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Um Simca Aronde dos anos 50 e um Simca 1000 dos anos 70.
Pois. O Aronde era um carro que ainda vi bastante em miúdo. Marcou uma época. Ao Simca 1000 sempre achei piada.
Dedico-te este Passado Presente, compadre. Este e mais três que se seguirão nos próximos três dias. Todos sobre carros. É uma episódica incursão minha numa das tuas especialidades.
Já estou curioso.
Andei várias vezes num Aronde já velhinho, mas ainda bom para as curvas.
Tive depois um bom amigo que conduzia um novíssimo 1000 Special do pai, no qual íamos juntos para o Aeroclube da Costa Verde (Espinho) aos sábados, onde ambos tínhamos instrução para tirar o ‘brevet’.
O Aronde era um carro elegante, com umas linhas bem desenhadas. O Simca 1000 era uma espécie de resposta francesa ao Mini britânico. E tinham ambos luzes nocturnas amarelas, o que nunca deixou de me fascinar.
Espero que gostes dos três que vão seguir-se.
Já agora, devo dizer-te que as lâmpadas amarelas ou os vidros amarelos dos faróis eram norma em França. Em Portugal, era indiferente, mas quem colocasse mais faróis teria de obedecer a uma norma: todos brancos ou todos amarelos.
Havia ainda em Inglaterra uma espécie de capas amarelas, em vidro ou material alternativo, que se colocavam por cima dos faróis. Os ingleses usavam-nas para embarcar e andar em França.
Por vezes, chegavam a Portugal turistas britânicos com os carros assim, sinal de que tinham atravessado o Canal da Mancha e circulado em França.
Pois. Era também por isso que gostava dos carros franceses em geral. Isso e a suspensão, que em regra era superior aos veículos de outras origens. Já para não falar da caixa de velocidades pelo menos dos Citroen, também muito originais.
Não sou nem de longe nem de perto uma “especialista” até para ser sincera não ligo nenhuma a carros, mas alguns “clássicos”, pela sua “estética”, eu aprecio e esse Simca Aronde agrada-me e havia um outro, mais antigo, ainda mais interessante – julgo ser um Simca Topolino – muito semelhante ao meu saudoso Citroën 2 cavalos.
O minúsculo Simca Topolino era fabricado em França sob licença italiana. O modelo original era o Fiat Topolino, antepassado do célebre e popular Fiat 500.
O Topolino teve algumas séries ao longo de uns anos, mas dizer que era parecido com o 2CV… Os Topolino, desde logo, eram bem pequenos.
Não sei se sobrevive algum 2CV, mas sei que ainda há alguns Citroën Dyane coleccionáveis em Ponta Delgada.
Pedro, deixei-lhe um convite sugestivo 🙂
Vou já lá espreitar, GJ.
O debaixo faz-me lembrar uma professora de liceu…
E a mim faz-me lembrar um tio que teve um igual a esse antes de o trocar por um Simca 1300, que também teve muita popularidade entre nós.
Muito bom.
Vem aí mais.
Os Simca eram uns carros engraçados que eram bastante vulgares nos anos 60 e 70 em Portugal. Além destes modelos mais corriqueiros tinham dois mais ‘aristocráticos’ (até no nome) que eram uma espécie de réplicas, mais pequenas, das banheiras americanas do pós-guerra: eram o Simca Versailles e o Simca Chambord que lembravam uns pequenos Cadillacs ou Chevrolets. A Simca teve também um papel com alguma relevância no automobilismo de competição, especialmente com o Rallye 1300 já de finais da época de 70, que era uma pequena bomba para a época e que alcançou alguns êxitos, tanto em provas de velocidade como em ralis.
O que eu vou aprendendo com os nossos comentadores… Já me ensinou mais alguma coisa, caro Luís. Você e o João Carvalho percebem mesmo de bólides.
O Luís e eu já trocávamos sabedoria desta na juventude, compadre.
É verdade. Chegamos, inclusivamente, a ir ver juntos algumas provas em Vila Real e em Vila do Conde, em finais de 60, inícios de 70, lembras-te? Bons tempos… Hoje já nos podemos considerar uns clássicos, mas ainda muito ‘racing’, não é assim?
Lembro-me bem. Lembro-me também do tempo que dedicámos a construir ‘kits’ à escala. E continuamos aqui para as curvas, é claro.