Passado presente (CLIII)


Jorge Assunção,

 

Concorde (1969 – 2003)

Em comparação com os restantes aviões comerciais, reduzia para menos de metade a duração de uma viagem transatlântica.

11 comentários em “Passado presente (CLIII)”

  1. Nunca percebi porque é que o retiraram de cena. Era esteticamente perfeito, rápido e seguro. E nunca nenhum avião teve, como ele, a elegância e a souplesse de um pássaro!

    1. Em termos gerais, foram detectados problemas de concepção e desgaste que se agravavam com o tempo de vida, após o trágico acidente de um deles.

      Resolver isso tudo era um quebra-cabeças de custos muito elevados e de fiabilidade incerta, que se associavam ao consumo num momento em que o preço do petróleo parecia imparável e em que a actualização da tecnologia aeronáutica de segurança implicava um investimento desmesurado para que o Concorde fosse mantido em actividade. E era impensável agravar os preços elevadíssimos das duas viagens que fazia.

      Quase não demos por isso, visto que não estava ao alcance de uma viagem aérea comum, mas o Concorde durou tempo superior ao de uma geração, cumpriu o que poucos modelos comerciais cumprem e, no final, só um dos aparelhos é que não ficou para a História.

      1. Calculei que fosse por uma questão de custos, o Concorde era um luxo de tecnologia.
        Estive quase a viajar nele mas não cheguei a fazê-lo. Tenho pena, agora que essa experiência se tornou impossível.

          1. O Concorde ao serviço da Air France nos voos entre a Europa e a América do Norte fazia escala técnica, 1 vez por semana, no aeroporto de Santa Maria Açores e não foram poucas as vezes que o vi chegar e partir (fazia uma barulheira este também foi um dos motivos, a poluição sonora) uma amiga minha era a única funcionária em santa Maria da Air France uma vez ela fez uma tentativa de eu conhecer por dentro o avião , mas não conseguiu , lembro-me dela dizer que eram pessoas muito ricas e de negócios que faziam aquela rota.
            O aeroporto de Santa Maria, para nós Açorianos, teve uma importância extrema a todos os níveis – desde 1945 , quando foi entregue pelos americanos ao estado português, até 1962 -quando o aeroporto de Ponta Delgada foi inaugurado – a nossa saída aérea para território Continental era feita por aquele aeroporto só mais tarde por Ponta Delgada e só para Lisboa, para o Continente Americano continuou-se a ir por Santa Maria até 1980 quando o aeroporto das Lajes se torna comercial, nessa altura Santa Maria ressente-se muito..
            Há muita história interessante a propósito do aeroporto de santa Maria – por lá passaram figuras célebres do Espectáculo, desporto e da política e tanto outro episódio por contar, digo eu, pois não conheço nada de interessante escrito sobre isto.

            1. Muito bem. O aeroporto de Santa Maria foi entregue pelos norte-americanos quando estes preferiram a Terceira, deixada pelos britânicos após a Guerra.

            2. João é um tema que, se eu “escrevesse”, pegaria nem que fosse só para um documentário.

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