Os quadros das nossas vidas (3)


João Carvalho,

[Modigliani,+A.+Little+Girl+in+Blue.+(la+fillete+en+bleu)+1918.JPG]Longe de mim garantir-vos que a obra de Amedeo Modigliani (1884 – 1920) me eleva no ar. Tão pouco vos direi que esta sua Fillete en bleu (1918) é realmente um dos quadros da minha vida, mas tenho um objectivo: apresentá-lo aqui como cumprimento a alguém que privilegia o DELITO DE OPINIÃO. Embora possa ser mais difícil mostrar idêntica gratidão a tantas outras pessoas que merecem a mesma atenção, esta foi fácil (espero um comentário comovido).

Quanto a Modigliani, o seu legado permite concluir que, se não tivesse apanhado tuberculose ainda jovem e a morte não lhe chegasse quando contava apenas 36 anos, estaria actualmente ao lado dos grandes mestres.

Prometo, entretanto, que regressarei a esta secção d’«os quadros das nossas vidas» com uma obra mais desenvolvida. Esta, hoje, é só um tributo – que gostaria de estender aos nossos comentadores regulares.

19 comentários em “Os quadros das nossas vidas (3)”

      1. Sorte a sua. Hoje está sempre a cair e, quando funciona, parece uma lesma… Noutras vezes também não tenho tido problemas.
        Há bocado fiquei tão tão que nem escrevi o óbvio: Muito obrigada. E o mérito é todo dos meninos e das meninas que fazem o delito. É a minha opinião! E, naturalmente, partilho o miminho com todos os que aqui vêm.
        Um abraço para todos.
        :))

        1. Ao fim de três anos, tive de mudar-me dessa ilha há um mês. Mas estou no grupo central. Se aparecer, espero que diga. Já tive o gosto de receber alguns ‘delinquentes’ e vários outros amigos. E amigos de amigos.

          1. Pode crer Ana. Gosto demais desta(s) ilha(s). Venho sempre que posso. E se ontem estava o temp feio, hoje o sol repõe tudo no seu bonito lugar. Até a “rede” funciona melhor!

            :))

            1. Arrisco a concordar plenamente. E o dia hoje está fabuloso.

              E muito obrigada pela disponibilidade. Hospitalidade das gentes das ilhas.

              Entretanto o grupo central tem 5 ilhas, ou? rsrsr

              :))

      1. Engraçado, ia dizer o mesmo. E não foi só o nome que tiveram em comum, também uma amizade firme e uma vida curta de mais. Gosto muito de ambos, também.

  1. Bem….. é ‘apenas’ o meu modernista preferido.:-):-):-)
    Tenho um calhamaço sobre ele, muito velhinho, que na altura me custou para aí uma preciosa mesada e meia (a fixação era grande!)
    E quanto a ele não pode haver mais classificações, porque não se encaixou verdadeiramente em nada.
    É único (um clin d’oeil e identifica-se logo).
    Ousado, escandaloso, quase hierático, e (nota-se bem, lá para o 3º olhar) um recriador inconsciente da gramática dos retratistas clássicos.
    Depois, há o entorno: – a Paris da 1ª guerra, Cocteau , Soutine , Diego Rivera , e as hostilidades permanentes com o grande parvalhão do Picasso. (Acho que foi tb . por aí me conquistou no resto…)
    Nos tempos de faculdade, em que eu podia pôr nas paredes o que me apetecia, Modigliani ganhava a competição dos posters! Pelo meio de uma ‘galeria’ caótica dividida com Chagal , Marie Laurencin , Rousseau, um ou dois Picassito azul, um Corot completamente perdido, uma Ofélia afogada pré-rafaelita … e só não tinha portugueses porque não havia posters à venda…
    Era uma anarquia feliz e completa, livre da escravatura dos originais. Pois é, a fasquia agora desceu…:-)

  2. João Correia, esta escolha foi divinal. Obrigada, pela parte que me toca. Mas para a próxima não seja mauzinho:- Porque seleccionar esta fillette desenxaibida para ilustrar Modigliani… tsss , tsss … É que o homem também pintava para comer e lá teve de fazer uns fretes desinspirados!
    E este foi de certeza um deles 🙂

      1. Eu percebi, eu percebi…
        Isto é, não tinha a certeza, mas parecia-me óbvio:-):-)
        Só não quis foi deixar passar em branco, senão os seus leitores ficariam com uma péssima ideia acerca dos dotes pictóricos de Modigliani, caso não conhecessem!
        Quanto ao resto.. estou desvanecida:-)
        E muito ‘tocada’, confesso também (eu sou reservada, é feitio!).
        Porque isto não é usual na blogosfera!!!
        Agora (um dia destes) vou desfazer equívocos lá na minha chafarica:-)

          1. Bem… acredita que só agora é que percebi quem é o João Correia?! 🙂
            As minhas desculpas, mas que indelicadeza imperdoável
            É o que dá quebrar a regra. E ler e escrever à pressa, antes de esfolar aquela cauda final do trabalho do dia.
            Dá sempre asneira, é escusado.
            .
            (E onde é que eu terei ido buscar o nome?
            Porque João Correia só conheço mesmo o que quis ser bastonário, e mais nenhum – que me lembre)

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