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‘Post’ delicioso.
Esta nossa série está quase a chegar ao número C, compadre. Falta pouco.
Venham mais V.
Mas espaçados, digo eu!
: ))
Também um dos melhores programas que a RTP teve, além do Zip-Zip de boa memória.
Do Zip não me lembro, a não ser do générico e do boneco. Mas deste lembro-me muito bem, até por ter revelado ao País uma série de gente divertida e cheia de talento. O saudoso Fernando Assis Pacheco, Gonçalo Lucena, Pitum Keil do Amaral, Tó Zé Martinho, José Fanha e tantos outros.
Até fui assistir à gravação de um programa, no Teatro Villaret, na Fontes Pereira de Melo.
Lembro-me bem do Pitum e de outros concorrentes. Hoje em dia seria impossível levar gente com tanto interesse a um concurso, mesmo que levassem uma uma volta de 180º em termos de qualidade. Digo eu!
:))
Foi talvez o programa da RTP que mais estimulou a criatividade dos portugueses. Um excelente programa que tinha também como condimento as polémicas intervenções dos membros do júri. Eram cinco. Só dois deles estão ainda vivos.
Tem toda a razão. Se não me engano foi a primeira vez que apareceu o Juro naqueles moldes. Recordo bem o Stau Monteiro… mas de repente lembro-me da cara de mais um, mas o resto varreu-se-me tudinho! rsrs
:))
Não pude deixar de ler acima. Sou mesmo idosa … lembro-me do Zip Zip eheheh
Raul Calado, Maria João Seixas, Paulo Renato, Maria Leonor e Luís de Sttau Monteiro. Era estes os cinco magníficos membros do juri. Infelizmente acho que só a Maria João Seixas ainda é viva…
Viva e em forma. Ainda há dias a vi no meu restaurante favorito do bairro de Alvalade, em Lisboa – o Salsa & Coentros. Também o Raul Calado é vivo. O meu preferido, entre os membros do júri, era de longe o Sttau Monteiro.
Nada como ter boas fontes e próximas! Exactamente. Mas, tenho ideia que o Paulo Renato teve de ser substituído. Estou errada?
:))
Não me recordo disso. Só me lembro desses cinco. Ainda entrevistei a Maria Leonor. Morreu pouco tempo depois.
O Sttau Monteiro era, de longe, o que tinha mais elan, sobretudo junto do público feminino. Eu, apesar de ser ainda muito miúda também me rendi ao seu charme 🙂
O Sttau Monteiro escreveu dois livros de que gosto muito: ‘Angústia Para o Jantar’ e ‘Um Homem Não Chora’.
A Visita da Cornélia foi um grande programa da RTP.
Motivado, talvez, pela hora tardia a que foi escrito este post, a numeração romana está incorrecta.
Noventa – XC
Tem toda a razão, Virgínia. Já corrigido, com os meus agradecimentos.
O sentido do humor do Sttau Monteiro fazia as minhas delícias. Lembro-me sempre de um comentário dele a propósito da forma como tinham decorrido as eleições, salvo erro as primeiras legislativas em 1976. A imprensa e os políticos comentavam a forma “cívica” e “amadurecida” do povo que acorrera às urnas. Dizia ele, não percebo a admiração, estavam à espera que as pessoas fizessem xixi nas urnas? Impagável!.
Bem lembrado caro Pedro, esta Visita da Cornélia, outros protagonistas, outros Senhores.
O ano de 1977 foi em grande para a RTP, com a Gabriela e a Cornélia. E o sentido de humor do Sttau era de facto fabuloso. Tenho pena que a obra literária dele ande tão esquecida. É o que acontece a quem não faz parte de partidos ou capelinhas.
Adorei “Um Homem Não Chora” quando o li, ainda adolescente.
Também. Ainda me lembro daquela mania do protagonista de comer passas. Era um retrato excelente daquele tempo em Portugal. E uma literatura cem por cento urbana numa cena literária ainda quase totalmente marcada pelas marcas rurais de Aquilino, Torga, Namora, os neo-realistas todos e seus epígonos.
Exactamente. Metia-as no bolso e andava o tempo todo a petisca-las.
Sou mais do tempo da “Visita da filha da Cornélia”.
Essa já não conheci. Mas disseram-me que a filha saía à mãe.
Grande clássico!!!
Verdadeiramente inesquecível. Valha-nos a memória: a RTP apagou todas as gravações deste concurso histórico. É assim que a própria empresa trata do seu património. Uma vergonha.
Delicioso concurso, que deu a conhecer muita gente talentosa. Ainda um dia destes estive com um deles, meu amigo: o Hugo Maia de Loureiro. Lembram-se dele? Cantava coisas do Ary (até foi a um festival da canção) e fazia de macaco como ninguém.
O Sttau Monteiro vivia na Pensão S. Mamede, na R. da Escola Politécnica. Nessa época eu andava muito por ali e via-o muitas vezes, com o seu charme e o seu ar blasé. Era uma figura.
Hugo Maia de Loureiro: há anos que não ouvia falar nesse nome. Cantou a ‘Canção de Madrugar’, um dos mais belos temas de sempre no festival RTP da canção.
Isso mesmo, Pedro, e cantou-a muito bem. O Hugo foi um talento que se perdeu, e é pena.
Gostava de saber o que faz ele agora. Lamentavelmente, como referi antes, a RTP apagou a ‘Cornélia’ dos seus arquivos. Subsistem umas quantas fotografias – e nada mais.