"Se for dar um passeio pela praia e se for nas minhas conversas com Deus, muitas vezes ‘falo’ em inglês. Sei que é uma coisa completamente absurda, para a qual não tenho explicação. (…) Deus é multilingue, mas talvez perceba que o inglês é mais incisivo para certas coisas."
Laurinda Alves, em entrevista ao Sol

Sorry?????????
Incisivo.
Uma grande aquisição que o “I” fez para as suas colunas de opinião. Não haja dúvida. Agora vou ali escrever este texto em francês e já volto.
Faltou-me referir, mas aproveito agora para o fazer, que a entrevista é excelente. Como sempre acontece, semana após semana: acho o José Fialho Gouveia o melhor entrevistador actual da imprensa portuguesa.
Concordo inteiramente contigo, Pedro: é lúcido, incisivo (em português e tudo…) e tem muito bom gosto na condução das entrevistas, sem deixar de fazer as perguntas incómodas. Raramente perco um Bairro Alto.
Talvez o inglês de Laurinda Alves não seja tão bom como julga e as conversas com Deus numa segunda língua causem alguns equívocos. Toda a gente sabe que Deus é brasileiro e, apesar de falar todas as línguas, prefere o italiano.
Deus Brasileiro????
Este Deus acompanha o homem desde Moisés, por isso a sua lingua nativa devia ser o Aramaico (ou Sânscrito), pelo que ao falarmos com ele em Inglês estamos a ouvir deus expressar-se numa lingua que não é a sua. Como para a interlocutora, o Inglês não é a sua língua nativa a probabilidade de ocorrerem más interpretações é bastante grande.
Viva, João Miguel. Prazer em vê-lo por cá.
E tem muito bom gosto na preferência…
Esta mulher fascina-me!!! Quanfo for grande, serei assim…
Já somos dois, Joana.
…
ai Pedro…
ai…
A globalização já chegou às rezas. God only knows why.
Para César:
Porque não escreveu antes Only God knows why
Porque sou fã dos Beach Boys
🙂
O ridículo é tamanho que me deixa sem palavras. Registo o erro, corrigindo mentalmente de multingue para multilingue.
Esse era um erro meu, já corrigido. Tinha escrito multilingue em ‘português técnico’…
Desde que não seja em inglês técnico…
… e em 20 linhas de uma folha A4…
Uff! ainda bem que foi apenas um lapso técnico do bloguista! 😉
Assumi que o texto tinha sido posto no blog de forma copy/paste (e que o erro vinha do texto original) … sendo que tornavam-se ainda mais ridículas as considerações da Laurinda Alves, assim acompanhadas de erro …
Se ela quiser, eu ensino-lhe umas coisitas em grego clássico (o iónico-ático do séc. V a.c.) e, assim, até com Zeus Olímpico ela consegue conversar.
Be welcome, Laurinda.
Ivone Costa
O iónico-ático do século V a.C. acho que só serve para as conversas com Zeus…
Lost in translation? Oh my God!
sinceramente, um lamentavel post !!!
Não percebi. Pode repetir… em inglês?
profundamente lamentavel !
Não consigo ver qual é o problema. Como escrevi lá do outro lado, para a maior parte das pessoas o simples acto de falar sozinho já é absurdo. O idioma é apenas um detalhe…
I beg your pardon?!
Os meninos não perdoam uma…
Ó pá, desculpem lá: foda-se! não há pachorra. Ou mesmo Fuck
Cruz credo!
A Alexandra Solnado poderá esclarecer se Deus é multilingue, já que também ela é perita em conversas com o divino. Raio de gente.
Hehehe…
Leonor, quando li este post a primeira pessoa de quem me lembrei foi a Alexandra Solnado.
Dá vontade de dizer adeus.
Mein Gott!
:))
Chi sin!!!
Desculpe, mas isso para mim é chinês e vejo-me grega!
:)))
Literalmente: curto-circuito.
Como interjeição na gíria: disparate.
Quatsch, portanto.
:)))
Portantos…
Às vezes falo com Zeus em grego. E em chinêa com o Buda, mas não com o Buda indiano…
Sorry , no hard feelings , but …
só uma coisinha:
– há um tom (que me parece o do post ) onde se desfruta de uma saída ridícula, ou que pelo menos soa assim, descontextualizada (mas eu não digo que esteja porque não leio o Sol). Realmente, se a passagem não tinha mesmo aquela coisa peregrina do parêntesis risos, foi muita pena…
Parece-me que desfrutar do ridículo alheio é completamente legítimo, afinal quem resiste à tentação da caricatura? Só quando se gosta da pessoa é que fazemos tudo para manter os alfinetes na caixa (e mesmo assim, às vezes…)
– Depois há outro tom que é o do achincalhamento gratuito e a o da visãozinha maniqueísta da vida e das pessoas em geral, que aqui leio nos comentários. Esse tom tem vários qualificativos óbvios que não interessa enumerar, por manifesto desperdício.
O que eu não sabia é que cabia aqui no DO.
A propósito do Sol, neste caso, só se for a A. Solnado.
O post não tinha tom nenhum, Chloé. Limitei-me a transcrever um trecho (interessante) da entrevista.
Pedro Correia, se reparar eu não discordei do tom do post, a ironia é livre e saudável (como todo o humor). Mas lá átona é que não é… tem tom, mesmo:)
Pena não ter Tom… Jobim. Era o maior.
Nada mais abjecto que a intolerância.
E, no entanto, é isso que por aqui se destila em abundância.
Não é só no plano político que o país está a ficar insuportável; é também, desgraçadamente, no das mais elementares relações humanas.
Avizinha-se um futuro próximo muito triste para Portugal, se as coisas não mudarem no Outono que vem.
Não diga isso. A líder do seu partido já avisou que afinal não vai rasgar nada.
Do “meu” partido?
Olhe que eu não sei qual é o seu nem me deito a adivinhar…
Não se mace a desgastar os neurónios, que eu respondo-lhe já: não tenho nem nunca tive partido.
Já agora, pode ficar a saber que eu também não.
Só não estamos quites porque, pela minha parte, não me dedico à especulação…
A propósito de “neurónios”, aproveito para lamentar o tom de sobranceria que geralmente se usa aqui para responder aos comentadores. Estes são tidos invariavelmente por mal-intencionados e ignorantes, se é que não mesmo mentecaptos…
Nem por um momento parece ocorrer aos postadores que um comentador pode ter mais conhecimentos e experiência (na materia em causa) do que eles próprios…
Descanse, que não voltarei a incomodá-lo.
«Nada mais abjecto que a intolerância.
E, no entanto, é isso que por aqui se destila em abundância.»
Olhe, António: as linhas acima ilustram bem o tom com que aqui costuma entrar e brindar-nos. Queixar-se depois da sobranceria dos outros, convenhamos que é pouco comovente.
Continue a aparecer, se quiser, que prezamos todos os que nos visitam por bem. Mas siga as suas próprias palavras: descanse, que parece estar precisado.
Bom fim de semana.
Só pode mesmo ser em inglês técnico. Assim o sonho dá mais luta!
Em ‘inglês técnico’ o sonho pode é tornar-se pesadelo, como se viu há tempos numa certa visita à Casa Branca…
ah?? Nem me acredito no que li …