Alguns dos que até Março desancavam Marcelo Rebelo de Sousa por não fechar a matraca, apressam-se já a criticar António José Seguro por excesso de silêncio. Numa espécie de concurso entre bitaiteiros, em óbvia marcação de territ´ório. Agarram os temas e não os largam, com aberrantes piruetas de raciocínio e contorcionismo militante. Aplicando hoje uma grelha de análise oposta à da véspera. Tanto lhes faz: não perdem o sono com isso.
Confirmam assim o que se suspeitava: falam e escrevem uns para os outros. Em circuito cada vez mais fechado. A tal “bolha” das capelinhas lisboetas.
E ainda só passaram seis meses.

No fundo o que essa malta quer é que estejam todos sempre a falar.
Antes queixavam-se que Luis Neves não falava. Agora que falou(de forma desajeitada diga-se) malham na mesma
Isso.
A comunicação social tem sérias responsabilidades nesta matéria. Funciona como um motor que alimenta as novelas de nível mediocre da política nacional. Basta ver o espaço que dão ao frunculo virolento e ao anus mal cheiroso que constituem o ventura e o chega (a ausência de maiúscula na primeira letra é proposital). São intermináveis minutos de publicidade alternados com mais um episódio da sordida novela A ou B. Enchem os bolsos com os contratos publicitários, ao mesmo tempo que enchem o espaço de antena com futilidades, mexericos e enredos sórdidos. O Populismo estravasou da política para o espaço mediático. O frunculo agradece.
A “comunicação social” que berra a toda a hora contra o populismo é a mesma que adopta os temas, o tom e até a linguagem populista mais desbragada e rasteira. Cúmplice fervorosa daquilo que diz detestar.
É um caso de estudo a quantidade de entrevistas que o Ventura dá, nomeadamente ao Now