Outros motivos para amar Portugal (18)


Ana Vidal,

 

Morcela da Beira

27 comentários em “Outros motivos para amar Portugal (18)”

    1. Enjoei farinheira na gravidez do meu filho mais velho, Luísa. Só agora, passados muuuuitos anos, consigo comer outra vez. Mas ainda não com essa paixão…
      🙂

      1. Tem lá paciência, mas é numa feijoada à maneira que precisas de uma farinheira. Depois de tudo feito separadamente e pronto, com muitas carnes fumadas de preferência, quando levares tudo junto para a última fervura, põe uma farinheira de confiança em cima levemente furada e vais ver o resultado.

      1. grelos cozidos,uma batatita da mesma maneira e…ovas de sável !! Que saudade !! E acreditem que agora ceava umas petingas com arroz de tomate…oh meu Deus…

        1. Ovas de sável? Outro pitéu dos meus preferidos, Fernando. E também as petingas, “jaquinzinhos” ou linguadinhos da beira-rio, tudo bem frito e acompanhado de arroz de tomate e pimentos.

    1. Levo-a ao forno (forte) até abrir e a pele ficar bem tostada. Mas como-a sem ovo, que isso também já é abusar do colesterol…

      Abençoadas Beiras, tem razão. E por vários motivos.

  1. Cresci sem saber que a morcela lá da terra (sou de Leiria) era chamada “de arroz” pelo resto do país. A verdade é que até chegar à universidade nunca pensei que existissem outras.

  2. Mmmm… Gosto delas assim: Primeira camada…feijão frade; segunda camada… grelos; terceira camada… broa desfeita. Por cima: depois de uma rega de azeite, revestir ao milímetro com rodelas de morcela, alheira e chouriço (do magro, sem ponta de gordura). Vai ao forno na pingadeira para tostar. Resultado final: uma iguaria chamada «Sopa Seca», típica da Beira Litoral. Divino. Experimentem: a vantagem principal é que não dá trabalho nenhum (e afinal um dia não são dias…)

    1. Grande receita, Chloé! Vou experimentar. Conheço uma “sopa seca”, mas é diferente, faz-se com os restos do cozido à portuguesa. Não posso deixar de achar graça à exigência de pouca gordura no chouriço, depois de tudo o resto…
      🙂

      1. Contesto a insinuação!! Temos a mania que a cozinha tradicional é hiper calórica, mas vejamos:
        -Feijão frade: legume seco, anti-cancerígeno possante e item actual da dieta saudável, em pequena quantidade. Grelos: legume fresco (logo, cabendo na categoria dos virtuosos da moda). Broa: nenhuma dieta vive sem uma dose diária de hidratos de carbono, da classe dos inteiros ou integrais. Azeite: reabilitado, mil vezes melhor que as gorduras fingidas, as falsas alternativas do séc. passado. Alheira+ morcela+chouriço magro: carnes, está bem que proteicas, mas essenciais à resiliência física e intelectual diária. No todo – note-se – um simples pormenor.
        Não experimentem, não…..

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