Depois do conselho da ministra, a empresa espera aumentar significativamente o volume de vendas em Portugal. É curioso constatar, no mercado das novas tecnologias, a ressurreição de “velharias” com novas potencialidades.

O azul e o rosa (um com dureza resistente e pouca espuma e outro que se desfaz mais facilmente com muita espuma) davam um curioso «passado presente» no DO.
Por acaso pensei niso, João, mas como depois tinha este texto para acrescentra, pensei que seria melhor não desvirtuar a belíssima série que tu e o Perdo iniciaram.
Mas, como já viste adiante, fiquei por aqui na tua ausência a fazer as honras da casa.
Obrigado, Joâo. Tive uns dias de aflitos, sem ter tempo para comentar nem responder a comentários. A tua ajuda foi preciosísssima. Como sempre…
Carlos, os teus contributos são sempre bem-vindos para esta série. Os teus e os do resto da malta.
Eu sei, Pedro, mas será respeitando o modelo que vocês criaram e, como este tinha texto, optei por não o incluir na série.
Carlos, eu nunca deixei de usar sabão branco e azul, a sério, os meus dois filhos, mais velhos, em criança sofreram de eczema atópico – um problema de pele- -faziam alergia a detergentes -as roupas deles até aos 3 anos foram sempre lavadas manualmente e com esse sabão e não faz mal às mãos como os detergentes.
O sabão azul tem fama de continuar a ser o mais recomendável para a intimidade feminina.
Ahahaha Jura?
:)))))))))))))))))))
A sério.
Mesmo com aquele formato? 😉
Mau-mau!
A minha mãe também ainda usa lá em casa, Maria
È mesmo muito bom. Já experimentei fazê-lo em casa e resultou. Caso alguém tenha interesse – deixo uma receita de sabão baseada no branco e azul adaptada – reutilizando o óleo ou azeite tornando-o num sabão biodegradável, que se decompõe por bactérias depois de usado e ecológico porque evita que o óleo chegue aos rios e cause degradação da água e impermeabilização do solo.
Receita
Peneire o óleo ou azeite, já usado para retirar os resíduos e impurezas (reutilização) – também poderá usar óleo de coco e assim obterá um sabão de melhor qualidade.
1.Aqueça o óleo sem deixar ferver
2.Use luvas e adicione soda cáustica – com o devido cuidado 350ml para cada litro de óleo)
3. Para dar perfume ao sabão, adicione 1 ml de aroma, óleo de pinho, sumo de limão ou qualquer outro ao seu gosto de preferência obtido de plantas
4. Mexa lentamente durante 20 minutos ;
5.Por fim e se quiser, dar o tom de azul, misture uma colher de chá de pó de anil de forma que só fique raiado
6.Deixe descansar por um dia num recipiente de plástico ou carão grosso, se for cortar em barras;
7.Após uma semana o sabão está pronto para ser usado.
Mãos à obra:))
e receita do sabão azul e branco é muito bom , mas não tem quantidades na receita e isso é muito importante.
“Depois do conselho da ministra, a empresa espera aumentar significativamente o volume de vendas em Portugal.”
É incrível o que se faz pelas PME’s…
Tudo pelas micro e PME’s. Onde é que eu já ouvi isto?
Não esperava era que fosse a ministra da saúde a dar apoio às PME, Lacoste!
O Sabão Azul e Branco, também conhecido como Sabão Offenbach ou Sabão Solavar azul, é um sabão português com o melhor desempenho na lavagem da roupa.
Comparável ao Sabão de Marselha, mas de coloração diferente, azul ou rosa, é fabricado em barras com o peso de 400 gr e de 1500 gr.
É popularmente utilizado na lavagem de roupas nos tanques, tapetes e o chão. Algumas pessoas utilizam-no ainda para higiene pessoal.
Dizem os entendidos que elimina a caspa :)))
Como já disse acima, o sabão azul tem fama de continuar a ser o mais recomendável para a intimidade feminina.
Essa da caspa também li, mas custa-me a engolir! Não é a caspa! Nem o sabão! è mesmo a receita.
Ia eu dizer que a fotografia, de repente, me parcia um azulejo antigo… Mas a resposta do Jota Cê do Dê Ó à Maria surpreendeu-me … Oh yeah!
:)))))
Hehe…
Eu também tive essa sensação quando estava escolher a foto, Md Sol
Carlos
é sempre bom saber que nesta sociedade de consumo, provavelmente gastamos muito acima do necessário, com desperdício para a bolsa e para a pegada ecológica (a propósito, achas mesmo interessante a abordagem que o telejornal das 20h faz deste tema, ligando-o aos partidos?).
Quanto às regras de higiene, não tenho as reiteradas certezas do João, mas tenho as maiores dúvidas sobre os efeitos terapêuticos para a caspa:)
Quanto ao ressurgir de certas “velharias “, já estou como o outro: cautela e caldos de galinha, não fazem mal a ninguém.
Abraço
Rui D
O que eu disse é verdade, Rui, sem ligar o produto aos partidos. Mas ainda acrescento o seguinte: isto está tudo ligado…
Olá Rui:
No início pensei que seria uma ideia interessante, mas com o decorrer do tempo, fiquei a perceber que era apenas mais uma boa ideia, muto mal aproveitada. Com aqueles dados podim fazer-se diversas extrapolações, mas ou nã souberam, ou não quiseram.
Quanto à “velharias”, nada de interpretações maldosas… refiro-me mesmo às velharias
Em tempos li uma reportagem sobre a marca Confiança de Braga. A administradora garantia que o azul e o rosa eram iguais só diferindo nos pigmentos, introduzidos pela guerrinha norte/sul. O norte dizia que o rosa é que era eficaz, e o sul defendia o azul.
Como imaginarás cá em casa gasta-se o rosa. Desde sempre.
Errado, Maloud. São diferentes, para fins diferentes e com características diferentes: um resistente e duradouro, com pouca espuma, e outro que se desfaz mais facilmente, com muita espuma; aquele mais desinfectante, este mais desengordurante.
Já soube por quê, mas não me lembro bem. Creio que todos os sabões têm por base o sódio ou o potássio, se a memória não me trai. Se estiver certo, estes dois são os sabões mais básicos: um é de sódio e o outro é de potássio, o que lhes confere a cor que cada um deles tem.
Limitei-me a debitar algo que li numa Blue Living há uns anos, João.
A senhora que cá em casa trata desse departamento quer ter sempre o rosa disponível. E eu faço-lhe a vontade. Se ela se zanga, dou em doida. Não há lavandaria que a substitua:)
Eu tinha entendido, Maloud. Foi só para lhe dizer que a informação que leu está errada.
Cores v/s lavagens íntimas, não vou discutir, até poderá ser uma questão de gosto , agora que o branco e azul é mais macio ao tacto , é verdade – fala a voz da experiência na utilização deste em lavagem de roupa, suja, claro, quanto ao resto não sei.
Sou do tempo de nas aulas práticas de química se fazer sabão então a sua composição era mais ou menos assim:
Uma base (normalmente hidróxido de sódio ou hidróxido de potássio) e algum ácido gordo, tudo misturado produzia uma reacção que se chama saponificação. O ácido gordo pode ser por exemplo: banha de porco ou azeite de coco – o sabão é solúvel em água – resultando em saponária para uso de barrelas…vejam bem até onde pode ir uma simples barra de sabão branco e azul, conhecido , também por sabão comum ou sabão português:))
Lá está: o sódio e o potássio a que eu me referi acima. A utilização apenas de um ou de outro (ou será a predominância de um sobre o outro?) é que determina a respectiva coloração. O branco de ambos corresponde ao ácido usado na composição.
João a coloração é obtida pela inclusão de pigmentos, antigamente seriam naturais – no caso do sabão azul – pastel
No caso “rosa” – almagre uma espécie de argila. hoje em dia serão anilinas sintéticas – obtidas por processo químico.
Hum…
Hdois… Ganhei!
:)))))))))))))
Juntando toda a informação que nos dás, estou aqui a tentar resistir a conclusões menos próprias… eh eh eh
Pois, pois. Estou vendo.
Lembra-te que a roda redonda começou por ser, há muito, muito tempo, quadrado; foi por desgaste que ficou redonda.
Aquele sabão também ganha outras formas. Por desgaste, acho eu.
Ou seja, além de tudo ainda é um sabão com bom feitio: deixa que lhe limem as arestas.
Tal e qual e, nem só mas também, por isso, talvez, a tal alusão aos partidos que aqui já foi falada:))
Mais: resistente, para quem preferir, ou mais moldável, para quem quiser. Hehe…
Não percebo é a razão de o rosa ser preferido no Norte, em detrimento do azul e branco, maloud! Lá em casa, no Porto, é mesmo azul e branco…
Ora bem. Azul e branco, mainada!
:)))
na minha casa nunca foi abandonado.
tanto o sabão azul como a velha Oliva.
A Oliva? Deve estar realmente velha. Ou acabadota, vá lá.
De que me vieste falar ( e tu e a maloud sabem ao que me refiro…) Talvez dê um post em breve.
A “Oliva” também conheci – não tarda nada e o Pedro Correia vem dizer que sou uma enciclopédia ambulante –
Mas, não é nada disso, sim que já ando há uns aninhos:))
Então, Oliva foi a máquina onde eu aprendi a bordar, na Ilha terceira em casa da minha tia. Ah também havia o sabonete oliva ou palmolive ?
Se apendeu a bordar numa Oliva, de certeza que aprendeu muio bem, Maria
Aprendi sim e mais do que isso, são as memórias desse tempo. Eu, em boa da verdade, fui aprender a bordar na “Casa Oliva”, em Angra do Heroísmo, porque a professora era tia do rapaz por quem eu na altura (13 anos) andava “embeiçada” – foi um tempo muito interessante da minha vida – eu ia todos os verões passar férias na Ilha Terceira, ambiente bem mais “arejado”, na altura, do que em S.Miguel- penso já ter ter falado, um pouco, sobre isto no “Crónicas”. Quanto à “Oliva”, julgo também saber da sua relação, próxima, à marca, poderei estar enganada:))
Aposto que ninguém conheceu a Oliva como o Carlos.
Que já ando há uns aninhos – também é verdade mas, o que eu queria dizer era: “que já cá ando…”:))
Essas apostas não se fazem maloud. Já sabes que ias ganhar!
Talvez não saibas é a novidade que aí vem muito em breve, mas quando tiver tempo eu conto.
Carlos, não diga que a Oliva era a menina dos seus olhos. O pior era o sabão azul e branco nos bordados.
Se vasculhar lá no Rochedo, no Dia do Idoso ( e seguintes) do ano passado , vai perceber o significado da Oliva para mim, GJ!
Carlos, fiquei a saber por outra via, foi através de um blog que agora não me lembro do nome e já foi há uns meses – eu procurava saber a sua relação com um emblemático sindicalista Barbosa de Oliveira , Fernando se não falha a memória que conheci há muitos anos e fui parar ao seu nome e a uma entrevista que deu e aí falava-se da “OLIVA”.
Um sabão que nunca deixou de ser usado cá em casa.
É verdade, sim senhor. Tive problemas de irritação de pele e couro cabeludo. Experimentei tudo, incluindo produtos muito caros. Deixei de ter na prateleira do duche uma quantidade de coisas. Apenas metade de uma barra pequena deste sabão. É excelente também para cabelos oleosos e acne. A dica foi-me dada num jantar social por um dermatologista de renome. Depois de secar o cabelo com uma toalha, ponha na palma da mão umas gotas de azeite virgem. Esfregue as palmas das mãos e passe pelo cabelo. Pode secar com o secador. Nada melhor. Além de mais o cabelo ganha vitalidade.
Também eu tive o mesmo problema e resolvi-o com a mesma solução. Só há uma coisa que não percebo: o porquê das gotas de azeite virgem? Não vão provocar oleosidade?