Chamo a isto uma boa surpresa. Um amigo fez-me chegar de Londres um livro que há muito quero ler: The Best and the Brightest, a célebre obra sobre os mil dias do Executivo de John Fitzgerald Kennedy, que reuniu uma das melhores e mais brilhantes equipas governativas de que há memória nos Estados Unidos, como o próprio título indica. Homens como Robert McNamara, McGeorge Bundy, Dean Rusk, Walt Rostow, George Ball.
O livro, publicado em 1972, consolidou a fama do seu autor, o jornalista David Halberstam. E tornou-se uma das obras mais influentes das últimas décadas: garantem-me que é fundamental não só para conhecer a fulgurante presidência Kennedy mas também, de maneira geral, os bastidores da política norte-americana.
Halberstam, que se destacou como repórter de guerra no Vietname e correspondente em Leopoldville, Saigão e Varsóvia, aos 35 anos era já considerado uma lenda do jornalismo estadunidense. Recebeu o Prémio Pulitzer pelos despachos enviados do Vietname em 1962 e 1963 para o New York Times: começava então, em plena era Kennedy, a mais absurda guerra em que os americanos se envolveram em toda a sua história. Os melhores eram afinal também capazes do pior: descodificar esta aparente contradição será, suponho, um dos fascínios do livro que agora tenho entre mãos.

‘Gooooooooooooooooooooood morning, Vietnam!?
Em Portugal, hoje, alguns dos «melhores» também são capazes do pior.
Há uma diferença de vulto entre os EUA e Portugal. A capacidade de saír pelo próprio pé, como fez esta Terça Tom Daschle, o presumível secretário da Saúde de Obama: 2/dignidade-politica-do-afastamento-de.h tml
http://ovalordasideias.blogspot.com/2009/0
e que fascínio Caro Pedro .. vai-nos mantendo ao corrente? 🙂
Votos de bom dia.