O maior humorista da língua portuguesa – que é também escritor, jornalista, dramaturgo, cartunista, brasileiro dos quatro costados e cidadão do mundo – festeja hoje 86 anos. Uma bonita idade, sobretudo para quem, como ele, se mantém em plena actividade – escrevendo, desenhando, criticando os bonzos da política, os disparates mais em voga e toda a espécie de tiques sociais sempre com um sorriso nos lábios. O inconfundível Millôr Fernandes.
A homenagem que me apetece prestar-lhe, neste dia de aniversário, é partilhar convosco algumas das frases dele – que fazem sempre sorrir e dão sempre que pensar. Porque Millôr, além de outros méritos, é também um dos melhores frasistas do nosso idioma.
"Todo o homem nasce original e morre plágio."
"Como são admiráveis as pessoas que nós não conhecemos bem."
"Jamais diga uma mentira que não possa provar."
"Cuidado com as imitações: sexo, só existem dois."
"A universidade é o local onde a ignorância é levada às suas últimas consequências."
"Democracia é quando mando em você, ditadura é quando você manda em mim."
"Viver é desenhar sem borracha."
"Sexo causa gente."
"O optimista não sabe o que o espera."
"Não há problema tão grande que não caiba no dia seguinte."
"Só há uma coisa que a vida ensina: a vida nada ensina."


A seguir, aqui:
http://twitter.com/millorfernandes
Óptima sugestão, Paulo.
Gosto da designação «bonzos da política». Pior é que muitos são monjes em período probatório. Sem provas de avaliação.
Por mim, ando banzado com tanto bonzo. Deviam bazar. Todos.
Parabéns, também, Millor !
Cresci ouvindo o meu pai a falar dele e a lê-lo no Jornal “Popular”, ainda que houvesse muito cuidado, na altura, sempre escapava qualquer coisa…Muito bem lembrado! Pedro, obrigada!
“É curioso. Com tanta anta em nosso Congresso não vi, durante os últimos aumentos salariais da moçada, qualquer antagonismo”
Aqui: http :/ www2.uol.com.br millor index.htm
Eheheh. O Millôr tem frases geniais, Maria. Também eu comecei a lê-lo há muitos anos, no velho ‘Popular’. Hoje continuo a lê-lo com gosto, todas as semanas, na ‘Veja’.
Se o Millôr Fernandes substituísse o Malaca Casteleiro, talvez eu ainda viesse a aprender acordortografiquês…
O professor Malaca é um ótimo inteletual. Admiro muito aquele inteleto.
O Millôr é imbativel. Bem lembrado, Pedro.
Millôr é cá dos nossos, Ana.
Gosto muito do “viver é desenhar sem borracha”. Parabéns ao Millôr e a ti, Pedro, que desencantas estas efemérides.
É sempre um prazer, Leonor.
Todas frases antológicas. Mas “frasista” é uma palavra que eu odeio 🙂
Frasista gosto. Millôr também.