Obviamente, demitam-no


Patrícia Reis,

Este senhor diz que não gosta de ser ministro: é uma forma, menos subtil que outras, de implorar para ser remodelado. Foi o que sucedeu ao espanhol Pedro Solbes, que acaba de ser demitido por Zapatero – pouco mais de um mês após ter dito isto. Como ontem escrevia Raúl del Pozo, na sua imperdível coluna do El Mundo, "nessa profissão de antropófagos que é a política ninguém chega ao topo sem ser canibal."

8 comentários em “Obviamente, demitam-no”

  1. O que esse Senhor está a dizer é muito simples:

    Já cumpri a minha comissão agora coloquem-me numa administração qualquer…

    Dizem que percebem de Economia mas tem de ser o Estado a arranjar-lhes emprego…

  2. Ele se calhar que mas é ir para Bruxelas, onde se ganha bem e não se faz nenhum. Olhem o Correia de Campos…

  3. Caro Pedro:

    E estamos á espera de quê? Saia, e já agora para fazerem um grande favor a Portugal e aos PORTUGUESES, demitam-se todos e não voltem.
    Esta ultima decisão de oferecer VW, aos atletas olimpicos não tem explicação só vindo deste Sr.
    E nós ficamos impávidos e serenos?

  4. Caro Pedro Correia,

    Por vezes é assim, tanto pedimos que alguém nos dá. Por isso, por vezes ou muitas vezes, é preciso ter cuidado com o que pedimos para que não haja muito arrependimento.

    Quanto a Del Pozo, ele tem toda a razão, mas a política não deve ser assim e cabe a todos os cidadãos a responsabilidade de modificarem este tipo de política. Se acharem que ela deve ser conforme Del Pozo a define, então não devem lamentar o resultado.

    Com estima e admiração,

    João

    1. Dado o desempenho do cavalheiro, compadre, o PM faria bem em economizar o ordenado que todos lhe pagamos suprimindo esta pasta ministerial. Para fazer o que ele faz, qualquer director-geral serve. Um ministro da Economia para quê?

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