Orgia suspensa


J.M. Coutinho Ribeiro,

PS, BE e PCP apresentaram projectos para a introdução da educação sexual nas escolas. Tanto quanto sei, o caso é levado tão a sério que se prevê mesmo a distribuição de preservativos à gandulagem. Hoje, não me apetece discorrer sobre o que penso de tudo isto. Ao que venho? Manifestar a minha perplexidade pelo facto de uma professora de Espinho ter sido suspensa pela DREN por ter dissertado sobre uma orgia sexual numa aula. Suspensa? Mas, então, falar sobre orgias sexuais não tem a ver com educação sexual?

30 comentários em “Orgia suspensa”

  1. Depois de ouvir na SIC a gravação da dita professora, acho que, desta vez, a DREN fez bem. Uma pessoa assim não pode continuar a dar aulas. Vergonhoso. Não só o tipo de conversas mas a forma como trata os alunos.

    1. Ó Leonor, pelo menos desta vez, julgo que seremos unânimes a concordar que a Moreira (ao contrário do que lhe é habitual) até andou muito bem neste caso, não acha?

      1. Andou muito bem, há que admiti-lo sem pruridos, Luís. O que se passou é inadmíssivel. Mas segundo uma notícia no Público de hoje, as alunas tinham manipulado a situação e levado a professora ao desepero. Até acredito que a tivessem provocado, uma vez que estavam a gravar, mas a professora não pode em circunstância alguma ‘descontrolar-se’ daquela forma.

          1. Sim, claro, compreendo, mas lá que alguns garotos precisam de ser esclarcidos é um facto. Por outro, eu também não confiava no Minstério da Educação, uma vez que já deu as provas que deu e para implementar o que entendem vale tudo.

      1. Claro que sim Leonor. Contemplações destas só criam clima para generalizações abusivas. Nestas alturas também gostava de ver os sindicatos a defender a classe, em particular o M. Nogueira.
        : ))

            1. Classe profissional, queria eu dizer. Uma profissão tem de ter modos colectivos de funcionamento, aceites como bons e que, cada um interpretará revelando assim um estilo próprio. Ou?
              :))

  2. O ideal seria que a educação sexual fosse assunto tratado pela família. Há famílias e famílias. Há alunos que o úníco laivo de normalidade e de ensinamentos a todos os níveis (regras, alimentação, higiene, etc) é o que é proporcionado pela escola. Na minha escola há alunos que fazem lá a sua higiene pessoal diária e a sua roupa é tratada pela escola. As únicas refeições que comem são as fornecidas pela escola. Num mundo ideal cada um tinha os seus papéis e cumpria-os…

  3. Suspensa, porque é funcionária publica, se fosse no particular era simplesmente despedida. E pago eu os meus impostos para ter que colocar os filhos no ensino privado.( a minha filha ainda anda na Sá Couto, e já é o segundo caso grave que acontece este ano. O 1º ainda foi mais grave). São os efeitos de uma sociedade em que os pais não acompanham os filhos.

  4. Depois de ter lido, visto e ouvido o que passou, duas notas apenas:
    1) Suspender uma orgia é de um profundo mau gosto, péssimo mesmo;
    2) Suspender esta «professora» é de uma extrema lucidez, coisa de grande raridade na actuação da DREN nos últimos tempos.
    Abraço.

  5. Vá lá, tanta ironia até lhe faz mal ao fígado:)

    Li aí um comentário seu no qual defende que a ESexual deve ser feita pelas famílias. Concordaria. SE as famílias o fizessem.
    E mais não digo, que iso é tema para discorrer por aí fora…:)

  6. E depois é preciso saber se as famílias fazem educação sexual e se sabem fazê-lo!
    Educação sexual não é ensinar o acto sexual, mas a sexualidade (física – biológica, sim, mas também a parte social, afectiva e psíquica). É isto que os programas de educação sexual defendem! E defendem também que sejam técnicos – com formação geral e específica para o efeito – a desempenhar este papel.
    Este caso de Espinho vale por si só e é uma tristeza.
    Por tudo.

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