Ninguém duvida que muita gente alcançou fortuna mediante esquemas ilegais ou trapaças económicas. Mas este discurso contra os "ricos" começa a meter nojo. Qualquer pessoa que tenha casa com piscina é um ladrão, os gestores são todos uns trapaceiros e os banqueiros então – ui – são da pior rês. Enerva-me esta generalização, esta zombaria da moda que ataca a dignidade e coragem de muitas pessoas que subiram na vida à custa do seu esforço, da sua criatividade ou do seu engenho.
Os malandros dos ricos
José Gomes André,

É para verem o que nós, professores e funcionários públicos, temos aturado, estes últimos anos, com as constantes generalizações sobre os nossos “privilégios”!
José,
Não vejo um discurso contra os ricos. Não vejo um discurso contra os empreendedores (que fazem falta neste nosso país).
Vejo, sim, um discurso contra a criatividade contabilística, a evasão fiscal e contra os “esquemas”.
Nota: a minha questão com as piscinas prende-se com o elevado consumo de água; tal cenário torna-se ainda mais framático no Algarve com uma desertificação em curso
Que eu me lembre, o “problema” com os ricos já vem desde o 25 de Abril de 74!
Nessa altura a palavra de ordem era: “Acabar com os ricos”!
Também esta frase me metia nojo porque devia ser: “Acabar com os pobres”!
Sim, acabar com os pobres, dar-lhes oportunidades para terem uma vida digna, e talvez Portugal não tivesse actualmente tantos pobres e tanta pobreza!
Assino por baixo !
Não tenho carro com piscina, mas estou de acordo. E anda-se imbecilmente a fomentar que quem quer progredir pelo seu trabalho, sacrifício, empreendedorismo se deixe estar mas é descansadinho à sombra da bananeira, ou emigre.
Perdão, queria obviamente dizer «vivenda com piscina».
Conforme o projecto-lei aprovado ontem na generalidade, José, parece que o discurso já não é contra os ricos. É só contra quem não justificar uma maquia recebida na conta bancária: o Fisco tira-lhe 60 por cento e pronto! Ou seja: o crime continuará a valer a pena. Apenas valerá menos: valerá só 40 por cento…