Hoje o rapaz que veio da Madeira encheu-me de orgulho. No meio daquela bizarra cerimónia no estádio do Real vejo-o dar a volta à arena cheia com milhares de pessoas ao som do seu cântico de guerra:
"Ja sei que vou arder na tua fogueira
Mas será sempre, sempre à minha maneira
E as forcas que me empurram
E os murros que me esmurram
Só me farão lutar
À minha maneira"
A maneira do miúdo é esta. Matar ou morrer. Contra tudo e contra todos. É má literatura? Talvez, mas depois do lambe-botismo de Saramago, ouvir um estádio cheio de castelhanos a cantar Xutos e Pontapés soube-me a Dostoyevsky.

Eu ainda não fechei a boca, Cristina: um estádio apinhado para ver um rapazinho ao loooonge, a fazer… nada. Sem espectáculo, sem jogo, sem coisa nenhuma. A mim, a cena soube-me a Voando sobre um ninho de cucos.
Foi como um “murro que me esmurrou”, à maneira de alguém muito alucinado…
Hehehe…
Exactamente Ana. Uma não performance. Por isso falo de alienação.
:))
Concordo, Ana. A primeira frase do meu post dizia exactamente que aquele espectáculo foi bastante estranho. Infelizmente não a consigo publicar, não sei porquê, mas já me queixei à “gerência”. Apesar de tudo, senti-me um poucio vingada na cena da musiqueta.
“Infelizmente não a consigo publicar, não sei porquê”
Acho que resolvi o problema. 🙂
Obrigada, Jorge, o Aladino de serviço.
Minha cara,
Sobre o Ronaldo, penso assim
http://atributos-1.blogspot.com/2009/07/o-m undo-esta-parado.html
Melhores cumprimentos
JM
Melhor que qualquer promoção ALLPortugal , foi para lá do despropósito da cerimónia, fazer 80.000 fanáticos da bola escutarem, ou ouvirem, a música dos Xutos .
Que vendam algumas camisolas e muitas músicas do mais popular grupo português.
Chamem-lhe o que quiserem, alienação, alucinação… mas estou como a Cristina. Soube-me bem.