Obviamente, comunico-o


João Carvalho,

O Ministério das Finanças divulgou um comunicado para dizer que o aval prestado para socorrer o Banco Privado Português serve para assegurar os depósitos comuns, mas que o Estado não irá responsabilizar-se pelos resultados mal sucedidos da ‘gestão de fortunas’ (as carteiras de investimentos), por serem operações privadas de reconhecido risco contratadas entre o banco e os investidores de património; por isso, não cabe ao Governo garantir estas. Pudera! Alguém tinha dúvidas? Chama-se a isto um comunicado sobre o óbvio.

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4 comentários em “Obviamente, comunico-o”

  1. A armada financeira
    de invencível não tem nada,
    a gestão trapaceira
    tem sido copiosamente irrigada.

    Um submarino vai ao fundo,
    mas outros seguirão,
    a especulação nesse mundo
    os mexilhões lixarão!

  2. João,

    Sabe que os “depósitos comuns” também são “operações privadas de reconhecido risco entre o banco e os investidores de património”. Se eu deposito o dinheiro num banco, tenho de ter noção do risco que estou a assumir ao colocar as minhas poupanças a ser geridas por outra pessoa. O problema é que gostamos de nos esquecer destes pequenos detalhes…

    Cumprimentos

    1. Claro que sei e faz sentido. Reconheço que os contratos para operações de especulação são distintos e é a isso que o ministério se refere, mas qualquer operação entre um banco e um cliente é de natureza privada e inclui risco.

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