Oh my God


Patrícia Reis,

"Se for dar um passeio pela praia e se for nas minhas conversas com Deus, muitas vezes ‘falo’ em inglês. Sei que é uma coisa completamente absurda, para a qual não tenho explicação. (…) Deus é multilingue, mas talvez perceba que o inglês é mais incisivo para certas coisas."

Laurinda Alves, em entrevista ao Sol

57 comentários em “Oh my God”

    1. Faltou-me referir, mas aproveito agora para o fazer, que a entrevista é excelente. Como sempre acontece, semana após semana: acho o José Fialho Gouveia o melhor entrevistador actual da imprensa portuguesa.

      1. Concordo inteiramente contigo, Pedro: é lúcido, incisivo (em português e tudo…) e tem muito bom gosto na condução das entrevistas, sem deixar de fazer as perguntas incómodas. Raramente perco um Bairro Alto.

  1. Talvez o inglês de Laurinda Alves não seja tão bom como julga e as conversas com Deus numa segunda língua causem alguns equívocos. Toda a gente sabe que Deus é brasileiro e, apesar de falar todas as línguas, prefere o italiano.

    1. Deus Brasileiro????

      Este Deus acompanha o homem desde Moisés, por isso a sua lingua nativa devia ser o Aramaico (ou Sânscrito), pelo que ao falarmos com ele em Inglês estamos a ouvir deus expressar-se numa lingua que não é a sua. Como para a interlocutora, o Inglês não é a sua língua nativa a probabilidade de ocorrerem más interpretações é bastante grande.

  2. Uff! ainda bem que foi apenas um lapso técnico do bloguista! 😉
    Assumi que o texto tinha sido posto no blog de forma copy/paste (e que o erro vinha do texto original) … sendo que tornavam-se ainda mais ridículas as considerações da Laurinda Alves, assim acompanhadas de erro …

  3. Se ela quiser, eu ensino-lhe umas coisitas em grego clássico (o iónico-ático do séc. V a.c.) e, assim, até com Zeus Olímpico ela consegue conversar.

    Be welcome, Laurinda.

    Ivone Costa

      1. Não consigo ver qual é o problema. Como escrevi lá do outro lado, para a maior parte das pessoas o simples acto de falar sozinho já é absurdo. O idioma é apenas um detalhe…

  4. Sorry , no hard feelings , but …
    só uma coisinha:
    – há um tom (que me parece o do post ) onde se desfruta de uma saída ridícula, ou que pelo menos soa assim, descontextualizada (mas eu não digo que esteja porque não leio o Sol). Realmente, se a passagem não tinha mesmo aquela coisa peregrina do parêntesis risos, foi muita pena…
    Parece-me que desfrutar do ridículo alheio é completamente legítimo, afinal quem resiste à tentação da caricatura? Só quando se gosta da pessoa é que fazemos tudo para manter os alfinetes na caixa (e mesmo assim, às vezes…)
    – Depois há outro tom que é o do achincalhamento gratuito e a o da visãozinha maniqueísta da vida e das pessoas em geral, que aqui leio nos comentários. Esse tom tem vários qualificativos óbvios que não interessa enumerar, por manifesto desperdício.
    O que eu não sabia é que cabia aqui no DO.

      1. Pedro Correia, se reparar eu não discordei do tom do post, a ironia é livre e saudável (como todo o humor). Mas lá átona é que não é… tem tom, mesmo:)

  5. Nada mais abjecto que a intolerância.
    E, no entanto, é isso que por aqui se destila em abundância.
    Não é só no plano político que o país está a ficar insuportável; é também, desgraçadamente, no das mais elementares relações humanas.
    Avizinha-se um futuro próximo muito triste para Portugal, se as coisas não mudarem no Outono que vem.

          1. Já agora, pode ficar a saber que eu também não.
            Só não estamos quites porque, pela minha parte, não me dedico à especulação…
            A propósito de “neurónios”, aproveito para lamentar o tom de sobranceria que geralmente se usa aqui para responder aos comentadores. Estes são tidos invariavelmente por mal-intencionados e ignorantes, se é que não mesmo mentecaptos…
            Nem por um momento parece ocorrer aos postadores que um comentador pode ter mais conhecimentos e experiência (na materia em causa) do que eles próprios…
            Descanse, que não voltarei a incomodá-lo.

            1. «Nada mais abjecto que a intolerância.
              E, no entanto, é isso que por aqui se destila em abundância.»

              Olhe, António: as linhas acima ilustram bem o tom com que aqui costuma entrar e brindar-nos. Queixar-se depois da sobranceria dos outros, convenhamos que é pouco comovente.

              Continue a aparecer, se quiser, que prezamos todos os que nos visitam por bem. Mas siga as suas próprias palavras: descanse, que parece estar precisado.

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