Com isto que vos deixei mais abaixo ontem à noite, devem ter pensado que eu não conseguiria dormir. Certo. Quem é que dorme em condições depois de assistir a tal debate, mesmo sem ficar atento de fio a pavio? Esta manhã, no entanto, levantei-me com as ideias claras, talvez menos pelo efeito da noite negra e mais por tê-la passado em branco. Vejamos.
A propósito dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo que encheram o horário nobre da RTP-1, não vos garanto que a proposta de Sócrates seja serviço público que justifique tamanha deferência. Mas estou em condições de vos anunciar (na presunção de que não tiveram pachorra para assistir àquilo) que os homossexuais, afinal, em nada diferem de qualquer outra minoria (excepto nas suas inclinações sexuais, mas não necessariamente). Ou seja: ora exigem o direito à igualdade, às segundas, quartas e sextas, ora reivindicam o direito à diferença, às terças, quintas e sábados. Aos domingos descansam ou fazem outras coisas.
A única dúvida que me ficou e que, se for também a vossa, não consigo esclarecer é esta: e se aquele programa fosse à terça, como teria corrido? Aquela jurista antipática arvorada em constitucionalista e cujo nome não fixei poderia fornecer-nos um ensaio jurídico-constitucional sobre aquela intrigante variação de humores ao longo da semana? Convinha que fosse ainda hoje, terça-feira, porque o estado de espírito das segundas-feiras já foi observado ontem…

“Jurista antipática arvorada em constitucionalista”.
Excelente definição.
A causa gay saiu fortemente reforçada com tal intervenção, não haja dúvida. Com amigos destes, os homossexuais dispensam inimigos.
Simplesmente detestável.
E que dizer da “simpatia” da senhora Câncio, que teve o topete de se armar em professora (rasca) de Direito, perguntando a um advogado se já tinha lido o Código Civil?
Claro que da prestação da apresentadora já nem vale a pena falar. Uma desgraça completa.
Como não se tem argumentos contra o conteúdo, ataca-se o estilo e a forma. Pois é…
Para a próxima, quando fizer o comentário B, não se esqueça do começar pelo comentário A…
Muito bem, João.
Mas não há motivo de espanto: é mesmo B de bicha.
Ah!…