Os Independentes


Carlos Barbosa de Oliveira,

As eleições autárquicas vieram demonstrar que as listas de Independentes são, na generalidade, um logro. Raras vezes emanam de iniciativas de cidadãos sem conotações partidárias, mas sim de militantes de partidos que, desavindos  com  quem anteriormente os apoiou, arrebanham alguns amigos e concorrem contra o seu próprio partido.

As candidaturas de Narciso Miranda (Matosinhos) e Maria José Azevedo (Valongo), embora perdedoras, foram candidaturas contra o PS  e ambos manifestaram, garantido um lugar na vereação, que continuarão a fazer oposição ao PS no executivo camarário. Não se percebe que estes militantes se tenham candidatado como independentes, mantendo o seu vínculo ao partido. Teria sido mais honesto desfiliarem-se antes de apresentarem as suas candidaturas. Não o fizeram e o PS vai expulsá-los. Com toda a legitimidade. Seria no entanto aconselhável que no PS nacional se reflectisse um pouco sobre a razão das várias  candidaturas “independentes “ de militantes do PS no distrito do Porto.

Não creio é que haja essa vontade, porque o “grupo”  que dirige o PS/Porto teve grande influência na eleição de Sócrates para secretário-geral do PS. E às vezes, mesmo na política, os favores agradecem-se.

2 comentários em “Os Independentes”

  1. O PS Porto, Carlos, continua na senda e não se emendou desde 2004.
    Até a derrota de Elisa Ferreira já proporcionou turras. E, sempre à vista de todos.
    E concordo – nada contra a candidatura de independentes – mas sem filiação partidária, principalmente se concorrem contra esse partido! Não faz sentido!

  2. Exemplar foi a atitude de Helena Roseta na corrida à Câmara de Lisboa, em Junho de 2007: foi candidata independente, contra o candidato do PS, mas antes devolveu o cartão de militante socialista.

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