Outros tempos (2)


Jorge Assunção,

O PS «estranha» a «rapidez» com que a PT vendeu a Lusomundo Media à Olivedesportos. O deputado socialista Augusto Santos Silva disse ao PortugalDiário que esta «época de transição política não é a mais indicada» para avançar com um negócio desta dimensão, manifestando «estranheza» pelo «tempo escolhido».

 

É trocar vendeu por comprou e Olivedesportos por TVI e a situação é a mesma. Talvez algum jornalista queira perguntar a Augusto Santos Silva se «estranha» o negócio que agora está em cima da mesa.

16 comentários em “Outros tempos (2)”

  1. Jorge:

    Suponho que sejam as influências do grande amigo e ditador Chavez só que Portugal ainda não é a Venezuela.

    1. Se há coisa que este PS não tem é coerência. O argumento invocado para vetar o negócio, bem como o timing para a divulgação do mesmo prova-o. Quem acabou com o negócio foi Ferreira Leite na entrevista e Cavaco Silva no dia a seguir. E até hoje o discurso do PS é que estávamos na presença de um negócio entre duas empresas privadas. A decisão política de vetar o negócio explica bem o quão privada é a PT.

      O problema, caro Bruno, é que o essencial ficou por discutir: as acções douradas do Estado na PT.

      1. Caro Jorge, confesso que, relativamente às GoldenShare não tenho uma opinião definitiva, se por um lado concordo que o Estado deve ter uma palavra sobre sectores estratégicos para o País, por outro, todos sabemos que isso apenas tem servido os aparelhos partidários. Já a respeito da interferência no negócio, apenas julgo que se estávamos perante um caso entre empresas pq razão o país entrou em alvoroço, até o Presidente deu voz às suspeitas de ataque à liberdade de imprensa?!

        Abraço

        1. Simples, Bruno: deter uma posição de ‘golden share’ implica, designadamente (como está na legislação), defender os interesses do Estado, embora tentando não prejudicar a empresa em causa. E os interesses do Estado estão, como é natural, acima de todos os outros.

            1. Escusa de sublinhar, se não disser quais.
              De qualquer modo, a posição privilegiada que a ‘golden share’ implica é para defender os interesses do Estado. Entre eles, por exemplo, evitar que a PT seja adquirida por capitais estrangeiros.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *