
Hoje de manhã, nós-povo a prepararmo-nos para contar o voto dos emigrados, esses que para alguns são menos importantes do que os dos patrícios residentes.
E assim, por nosso intermédio, se resolve a trapalhada causada pelos nossos legisladores: isto de cinco meses de governo de gestão, ainda por cima em época de tamanha agitação económica, política e militar

fui sempre considerado cidadão nos países civilizados da Europa onde estudei, estagiei, trabalhei e passei férias
sou apenas contribuinte neste marxismo social-fascista incompetente, para quem a culpa é quem não exerce a digna profissão de funcionário pública
agora têm a guerra como mais um pretexto para esconder a incapacidade de governar e deixar criar riqueza
vamos ser ultrapassados por todos
O facto de o governo de gestão ter durado cinco meses é em parte culpa de Marcelo, que decidiu convocar as eleições para o fim de janeiro quando poderia tê-las convocado para um bom bocado antes. Não o esqueçamos.
Marcelo é aquele presidente para quem o calendário das festas católicas é muito mais imporante do que o calendário político. Em 2021 obrigou-nos a estar confinados até à Páscoa apesar de a pandemia estar em clara recessão. Depois adiou a votação por mês e meio porque não se pode fazer eleições no Natal.
os emigrados, esses que para alguns são menos importantes do que os dos patrícios residentes
São de facto menos importantes, porque não pagam impostos para Portugal.
Quem deveria poder votar são os imigrantes que cá vivem e pagam impostos.
O jpt esteve a contar os votos?
E pronto, já vai haver formação do governo.
Agora que a Fábrica Militar de Braço da Prata virou dormidas, comes e bebes, que era o que estava a dar que nem as sapatarias ou agências bancárias aguentaram, vamos observar outra viragem económica.
Já está na calha, com o grande aumento do orçamento para a defesa, bruxos com a guerra na Ucrânia, o AL, esplanadas, restaurantes, hotéis, campos de golfo e navios de cruzeiro tudo aproveitado para a industria da defesa. É ver as lojas da baixa a vender
kalashnikovs, a esplanadas com soldados em licença militar, os campos de golfo em campos de treino de artilharia e os navios de cruzeiro transformados em contratorpedeiros de três canos.
Venha a industria de armamento que estava pela hora da morte.
(desculpem a iliteracia com letras maiúsculas a seguir a pontos finais)
Uma grande trapalhada! Acordos feitos à margem da lei, num gabinete ministerial, acordos desfeitos por alguém que se arrepende do que fez, o vencedor das eleições a querer despachar a questão, quase conseguindo, adiando uma vez mais um problema que se arrasta há muito tempo… No fundo, um retrato do caos que reina em muitas das nossas instituições. Esperemos que sirva de lição! Ou será esperar demais? A ver vamos…
As primeiras eleições após o 25 de Abril foram em 1975. 47 anos passaram e o Estado leva cinco meses a realizar umas eleições? Aprende lições? O candidato elegível do PS está há seis legislaturas no posto, diz que foi surpreendido sobre este assunto pela antecipação das eleições, disse que a anulação de dezenas de milhares de votos não tinha significado porque não iram mudar o resultado final quanto aos eleitos. E a sua lista voltará a ganhar, e expressivamente, sendo ele eleito. A sociedade aprende lições? Lamento mas julgo que não.
jpt não leve a mal mas esse nós-povo tem muito que se lhe diga.
Que se saiba (por exemplo) nos vários programas eleitorais do PS e PSD, nunca constou que os respectivos futuros eleitos PMs na AR, e os seus governos, teriam como programa elevar a dívida soberana deste pobre País. Mas, como sabemos, até foi isso o que fizeram.
Confesso que não me sinto minimamente culpado nem de muitos dos aspectos da legislação que sai da “nossa” AR, mesmo que tivesse votado PS ou PSD, nem do que os governos fazem com essa legislação.
Se fosse cidadão da Suissa aceitaria, conformado ou feliz, as específicas opções dos meus concidadãos. Por cá acho só, mais uma vez, que “eles” decidiram….
Ps. Fala-se muito, agora, das invasões e bombardeamentos indescriminados que os poderosos Países (todos) fazem a torto e a direito. Até que ponto haverá ciente concordância dos cidadãos de esses Países com essas doutas deliberações dos seus líderes?. Cordialmente jp.
Suiça