Passado presente (LXXXVII)


Teresa Ribeiro,

 

… E A Capital, Sete, O Jornal, O Tempo, Kapa, O Século, O Independente, etc, etc

29 comentários em “Passado presente (LXXXVII)”

  1. Foi no tempo em que havia vespertinos e não só, claro.
    Era das coisas gozadas ver os ardinas no Rossio à tarde a correrem de um lado para o outro, subindo e saltando dos autocarros e eléctricos em andamento, e os seus pregões, alguns mais típicos que outros, etc. (Eu também digo etc. porque haverias muito para descrever.)
    Boa recordação me fez, Teresa Ribeiro .
    Boa recordação de uma Lisboa também diferente .

      1. …e Lisboa era o Chiado e o resto era província.
        Meu caro, aqui nada existe de bairrismo. O mesmo se devia passar em muitas outras cidades do país. A sua exclamação é extemporânea.
        Se calhar não passou por aquilo que referi, daí o desalento de não poder recordar.

  2. Não virá muito a propósito, mas num lugar de destaque, aqui na biblioteca paterna, um enorme calhamaço que reúne nºs antigos do Diário de Notícias: tantos espaços em branco…

  3. Há poucos anos, comprei num alfarrabista que costumava estar na Praça do Comércio, junto do Supremo Tribunal de Justiça, um velho volume gigante encadernado editado por ocasião do centenário d’O Primeiro de Janeiro.
    Dias depois, descobri – e deu-me um jeitão para um trabalho – que a edição incluía várias coisas do célebre Repórter X, entre as quais os julgamentos detalhados de Haia em torno do caso Alves Reis, na segunda metade dos anos 20, a que ele foi assistir e que acompanhou.
    Pode imaginar-se o quanto apreciei o tesouro.

  4. Como sou o velhote aqui do DO, talvez seja o único a lembrar-me dos ardinas que ao fim da tarde , nos idos de 60, lançavam no Rossio e na Pç da Figueia este pregão inesquecível:
    “Olhó Lisboa, Capital, República Popular!”. Houve um Pide espertalhaço que descobriu a marosca e o refrão mudou. Vou contar a sequência disto num post. Já contei lá no Rochedo, mas não vejo mal nenhum em recuperá-lo para aqui…

  5. A vida do Repórter X daria uma biografia em 3 tomos, e ele só morreu com 38 anos.
    Já que se falou no Porto, outro dos desaparecidos é O Comércio do Porto (ao mesmo tempo que A Capital), presença obrigatória na sala do meu avô. E o Janeiro por pouco também ia indo. Quanto a O Jornal, transmutou-se em Visão.

  6. Prezada Teresa Ribeiro
    Sou uma seguidora do blogue e hoje chamou-me a atenção este post. Penso que a capa do Diário Popular que ilustra o comentário pertence a um jornal da cidade de Pelotas no estado do Rio Grande do Sul, Brasil.
    O time de futebol Brasil desta cidade é chamado carinhosamente de Xavante pela sua torcida e Bento Freitas é o nome do estádio pertencente ao mesmo.
    Como já deve ter adivinhado sou uma pelotense que mora há 20 anos aqui em Portugal.
    Cordialmente, Maria Alexandre

    Ps: antecipadamente peço desculpas ao Sr. João Carvalho pelo meu portugês abrasileirado.

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