Passado presente (XLVIII)


Leonor Barros,

Os Cinco

 Livros de aventuras

(Literatura juvenil)

60 comentários em “Passado presente (XLVIII)”

  1. Creio que os meus eram de uma edição qualquer anterior, livros mais pequenos e mais espessos, mas não tenho a certeza.
    De memória: Zé, Ana, Júlio, David e o cão Tim. Estarei enganado?

        1. Exactamente. Os nomes estão correctos. A Zé, prima dos restantes, era arrapazada. E o pai dela era cientista. E o grupo, no meio das suas aventuras, parava sempre numa quinta para lanchar e eram scones, magníficas sandwiches, etc., que me abriam logo o apetite de adolescente magrizela. Muito eu comia ao ler aqueles livros!

    1. Exactamente, João, mais pequenos e mais gordinhos. Em formato maneirinho, de livro de bolso, que se podia levar para todo o lado, campo ou praia. As capas eram com desenhos e não com fotografias.

  2. Bem lembrado, Leonor! Também era fã desta colecção. Os meus preferidos foram “Os Cinco na Casa do Mocho” e “Os Cinco no Lago Negro”, autênticos livros de culto para mim, quando tinha dez anos.
    Era fã da Zé, que era uma maria rapaz com quem me identificava.

      1. Exactamente! Ao fim de muita discussão uma de nós lá consentiu em ser o cão. Era a mais corpulenta e esse creio que foi o argumento que a convenceu. Coisas da idade do armário :))

  3. Eu tenho esta edição, mas também até ao número 21. O meu preferido era o nº 9 “Os Cinco e a Ciganita”.

    E também tenho alguns da versão anterior, que pertenceu à minha irmã mais velha, que deve ser aquela que o João falou; a capa não é fotografia, mas sim desenhada em tons suaves.

    E guardo ainda: Os Sete, O Mistério, O Colégio das Quatro Torres e As Gémeas no Colégio de Santa Clara.

  4. O meu filho ainda não sabe ler, vai fazer cinco anos, e já o ando a iniciar nos Cinco. Todos os dias à noite leio-lhe um capítulo. Ainda vamos no 1º – Os cinco na ilha do tesouro, mas já sabe o nome de eles todos.
    Passados quase trinta anos, ao reler estes livros apercebo-me que têm alguns detalhes que à luz da sociedade de hoje, escrava do politicamente correcto, poderiam não ser aceites.
    A Zé não convive com crianças da mesma idade, quer ser como os rapazes e não gosta que a tratem pelo nome, está na cara que se trata de uma caso de sexualidade reprimida.
    O Pai dela ralha com ela e chega a ameaça-la de apanhar uma sova. Dá para imaginar como seria quando a Dª Enid Blyton estava fora – maus tratos infantis.
    Antes de ser encontrado o tesouro da família Kinrim esta menina Zé, de sexualidade reprimida e sem amigos, vivia com dificuldades financeiras que a impedia ter terem um cão de estimação – podiam bem ser acompanhados por uma assistente social e candidatar-se ao rendimento social de inserção.
    Como as coisas eram diferentes e bem mais saudáveis há uns anos atrás!!!

    1. São coisas que nem nos passavam pela cabeça na altura. A verdade é que me fizeram sonhar e desejar ardentemente ter aventuras assim, além de terem contribuído para o meu gosto pela leitura.

  5. Veio mesmo a calhar, esta evocação dos Cinco no “Passado presente”, Leonor. Devorei toda a série (eram 21 livros, quando os li), gostei imenso de vários livros – a começar no primeiro. Foi uma das melhores leituras infantis de que tenho memória. Também gostei dos livros dos Sete, lidos na mesma altura – adorava aquela casa na árvore onde eles reuniam o clube. Não voltei a ver esses livros, nem faço ideia se ainda os terei nalgum lado. Mas jamais me esquecerei deles. Com ou sem correcção política à mistura.

        1. Que engraçado! Mas a tua colecção deve ser posterior a esta, Jorge, li num site sobre a Enid Blyton, varreu-se-me qual, que a colecção eram os vinte e um. O 22º foi um bónus 😉

          1. O livro que faz referência ao 22º é certamente – foi reimpresso em Junho de 1998. Curiosamente, dos quatro livrinhos que tenho, tenho o número 2 e o 16, que faltam nessa colecção. 🙂

  6. Que saudades! Dos Cinco, das bibliotecas itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian, que os levavam mensalmente até à minha aldeia, das leituras às escondidas – em casa, onde era suposto gastar os olhos a estudar, nas próprias aulas, onde deveria prestar atenção aos professores…
    José Cipriano Catarino

    1. As Bibliotecas Itinerantes prestaram um óptimo serviço à leitura e foram muito importantes nas vidas de muitos que nem sempre tinham acesso a livros de outra forma. Agora à distância, acho a ideia romântica e de uma grande generosidade.

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