Os derrotados


Pedro Correia,

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Há nove meses, graças aos generosos fundos que recebe de países amigos, André Ventura mandou espalhar milhares de cartazes por todo o País assinalando Luís Montenegro como o principal rosto da corrupção a nível nacional – cabendo a José Sócrates o papel secundário neste improvável duo.

Um «escarro visual», como lhe chamei na altura.

Ventura agiu assim a pretexto do chamado “caso Spinumviva”, em que Chega e Partido Socialista andaram de braço dado desde o primeiro vagido, procurando instrumentalizar a justiça ao serviço de desígnios partidários. Na esperança de capitalizarem com isso nas urnas, ajudados pelas falanges de comentadores afins que pululam nos estúdios televisivos e nas redacções de jornais.

Foi uma das maiores pulhices que já testemunhei nos últimos anos de vida pública em Portugal: gerou uma crise política, fez cair um governo, manteve o País num impasse de longas semanas.

 

Saiu-lhes o tiro pela culatra. A AD, com Montenegro ao leme, reforçou a liderança do Governo saído do escrutínio de 18 de Maio: mais três pontos percentuais, mais 11 deputados, mais 213 mil votos.

Nove pontos acima do PS, segunda força mais votada. 

Depois da vitória política, agora a vitória jurídica: o Ministério Público arquivou a averiguação preventiva à empresa da esfera familiar do chefe do Executivo devido à inexistência de indícios de qualquer delito. 

O mesmo sucedeu à queixa formalizada pela antiga deputada socialista Ana Gomes, também contra Montenegro, junto da Procuradoria Europeia. «Após verificação rigorosa das suspeitas comunicadas foi decidido não abrir uma investigação», anunciou esta entidade, que arquivou a participação a 27 de Novembro.

 

Montenegro reagiu com satisfação. Mas também com indignação – como qualquer de nós faria – por ter sido alvo de suspeitas gravíssimas, sem fundamento. 

«Depois de tantos dislates, é justo e adequado dizer sem reservas que exerci sempre a função de primeiro-ministro em regime de exclusividade e nunca fui avençado de ninguém desde que fui eleito presidente do PSD», declarou na noite de ontem, em Bruxelas, à margem da cimeira europeia em que participa. 

Linguagem de vencedor.

 

Mas o “caso Spinumviva” também tem derrotados.

Um deles, o secretário-geral socialista, já tinha abandonado o palco político – logo na noite de 18 de Maio, após ter conduzido o PS à mais humilhante derrota eleitoral de sempre. Pedro Nuno Santos, cego pelo ódio a Montenegro, cavalgou o tema durante semanas num desenfreado galope rumo à parede onde embateu com estrondo. Avançando com uma comissão parlamentar de inquérito quando já estava em curso a indagação judicial. «Luís Montenegro está na lama, arrastou o PSD e o seu governo para a lama e agora quer atirar o país para a lama», declarou nessa imparável jornada rumo ao fracasso eleitoral. Espécie de vale-tudo, com linguagem similar à do Chega.

Outra derrotada, em toda a linha, foi Ana Gomes. Fazendo tábua rasa da garantia constitucional de presunção de inocência, assumiu-se como acusadora, procuradora e juíza nas destemperadas declarações que foi espalhando em tribunas mediáticas. «Foi só juntar peças de puzzle com fraco controlo de branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo no jogo em Portugal. Onde o primeiro-ministro recebia avença de casinos!», afirmou a antiga embaixadora, justificando a denúncia feita junto da Procuradoria Europeia. Sem fundamento, como se comprovou.

Alguns gurus do comentariado que andaram meses a disparar contra Montenegro terão igualmente de enfiar a viola no saco. Pela negativa, destaco Miguel Sousa Tavares naquele estilo trauliteiro a que habituou quem ainda o escuta. «A Spinumviva é um cadáver que ele não consegue matar, ele não consegue enterrar, ele não consegue fazer o funeral da Spinumviva, e, quanto mais vamos sabendo, pior é.»

Palavras do comentador da TVI. Fraco profeta.

 

Lama, casinos, cadáveres: os adversários figadais não fizeram a coisa por menos.

Mas o maior derrotado foi André Ventura. A 1 de Maio – duas semanas antes de os portugueses irem a votos – o «condutor» do Chega vertia isto na praça pública: «Temos um primeiro-ministro que está a receber dinheiro de certas empresas, que por sua vez estão a receber dinheiro do Estado. Isto levanta as maiores suspeitas, a maior ideia de promiscuidade e de conluio.»

A 24 de Maio, com o País ainda cheio dos cartazes que mandou distribuir, Ventura implorava por carta a Montenegro que alinhasse com ele numa revisão constitucional. 

Confirmando assim que não tem vergonha na cara. Nem um pingo dela.

 

Leitura complementar: Este cartaz é um enorme tiro no pé (26 de Março)

54 comentários em “Os derrotados”

  1. Onde estão as provas de aquilo que acusam Sócrates? Queremos vê-las, para podermos decidir.
    O mesmo para o Montenegro.
    E para todos, sejam quais forem.
    Voltámos ao tempo dos bufos e da pide?

    1. Você aparece de manhã cedo a verter uma lágrima nostálgica por Estaline e regressa de tarde com hossanas ao Sócrates.
      Caramba, está a ser um dia difícil para si.

        1. Estaline? E os outros?
          É exactamente igual aos da actual Nato.
          Não fez menos nem mais do que os líderes Ocidentais.
          Só em Hiroxima e Nagasaki foram milhares incinerados em segundos.
          E as centenas de milhares que foram mortos e postos em ‘reservas’ para os ‘ocidentais’ lhes roubarem as terras onde viviam na América do Norte?
          E as crianças vietnamitas incendiadas com naplam?
          E as cabeças dos chefes dos povos de África conservadas nos museus da Europa?
          E em Gaza e no Sudão?
          Se são todos iguais, porquê esconder os que são da nossa facção e da seita?

          1. Apareceu de manhã cedo a defender Estaline.
            Já noite cerrada, aparece ainda aqui a branquear o genocida soviético, aliado de Hitler entre 1939 e 1941, fornecedor da máquina de guerra nazi e assassino de 20 milhões de pessoas, incluindo dezenas de milhares de comunistas russos.
            Confirma-se: está a ser um dia difícil para si.

          1. Já percebi que tem uma obsessão por Putin.
            Nem dorme a pensar nele.
            Não vê mais nada senão Putin.
            Alguma coisa de passou entre si o Putin no passado que não quer contar-nos.
            Só pode. Veja os dois lados. Não olhe só para um.

            1. Não costumo apreciar quem ameaça deflagrar bombas nucleares no continente onde vivo.
              Putin e Medvedev, se apreciam tanto ogivas atómicas, façam deflagrar uma nos confins da Sibéria e fiquem lá para ver se explode bem.

            2. Mas o outro lado não ameaçou derrotar militarmente a Rússia?
              Imagine-se dizerem isso aos EUA. Como os EUA reagiriam?
              O que Israel fez a quem disse o que disseram à Rússia?
              Temos de ter a coragem de ver os dois lados, e não ficar obcecados pela nossa preferência.

            3. Tenho.
              E parece-me que Trump e Putin estão combinados. O ‘Documento Estratégico de Defesa dos EUA’, diz lá, preto-no-branco, que (passo a citar): “A ‘UE’ tem de mudar de rumo, e as Nações têm que voltar a ter a sua soberania”. Ou seja, tanto Putin como Trump estão de acordo com a fragmentação da Europa.
              Essa é que é a «Grande Operação Especial».
              Aliás, esta opinião é também partilhada pelo historiador e antigo presidente do Instituto de Defesa Nacional.
              A ‘Ucrânia’ foi uma aventura falhada dos alemães e de Biden. E há vários países da ‘UE’ que já começaram a perceber isso.

            4. A desunião da ‘UE’ é algo que me agrada.
              A ter que ser dominado, prefiro ser dominado pelos EUA do que pelos alemães e franceses.
              Tenho menos receio de ser invadido pelos EUA do que pelos napoleões e hitleres.
              Julgo que vários países da ‘UE’ começam a ter mais medo da Alemanha do que da Rússia.
              Veja-se o impressionante acordo militar entre Portugal e Espanha no valor de mais de €6 mil milhões, provavelmente o maior desde o Tratado de Tordesilhas. E o acordo militar entre Portugal e o Brasil para sedear aqui uma fábrica militar de aviação. E não temos problemas agrícolas com o Brasil, como têm os da ‘UE’. Ou a compra das novas corvetas militares à Itália, em vez de as comprarmos à França ou Alemanha.
              Ou seja, começa a haver um mecanismo intuitivo de defesa, assente na memória histórica, que começa a configurar-se.
              Pois, num caso de fragmentação da ‘UE’ nada melhor do que antecipar e prevenir.
              Os EUA investem em Sines um dos maiores data-centers de IA da Europa. Os chineses investem em Portugal em grande escala. Os da ‘UE’ não nos dão nada, senão migalhas, pois não querem que sejamos seus competidores.
              Portanto, esta questão da ‘Ucrânia’ ultrapassou em muito as previsões dos que queriam uma Europa unida à volta dos germanos para guerrear a Rússia.

      1. Não quero defender o Eng Socas, que claramente tem como defesa simular lesões e demorar repor a bola em jogo, mas é recorrente nestes mega super power rangers processos o MP ter provas dignas de um Perry Mason (já no Casa Pia havia fotos, vídeos, tudo menos uma confissão assinada), e no fim são testemunhos diz que disse.

          1. Na matéria do julgamento do Eng em particular e dos megas casos em geral? Parece claro, mas se percebeu mal posso desenvolver.

            1. Podia ter-se limitado a confirmar que percebeu mal, mas assim também serve.

    1. Como já é habitual. Ainda estou para ler uma crónica menos assertiva e acertada.
      Depois há os comentários, humanos desmiolados, e bots avençados.

  2. Pedro, percebo o seu argumento e concordo.
    Pensemos na fatia dos eleitores de AV, será que vai ter algum efeito no eleitorado chegano? Tenho muitas dúvidas que os seguidores da seita na sua maioria acordem para a realidade.
    Cumprimentos

  3. O expresso(as minúsculas são propositadas) publica declarações de Pedro “Nulo” Santos, martelando a mesma tecla, que Montenegro não tem condições, moralidade, e mais o diabo a sete, para desempenhar o cargo. Pedro “Nulo”, o azougado decisor de 3 aeroportos, tendo borregado quando António Costa lhe pediu contas, o dinâmico concedente de indemnizações milionárias a gestoras indicadas sem escrutínio, Pedro “Nulo”, o supra-sumo de como decidir o futuro duma companhia aérea, cujo negócio deve dominar como eu domino o basco arcaico.
    Pedro “Nulo”, a quem bem se aplicaria o dito de um saudoso amigo da família, lá por Santarém, ” …é dar-lhe açorda e uma lamira na tromba…”
    Abraço

  4. PS: 3 bancarrotas; casos Sócrates, Pinho, Vara …
    de A. Ventura disseram « idiota inútil», mas está para ‘lavar e durar’.
    Ana Gomes vai esta noite a tv.
    o DCIAP mostrou claramente que a justiça se arrasta penosamente e sem capacidade de fazer um inquérito. o seu representante desiludiu, bem melhor que estivesse calado.
    no final ganharam todos e só perderam os Portugueses e o PM.

    1. O MP está transformado não num órgão de justiça, mas num órgão de virtude e moral. Com a agravante de usar CM como o seu profeta. Se calhar o Ventura dava um bom promotor público, partilha a ideologia.
      Costa tem muita culpa no cartório, usando a expressão chegana, podia ter dado uma varridela na Justiça tendo Rio como parceiro, mas preferiu outras companhias. Ganharam todos, menos Portugal. Ironia das ironias, tanto ele (que terá sido uma bênção) como Rio foram vítimas do tal sistema. À justiça o que é da justiça, dizia…

      1. Ana Gomes, André Ventura, Pedro Nuno Santos: a mesma luta. Hoje, o mesmo luto.
        A culpa é do MP, claro. Como o outro que não sabia dançar e se queixava de o chão estar torto

        1. Dá para perceber que concorda com o tratamento do MP dado a Montenegro e Rio. E com escutas eternas. Poderia discordar dessa opinião, mas estaria errado visto que o blog não é meu.

  5. Canonização de D. Luís, o Imaculado das Avenças.

    Montenegro agora não é apenas Primeiro-Ministro; é uma entidade metafísica. O homem conseguiu a proeza de ser canonizado em vida pelo Ministério Público, o que no Vaticano demora séculos, mas na DCIAP resolve-se com um carimbo de “Arquivado”.

    Montenegro aparece no altar, flutuando três centímetros acima da lama atirada por André Ventura e Pedro Nuno. Veste uma túnica branca, imaculada, feita de fibra ótica de alta velocidade, onde não pega nódoa de casino nem pó de escritório de advogados. Na mão esquerda, segura o decreto de arquivamento da Procuradoria Europeia; na direita, o pescoço de uma marioneta com a cara do Ventura.

    O “Caso Spinumviva” passou de cadáver político a relíquia sagrada. É o primeiro morto na história da política portuguesa que, em vez de feder, perfuma a conta bancária eleitoral do PSD com mais 213 mil votos.

    Ana Gomes, a nossa Inquisidora-Mor, tentou atirar-lhe com água benta de Bruxelas, mas o feitiço virou-se contra o feiticeiro. Onde ela via “peças de puzzle”, o MP viu apenas um desenho para colorir da Disney.

    Miguel Sousa Tavares, o profeta do apocalipse de charuto na boca, agora olha para o “cadáver” e percebe que o defunto afinal tem melhor aspeto que ele.

    Luís Montenegro é o único ser humano que consegue cair num poço de purpurina e sair de lá a cheirar a lixívia. É o Santo Padroeiro da “Exclusividade”. André Ventura, que gastou o PIB de uma pequena nação em cartazes para o chamar de corrupto, agora tem de comer o papel com cola e tudo.

    Montenegro foi finalmente purificado. O homem está tão limpo que se passar num detetor de metais, o aparelho pede-lhe desculpa.

    Amén. Ou melhor, “Arquive-se”.

    1. Montenegro bem pode agradecer a P. Nuno Santos, o mais incompetente secretário-geral de que há memória no PS. O “neto do sapateiro” nem conseguiu pôr a tremer as pernas dos banqueiros alemães, nem levou por diante a comissão parlamentar de inquérito à “Spinumviva”, nem se lembrava que tinha decidido indemnizar uma administradora da TAP por whatsApp com dinheiro dos contribuintes, nem foi capaz de conseguir mais deputados do que os do Ventura.
      Um génio incompreendido. Especialista em acelerar na auto-estrada em contramão.

      1. Criticar o “neto do sapateiro” por ser impulsivo é fácil. Difícil é explicar como é que a elite do PSD consegue estar sempre no sítio onde o dinheiro desaparece, sem nunca ninguém desconfiar. O Ventura pode ter muitos deputados, mas o PSD continua a ter os melhores advogados e as melhores amnésias.

        1. Coitadinho do povo, que continua a votar enganado depois da coligação Chega-PS ter mandado abaixo o Governo.
          O povo precisa de ser pastoreado por guias iluminados como você para evitar uma quarta vitória eleitoral do PSD -depois de ter imposto derrotas ao PS em Março de 2024, Maio de 2025 e Outubro de 2025.

  6. E assim vai a justiça deste país:
    – Um vai logo (imediatamente) a tribunal por causa de uns cartazes.
    – Outro está em investigação e julgamento á mais de 10 anos e até já esteve preso.
    – Outro vai para Bruxelas por causa de ter 75.000 euros (seus ou de outro) no gabinete ao lado do seu, ainda aguarda desenvolvimentos.
    – Outro tem uma empresa que faz consultadoria e recebe avenças, mesmo sendo deputado e primeiro ministro do país, já se safou.

    O meu pai é presidente da câmara, será que o tribunal legislou e autorizou que o mesmo crie uma empresa chamada “puta da vida” e que faz contratos de consultadora e outras trafulhices com empresas como a Altice, Sonae, CTT, EDP, eRedes, CGD, Novo Banco e outras das mais conhecidas e com $$$$$$.
    Uma vergonha, todos os outros políticos a partir de hoje estão autorizados a fazer o mesmo, é roubar á descarada, e com o povo a assistir em direto porque está tudo bem, é que depende da cara.

  7. Totalmente de acordo com o texto, irrefutável.
    Gabo a paciência de publicar alarvidades e responder aos bots que de si discordam.

      1. Não teria a vontade sequer para aceitar, quanto mais para responder a quem não tem qualquer argumentação lógica. Discordam por discordar. Tem paciência de Santos.

      1. Dá-me a sensação que o Chega é um processo de transição do sistema partidário.
        A inocuidade do nome (ao não comprometer um compromisso ideológico definido) permite, àqueles que votavam desde o ’25 abril’ noutros ‘partidos’, transitarem para esta espécie de limbo que é a designação ‘Chega’.
        Se for assim, o Chega antecipa uma nova reconfiguração partidária nos próximos 10 anos.
        Curioso é o Ventura já afirmar, não, que é apenas «contra o sistema», mas já também «contra as elites» (só falta dizer que é a favor da ‘ditadura do proletariado’ e dos ‘desfavorecidos»). Até parece um partido de esquerda a falar! Ou seja, anda à caça desses eleitores. A transição de votos para o Chega em zonas tradicionalmente de ‘esquerda’ mostra bem este processo.

          1. Sobre a ‘Democracia’, aconteceu-me hoje algo curioso.
            Estava a ler a edição especial da “Scientific American” que foi publicada neste mês de dezembro sobre os últimos desenvolvimentos da matemática, e deparei-me com o artigo de Ariel Procaccia intitulado “A more perfect algorithm: computing citizens’assemblies more fairly empowers democracy” (in “Ultimate Math”, Scientific American, special edition, fall/winter 2025, vol.34, n.º 4, pp.100-107)

            … “We love to talk of ‘democratizing AI’ or ‘democratizing finance’, but Democracy itself demands our attention. An algorithmic approach is crucial to the construction of new frameworks to encorage citizens and give them a voice. But this apparatus of democracy comes with uniquely challenging instructions: «random assembly required»” (A. Procaccia, 2025, ibidem, p.107)

        1. O Chega substitui a CDU porque têm pontos de contacto óbvios. A “verdadeira” esquerda, não as versões caviar, sempre foi nacionalista e conservadora (ou seja, anti-progressista). E não consta que a ideologia Soviética fosse pró minorias, liberdade religiosa e integração de imigrantes.

  8. Derrotado foi o MP que tentou mandar abaixo o agora PM. Quando um órgão de justiça se transforma no guardião da ética, algo está mal. Só porque as Mortáguas, Gomes e Venturas fizeram carreira neste registo do maldizer, pensaram que era sempre a mandar abaixo. Azar… o portuga já está vacinado contra os spinuvirus.

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