
Começa hoje um Outono da Vida. Após um Verão que me foi Verão, o que foi bom – até porque me tem sido raro. Acabei-o ontem no São Luís, nos festejos devidos aos 50 anos de carreira do Tim, o Homem do Leme. A primeira parte fora na sexta-feira, com os Xutos e Mariza, e dizem-me que correu muito bem. Ontem não vasculhou o baú próprio, num “Canta-me Histórias”, mas andarilhou pelo repertório da sua lata geração: evocou a Sétima Legião, trouxe os Resistência (o Magalhães estava em camarote, homenageado), os Tais Quais, invocou o Zé Pedro (que não foi “o único”), ombreou com o Vitorino – cuja voz de 83 anos não trauteia, pois ainda a encher a sala -, e depois juntou-lhe o Jorge Palma e o João Gil. No final todos se agregaram e cantaram, claro, a “O Homem do Leme”. Pois, e insisto, se disto tudo o Magalhães foi o Almirante é ele o Timoneiro.
Agora é vogar até a um Inverno da Vida. “Remar, remar, forçar a corrente“, a evitar as borrascas – para que não nos venham “filmar a desgraça”…
(Postal também no “O Pimentel“, lá com as canções citadas)

TIMoneiro.